<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189</id><updated>2012-01-30T19:41:35.754-04:00</updated><category term='cafeteria institucional'/><category term='granulado e encorpado'/><category term='torrados e moídos'/><category term='aroma de ensinar'/><category term='grãoduação'/><category term='expresso do aluno'/><category term='com açúcar ou adoçante?'/><category term='um chocolate pra esquentar'/><category term='queimando a língua'/><category term='um pires de opinião'/><category term='o pó da hora-aula'/><category term='no bule com os alunos'/><category term='&quot;papers&quot; de mel'/><category term='entre um cafezinho e outro'/><category term='sala dos capuccinos'/><category term='educação café com leite'/><category term='só no cafezinho'/><category term='papo de bolacha'/><category term='trocando o sabor'/><category term='no coador do brasil'/><category term='educação filtrada à distância'/><category term='expresso do professor'/><category term='prática de bandeja'/><category term='adoçando a coisa'/><category term='pós-grãoduação'/><category term='aroma de aprender'/><category term='tá na xícara'/><category term='lá também ferve'/><category term='chá-teação acadêmica'/><category term='café na cama'/><category term='método de borradocente'/><category term='expresso do reitor'/><category term='pesquisadores de chocolate'/><category term='tem café no circo'/><title type='text'>Café Docente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>267</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6915357349359198056</id><published>2012-01-17T17:38:00.005-04:00</published><updated>2012-01-17T17:38:56.982-04:00</updated><title type='text'>Recursos didáticos</title><content type='html'>Hoje ganhei uma máquina de mimeógrafo para trabalhar no Letra Corrida : Ateliê de literatura e criatividade. Pesquisando sobre ele achei uma classificação interessante, sobre recursos didáticos. Está ai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DOS RECURSOS AUDIOVISUAIS&lt;br /&gt;  álbum seriado&lt;br /&gt;cartazes&lt;br /&gt;computador&lt;br /&gt;datashow&lt;br /&gt;desenhos&lt;br /&gt;filme&lt;br /&gt;flanelógrafo&lt;br /&gt;folders&lt;br /&gt;gráficos&lt;br /&gt;gravador&lt;br /&gt;gravuras&lt;br /&gt;histórias em quadrinhos&lt;br /&gt;ilustrações&lt;br /&gt;jornais&lt;br /&gt;letreiros&lt;br /&gt;livros&lt;br /&gt;mapas&lt;br /&gt;maquete&lt;br /&gt;mimeógrafo&lt;br /&gt;mural didático&lt;br /&gt;museus&lt;br /&gt;quadro magnético&lt;br /&gt;quadro de giz&lt;br /&gt;rádio&lt;br /&gt;retroprojetor&lt;br /&gt;revistas&lt;br /&gt;slides&lt;br /&gt;televisão&lt;br /&gt;textos&lt;br /&gt;transparências&lt;br /&gt;varal didático&lt;br /&gt;videocassete&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;MIMEÓGRAFO&lt;br /&gt;  Instrumento de muita utilidade na reprodução de material didático, grande auxiliar do ensino. Através dele podemos imprimir exercícios, textos, jornais escolares, tarefas, provas, roteiros de trabalho, instruções para pesquisa, esquemas para acompanhamento de aulas, sinopses, etc. Para utilizarmos o mimeógrafo precisamos preparar um estêncil para reprodução das cópias.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;NORMÓGRAFO  Serve para criar letreiros em cartazes, quadro-mural, etc. É feito em papelão, eucatex, radiografias já utilizadas ou outro material disponíve.Recorta-se&amp;nbsp; na parte externa e na interna de modo a constituir-se em uma espécie de forma para traçar letras. Ao utilizá-lo é preciso traçar uma linha base, para alinhar a letra, depois desenhar com ele os contornos da letra que se deseja escrever e, por fim, é preciso completar os traços que ficam interrompidos com o auxílio de uma régua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRAVURAS &lt;br /&gt;  São ilustrações que podem ser retiradas de jornais, revistas ou livros. &lt;br /&gt;  Favorecem a motivação dos alunos&amp;nbsp; ajudam no desenvolvimento da observação, complementam e enriquecem as aulas expositivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco dispendioso, simples e acessível.&lt;br /&gt;  Podem serem usadas em sala de aula de acordo com cada unidade de estudo do programa.&lt;br /&gt;  Devem ser de tamanho visível por toda a classe e selecionadas conforme o assunto.&lt;br /&gt;  Utilizar sem muitos detalhes, para maior impacto na comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser apresentadas usando um cavalete ou suporte.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ÁlBUM SERIADO&lt;br /&gt;  Pode conter fotografias, mapas, gráficos, organogramas, cartazes, letreiros ou qualquer material útil na exposição de um tema. Formado por páginas em seqüência lógica, que são utilizadas para auxiliar em aulas, palestras, demonstrações, reuniões, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure colocá-lo em lugar visível ao público.&lt;br /&gt;  Virar as folhas na medida em que os tópicos vão sendo desenvolvidos e forem esgotados em sua exposição, só deixando algo em &lt;br /&gt;suspense para a folha seguinte.&lt;br /&gt;  Não se ater somente ao que está representado, mas ir além, para fixar bem os pontos importantes.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;ÁlBUM SERIADO&lt;br /&gt;  O álbum seriado se compõe basicamente de ilustração e texto. Deve-se utilizar vocabulário acessível ao público-alvo com orações simples e somente com os pontos-chaves do assunto tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho do álbum seriado pode ser de 50 x 70 cm.&lt;br /&gt;  É recomendável usar letras grandes nos títulos e menores nos subtítulos.&lt;br /&gt;  Se não for possível ter um tripé, pode-se fazer um suporte para mesa, ou seja, uma capa de madeira compensada, eucatex ou &lt;br /&gt;papelão grosso.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  REÁLIAS E MODELOS&lt;br /&gt;  São objetos&amp;nbsp; reais, modelos ou miniaturas. Amostras da vida prática e cotidiana que se destacam pela oportunidade de informação e formação que proporcionam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos:&lt;br /&gt;  telefone, ferramentas, etc.;&lt;br /&gt;  amostras de: sabão, creme dental, macarrão, maisena, etc.;&lt;br /&gt;  mostruário de lãs, couro, tecidos, fios, etc.;&lt;br /&gt;  matéria-prima de origem vegetal, mineral, química.&lt;br /&gt;  plantas características de várias regiões;&lt;br /&gt;  objetos e documentos antigos, moedas, selos etc.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;TRANSPARÊNCIAS&lt;br /&gt;  Serve para introduzir, incentivar, recapitular, fixar ou&amp;nbsp; verificar uma unidade de estudo. Podem ser confeccionadas com papel vegetal, acetato, celofane, vidro ou plástico transparente. Pode-se também usar radiografias já usadas, as quais devem ser limpas com água sanitária e esponja, que retira todas as &lt;br /&gt;imagens, deixando esse material pronto para&amp;nbsp; ser reutilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  TRANSPARÊNCIAS &lt;br /&gt;  Para desenhar ou escrever nas transparências podemos empregar nanquim preto ou colorido, pincel atômico ou canetas próprias para retroprojetor. Pode-se obter transparências usando-se o mimeógrafo a álcool. Além disso, elas podem ser preparadas em xerox, que possui filmes especiais para fazê-las. São projetadas através do retroprojetor e não devem ser deixadas por longo tempo sobre o mesmo, pois podem ser queimadas com o calor que emana do aparelho.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  RETROPROJETOR&lt;br /&gt;  Quando utilizá-lo procure ficar próximo ao aparelho, voltado para a classe e de costas para a projeção&lt;br /&gt;  A projeção pode ser feita numa tela branca apropriada e posta na frente da classe, a qual pode ser substituída por um lençol colocado na frente do quadro negro ou então, de improviso, usa-se uma parede branca, lisa. A sala não precisa ser escurecida permitindo que os alunos façam as suas anotações durante a projeção e atentem às explicações do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MURAL DIDÁTICO&lt;br /&gt;  São quadros onde colocamos alguns textos e ilustrações, que serão utilizados em sala de aula. O mural necessita de explicações, comparações e deve permanecer em sala de aula por tempo suficiente para a aprendizagem ser recebida. É diferente do cartaz que transmite a mensagem de maneira mais rápida.&lt;br /&gt;  Pode utilizá-lo ao falar sobre a metamorfose do sapo, o ciclo da água, as partes da planta, mapas com as produções de determinada região geográfica etc. Pode ser do tipo fixo ou móvel; sua base pode ser de cortiça, madeira, papelão, eucatex, isopor, forrado com tecido, feltro, flanela, plástico etc.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6915357349359198056?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6915357349359198056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6915357349359198056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6915357349359198056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6915357349359198056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2012/01/recursos-didaticos.html' title='Recursos didáticos'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7997066621088508628</id><published>2012-01-11T10:35:00.000-04:00</published><updated>2012-01-11T10:35:24.512-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um chocolate pra esquentar'/><title type='text'>produtivismo acadêmico</title><content type='html'>&lt;span style="color: #ce441f; font-size: 17px;"&gt;&lt;img src="http://portal.andes.org.br/static-andes/seta.gif" /&gt;&amp;nbsp; Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;strong&gt;Data: &lt;/strong&gt;22/11/2011&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;    &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;Produtivismo acadêmico está acabando com a saúde dos docentes&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" height="264" src="http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-560527995.JPG" style="float: left; margin: 5px;" width="354" /&gt;A quarta mesa do Seminário Ciência e Tecnologia no Século XXI, promovido pelo ANDES-SN de 17 a 18 de novembro, em Brasília, debateu o “Trabalho docente na produção do conhecimento”. As análises abrangeram tanto a produção do conhecimento dentro da lógica do capitalismo dependente brasileiro, até o efeito do produtivismo acadêmico na saúde dos docentes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participaram dessa mesa, o ex-presidente do ANDES-SN e professor do departamento de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher; a assistente social e também professora da UFRJ Janete Luzia Leite; e a professora visitante do curso de pós-graduação em serviço social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Maria Ciavatta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leher iniciou sua fala lembrando que a universidade brasileira, implantada tardiamente, tem sua gênese na natureza do capitalismo dependente brasileiro. E é essa matriz que vai determinar o conhecimento gerado academicamente. “Também não podemos esquecer que a produção do conhecimento tem sido re-significada. Hoje, não há mais a busca da verdade, mas, sim, a sua utilidade. Sem contar que o conhecimento é uma forma de domínio, como já disseram Kissinger, Fukuyama e Mcnamara”, argumentou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diante disso, está fora de lugar a perspectiva de que a universidade tem um caráter iluminista. Àquela aura do professor universitário intelectual não mais se sustenta”, constatou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Leher, antes havia a valorização da cultura geral, em que era comum encontrar um físico escrevendo sobre arte. Essa ideia, no entanto, não ocorre mais na universidade submetida à lógica utilitarista e pragmática. “É a expropriação do trabalho acadêmico”, criticou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, esse processo foi iniciado com a ditadura militar, que centralizou no Ministério do Planejamento os programas de apoio científico e tecnológico. Como o governo precisava direcionar a inteligência na perspectiva desenvolvimentistas do país, mas queria silenciar a universidade, passou a utilizar-se dos editais para direcionar as pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, mas, principalmente, a partir de 2000, a maioria dos recursos destinados à pesquisa foram se deslocando para o que passou a ser chamado de inovação. A hipótese de Leher é de que como Brasil é dependente e como os doutores formados nas universidades não conseguem empregos na iniciativa privada, a universidade está sendo re-funcionalizada para fazer o serviço que as empresas não querem fazer.“Isso se dá nas ciências duras, mas também nas ciências sociais. É o que explica, por exemplo, o tanto de editais para formar professores à distância, ou para fazer trabalho nas favelas. É a universidade oferecendo serviços”, exemplificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diante dessa pressão em oferecer serviços, em produzir, o professor que levar dois anos para concluir um livro é expulso da pós-graduação”, denunciou Leher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída para essa situação está na aliança do movimento docente com os movimentos populares. “Ao contrário do que ocorreu em épocas anteriores, em que parcelas da burguesia apoiaram projetos de uma universidade mais comprometida com os povos, hoje eles estão preocupados em inserir cada vez mais a instituição na lógica do mercado”, constatou. “Temos, portanto, de construir um arco de forças políticas no movimento anti-sistêmico, ou seja, com movimentos como a Conae e o MST”, defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse diálogo vai exigir da academia, no entanto, um esforço epistemológico e epistêmico. “Se queremos o MST como aliado, por exemplo, temos de produzir conhecimento que trate, por exemplo, da agricultura familiar”, argumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qualidade no ensino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A professora Maria Ciavatta também criticou o produtivismo &lt;img alt="" height="300" src="http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-1589182044.JPG" style="float: right; margin: 5px;" width="280" /&gt;acadêmico ao qual estão submetidos os docentes universitários. “Numa recente publicação do ANDES-SN, li a seguinte frase, que reflete muito bem o atual estado em que nos encontramos: ‘antes, éramos pagos para pensar, agora, somos pagos para produzir’. Achei essa definição ótima”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciavatta argumentou que a baixa qualidade do ensino decorre, diretamente, da insuficiência de recursos, responsável pelos baixos salários pagos aos professores. Disse, também, que o Brasil não tem políticas públicas para educação, mas programas de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela criticou veementemente o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) do governo federal. “O discurso é o mesmo dos anos 90, de que precisamos treinar os jovens pobres porque eles precisam de trabalho. Ocorre que esses jovens, por não saberem o básico, também não aprenderão nada nos cursos técnicos”, previu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que temos de defender é a universalização do ensino médio público, gratuito, de qualidade e obrigatório. Temos de responsabilizar o Estado nessa questão”, defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciavatta criticou a banalização do termo pesquisa. “Todos os professores têm de ser pesquisadores, quando, na realidade, a pesquisa científica exige um tempo para pensar”, argumentou. “A pesquisa é encarada como toda E qualquer busca de informação”, constatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após citar os artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que tratam da pesquisa, ela apontou a baixa qualidade do ensino como um empecilho. “A sofisticada proposta da LDB não se faz com alunos semi-analfabetos. Não basta a alfabetização funcional de muitos e a especialização de poucos. A inovação requer a generalização da cultura científica”, diagnosticou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ciavatta, a privatização das universidades públicas, com a criação de cursos pagos, se deu a partir do achatamento salarial dos anos 90, o que acarretou maior carga horária dos professores, precarização das relações de trabalho, produtivismo induzido e&amp;nbsp; individualismo.&amp;nbsp; “Sou de uma época em que líamos os trabalhos dos colegas. Hoje não temos mais tempo”, lamentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eficiência prescrita e o produtivismo induzido limitaram, segundo ela, a democracia e a autonomia da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a pesquisadora, o viés positivista e mercantilista é que está pautando a produção do conhecimento. “O direito à educação está sendo substituído pelo avanço do mercado sobre a educação, que está sendo vista como um serviço”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saúde dos docentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" height="300" src="http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-1038763874.JPG" style="float: left; margin: 5px;" width="356" /&gt;O produtivismo acadêmico está tirando a saúde dos docentes das universidades públicas brasileiras. Essa é a principal constatação feita por estudo da professora do curso de Serviço Social da UFRJ Janete Luzia Leite. “Antes, a docência era vista como uma atividade leve. Agora, está todo mundo comprimido”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa dessa angústia está na reforma, feita em 2004, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Aliada ao Reuni, as mudanças na Capes foram um verdadeiro ataque à autonomia universitária”, denunciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi a instituição de dois tipos de professores: o pesquisador, que ensina na pós e recebe recursos das agências de fomento para fazer suas pesquisas e o que recebe a pecha de “desqualificado”, que ficou prioritariamente na docência de graduação e à extensão. Esses, em sua maioria, são recém-contratados e terão suas carreiras truncadas e sem acesso a financiamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Janete, os atuais docentes estão formando em seus alunos um novo ethos, em que é valorizado o individualismo, ocultada a dimensão da coletividade e naturalizada a velocidade e a produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, também, um assédio moral subliminar muito forte, que ocorre, principalmente, quando o docente não consegue publicar um artigo, ou quando seus orientandos atrasam na conclusão do curso. “Com isso, estamos nos aproximando de profissões que trabalham no limite do estresse, como os médicos e motoristas”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que os docentes estão consumindo mais álcool, tonificantes e drogas e estão propensos à depressão e ao suicídio. “É um quadro parecido com a Síndrome de Burnout, em que a pessoa se consome pelo trabalho. Ocorre como uma reação a fontes de estresses ocupacionais contínuas, que se acumulam”, explicou Janete Leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, segundo ela, é que as pessoas acham que seu problema é individual, quando é coletivo, além de terem vergonha de procurar o serviço médico. “Com isso, elas vão entrando em suas conchas, temendo demonstrar fragilidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como forma de mensurar o nível de estresse dos docentes, a pesquisadora da UFRJ começou a fazer uma pesquisa nesse campo. Junto com um grupo de aluno, ela entrevista professores dispostos a falar de seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A primeira constatação que fiz é que as pessoas estão ansiosas para falar sobre seus problemas. Nossas entrevistas não duram menos do que uma hora e meia”, contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi possível concluir que a atual realidade tem provocado sintomas psicopatológicos, como depressão e irritabilidade; psicosomáticos, como hipertensão arterial, ataques de asma, úlceras estomacais, enxaquecas e perda de equilíbrio; e sintomas comportamentais, como reações agressivas, transtornos alimentares, aumento de consumo de álcool e tabaco, disfunção sexual e isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, para Janete Leite, decorre da pressão atualmente feita sobre o docente. “O nosso final de semana desapareceu, pois temos de dar conta do que não conseguimos na semana, como responder e-mails de orientandos, ou escrever artigos”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, é preciso que haja uma reação dos docentes a esse processo. “Caso contrário, seremos uma geração que já está com a obsolescência programada”, previu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Veja mais:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-1118859042.pdf"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Apresentação Maria Ciavatta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-1518670106.pdf"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Apresentação Janete Leite&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7997066621088508628?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7997066621088508628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7997066621088508628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7997066621088508628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7997066621088508628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2012/01/produtivismo-academico.html' title='produtivismo acadêmico'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6437753120202399546</id><published>2011-11-25T00:07:00.001-04:00</published><updated>2011-11-25T00:10:01.484-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do aluno'/><title type='text'>Memorial Acadêmico</title><content type='html'>Como fazer um memorial acadêmico? Essa foi a proposta de um dos exercícios da disciplina de Metodologia de Pesquisa quando estava na graduação. Legal ver o quanto eu mudei nos últimos 14 anos, aquilo que faz sentido e aquilo que deixa de fazer. Reproduzo aqui o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INTRODUÇÃO&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a4.l3-images.myspacecdn.com/images01/60/78dcd6332e1f9a300ace898be36ce4b6/l.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://a4.l3-images.myspacecdn.com/images01/60/78dcd6332e1f9a300ace898be36ce4b6/l.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Lindo dia de Outono&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Natural de São Paulo, a data do meu nascimento, tornou-se bastante representativa no meu décimo segundo aniversário, não propriamente pela comemoração dos meus anos - nem me lembro do sabor do bolo - mas especialmente porque neste dia foi promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil.   Não sou uma pessoa famosa ou importante, e o meu ciclo de amizades não aumentou por causa deste acontecimento histórico, como não aumentaria de qualquer jeito, mesmo se as pessoas soubessem qual é o dia que nossa Constituição foi promulgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Caçula de uma família com mais dois meninos, vim ao mundo sob o signo de libra e sobre a proteção de Vênus. Não sei quando tive conhecimento, mas por informações de minha mãe, e ela deve saber mesmo disso, a primeira parede que devo ter visto na vida foi a da Maternidade do Hospital Nove de Julho em São Paulo. A minha primeira foto, que repousa em um documento de identificação, também foi tirada lá. Isso porque este documento foi feito no mesmo local, e dizia o seguinte: Declaro que às 10:45 hs da manhã do dia 05 de outubro de 1976 foi dada a luz a uma criança do sexo feminino cujo o nome é Fernanda de Aragão e Ramirez ... etc, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira lembrança que tenho da minha infância, é o trenzinho a pilha que meu pai nos deu de presente, a mim e a meus dois irmãos. O trilho pelo qual o trenzinho passava tinha um circuito redondo. Meu irmão caçula e eu sentávamos no centro e ficávamos olhando, olhando, olhando. Também me lembro da lousa que papai comprou para brincarmos. O primeiro uso dela foi para um desenho que o papai fez do cabelo da mamãe. É que minha mãe tem um cabelo que é só dela, inconfundível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola fiz muitas coisas: fiz uma ou duas aulas de violão, que só me lembro do violão furado que uma mulher muito gorda me emprestou e de uma musiquinha tradicional que só usava três notas e se chamava A Praça: "A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim. Tudo era igual, mas estou triste porque não tenho você perto de mim."  Sai do violão e fui fazer balé. Não me lembro quantas aulas eu fiz, mas abandonei logo o barco, porque essa história de pliê não era comigo. Só gastei dinheiro com colante, sapatilha e coisas afins. Depois entrei na Ginástica Olímpica, onde aprendi a fazer avião, ponte, parada de mão na parede, estrela e rodante. Em uma dessas aulas, o professor coordenador de esportes do colégio esticou minhas pernas até doer, depois me elogiou. Saí da Ginástica Olímpica e fui fazer natação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na natação aprendi os três estilos básicos e depois de passar uma vergonha enorme em uma competição, sai.   Também fiz Iniciação Esportiva, com o professor "Maçã". No final de um ano ele me disse que eu tinha mais aptidão para a prática do basquete e do atletismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui fazer basquete, o que aconteceu por longo tempo. Mas não gostava de competir, acho que é porque tinha medo. Um dia decidi aceitar a escalação do técnico para jogar em um campeonato em Mairiporã. Na hora do jogo fiquei com medo e sumi, não sei por que, já que ganhamos por WO. Não preciso nem dizer que o time ficou com uma raiva tremenda de mim. No outro campeonato fui chamada para jogar novamente, e também aceitei para o desespero inicial do meu time. Desta vez eu entrei na quadra e joguei. E depois do primeiro, vieram muitos outros jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já perto dos 14 anos fui fazer um teste para integrar a equipe da capital. Fiquei satisfeita por ter passado no teste, treinei um tempo lá e depois fui praticar atletismo, atividade que vinha levando paralelamente com o basquete. Inicialmente o fiz na escola mesmo, acabei por integrar a equipe do Professor Nélio, no Conjunto Constâncio Vaz Guimarães. Nessa época eu já apresentava problemas no joelho e muitas dores provenientes ao treinamento precoce, terminando na sala de fisioterapia de uma clínica especializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de meses parada e fazendo tratamento fisioterápico, tentei voltar à prática esportiva, mas não aguentei mais o ritmo dos treinamentos nem as dores no joelho, então resolvi voltar a estudar e fazer Faculdade de Educação Física.    &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O VESTIBULAR:  preparação, escolhas, provas e resultados.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Concluí o Segundo Grau na EEPSG Major Arcy, após nela ter ingressado para repetir os estudos correspondente ao Segundo Ano Colegial, abandonado anteriormente quando os realizava no Colégio Arquidiocesano de São Paulo.  Ainda no Terceiro Ano Colegial, matriculei-me em um Cursinho Preparatório para o Vestibular, onde permaneci por dois meses, retornando somente no ano seguinte após ter sido reprovada no vestibular da Universidade de São Paulo. Comecei meus novos e velhos estudos em um cursinho, mas em outubro, um mês antes do início das provas dos vestibulares, fiquei com medo de não estar preparada para ingressar em uma das três universidades que eu almejava (Usp, Unesp e Unicamp), e resolvi fazer outro, mais exigente. Estudei muito nas duas primeiras semanas estimulada com o novo ambiente e com as novas expectativas, depois, novamente, perdi o ritmo e o entusiasmo. Em casa, e eu adorava, estudava um pouco de matemática e, porque também gostava, escrevia bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas escolhas para decidir um único futuro, uma certeza: em primeiro lugar eu tentaria a Usp, depois Unesp e a Unicamp. Já me bastaria, mas como fui convencida pelos meus pais e também pelo medo de não estudar no próximo ano, resolvi tentar escolhas mais acessíveis, inclui dois novos campi: a UMC (Universidade de Mogi das Cruzes) e a FMU (Faculdade Metropolitanas Unidas). Depois de ter escolhido os alvos, faltava o mais importante: escolher que curso concorrer a cada uma dessas escolhas. Para isso fiz, aos sábados, um curso de Orientação Vocacional, muito comum hoje em dia. Algumas coisas eu sabia que não queria e a Educação Física ocupava 70% do meu potencial de escolha, o que limitava bastante minhas opções. Mas não era tão simples assim. Eu também tinha interesses em Artes Plásticas, Psicologia e Matemática.  Descartei a Matemática e as Artes Plásticas por se tratarem de um hobby. A Psicologia descartei pela possibilidade de fazê-la posteriormente, ou como curso integral ou em forma de especialização. Então, fiquei com a Educação Física mesmo.  Meu primeiro confronto com as provas foi na UMC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não queria estudar lá, limitei-me ao mínimo possível e dei razão à preguiça de escrever os longos parágrafos exigidos enquanto resposta. Desisti das provas da FMU, por estar contundida no exame prático. Depois era a vez de encarar a primeira prova da primeira fase do vestibular da Usp, que devido a um bloqueio emocional, fui muito mal. Já sabendo que não conseguiria estudar na universidade mais famosa do país, fiz os outros vestibulares com mais tranqüilidade. Fiz uma boa primeira fase da Unicamp e excelentes provas da Unesp, mas não podia afirmar um resultado eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltaria ainda a segunda fase da Unicamp, se não fosse a notícia de que todos os concorrentes deveriam refazer as provas da 1ª fase. A notícia não foi agradável, principalmente quando não se agüenta mais a pressão atribuída ao vestibular. Sabendo que minhas opções haviam se diminuído, refiz a prova com calma, o que me garantiu um bom desempenho. Devido ao atraso do vestibular, as provas da segunda fase ficaram próximas do carnaval, aumentando o desgaste. No meio da confusão, fiquei sabendo que havia passado na UMC (o que já garantia a continuidade dos meus estudos) e também que minha vaga na Unesp havia sido confirmada. Então, já satisfeita e cansada, fui fazer as últimas provas (da Unicamp) com a única preocupação de entregá-las rápido para evitar o trânsito das seis horas, saindo das provas assim que era permitido, sem mesmo completá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curtindo a felicidade de ter passado no vestibular, fui para Rio Claro fazer a matrícula. Aguardei com ansiedade ao início das aulas, o que aconteceu pouco tempo depois confirmando minhas expectativas. Infelizmente, fiquei por lá menos de uma semana, até ler nos jornais meu nome ocupando o primeiro lugar da lista de espera do vestibular da Unicamp, quando me tornei "bixete" da segunda universidade mais famosa do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A UNICAMP:  primeiras e últimas impressões.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da Unesp, a nova universidade tinha outras características. Enquanto em Rio Claro as pessoas eram mais amigas e solidárias, isso não acontecia em Campinas. Pelo mesmo motivo, agradeci não ter entrado na Usp.   Criei expectativas pensado a Faculdade diferente do Ensino Médio, principalmente em relação ao comportamento dos alunos, mas logo no primeiro dia de aula, percebi que tudo continuaria igual, só não teria mais minha família por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me lembro de ter gostado de estar na Unicamp, mas me encontrei presa a ela como jamais pensei, principalmente depois que passei a dar aulas na escolinha de basquetebol. Pedir transferência para outro lugar limitaria a continuação deste trabalho e implicaria no afastamento de algumas pessoas que tive oportunidade de conhecer. Hoje eu já não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos semestres vêm se tornando cada vez mais insuportáveis, não só pela divisão da grade horária que nos limita enquanto futuro profissionais, mas pela espera da qualidade nos serviços que nos são oferecidos. Com tanta coisa para aprender com a experiência de vida, viver um curso teórico e limitador, é levantar as mãos para o céu.  Se fosse relatar o que achei de cada disciplina, retornaria ao final de cada semestre e reescreveria minhas críticas, o que causaria uma grande sensação de tempo perdido. Todas as matérias foram aproveitas de acordo com as potencialidades oferecidas. Algumas foram boas e outras não tão eficientes assim, como alguns professores foram merecedores de atenção e outros não. De um modo geral, enquanto algumas disciplinas acrescentavam conhecimentos, outras só aumentavam o desejo de aproveitar melhor o tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como adquirir conhecimento não é estar sentado em uma sala de aula ouvindo um professor falar a mesma coisa para 50 pessoas com velocidades e interesses diferentes, e sabendo que alguns alunos podem melhorar seus conhecimentos aproveitando o tempo de outra forma, ruim é passar anos de estudo acordando mais cedo em busca de um tempo perdido.   Durante o período acadêmico senti a necessidade de complementar os meus estudos com cursos e atividades que pudessem suprir a lacuna existente no currículo institucional. Na escolha destas atividades, o primeiro ponto considerado foi o grau de compatibilidade entre elas e as atividades acadêmicas oferecidas, sendo importantíssimo a não compatibilidade entre as mesmas; já em segunda instância, teríamos que ser afins (eu e as atividades). Algumas delas contribuíram na minha formação, outras, como se é de esperar, fugiram completamente deste propósito e as aproveitei como pude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de experiências significativas, como a participação na Empresa Jr. e na Atlética, onde aprendi coisas sobre o trabalho em grupo e a realizar projetos. Já a Escolinha de Basquete, administrada pelo Prof. Dr. Roberto Rodrigues Paes, foi (e ainda é) insuperável em seus atributos e aprendizados. Depois de, aproximadamente, dois anos de trabalho e dedicação, entre frustrações e sucessos profissionais, aprendi a não esperar que as coisas caiam do céu, nem mesmo esperar dos outros aquilo que é inesperável, porque as pessoas sequer podem, delas, dar conta. Também aprendi a prestar contas e a avaliar o desempenho do meu trabalho. Comecei a entender um pouco mais sobre o que é ser um educador e um treinador esportivo, e quando senti confiança, ousei.   Não posso negar, e por isso dou o braço a torcer, que a Unicamp, por ser Unicamp, abriu as portas do mercado de trabalho de forma estonteante. É claro que não esperei sentada que as coisas acontecessem, mas rotular-me com seu nome, ajudou bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, por causa deste meu novo significante, sou estagiária na Secretaria de Esportes e Lazer de Vinhedo, onde trabalho com atletismo, voleibol, handebol e futebol de campo onde também sou goleira do time da cidade.   Não sei se pretendo continuar por lá, porque se trata de um ambiente em que as pessoas têm uma preguiça subjetiva, principalmente se são concursadas, o que declina, e muito, a qualidade do trabalho. Não dá uma sensação de tempo perdido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo de faculdade fiz coisas, deixei de fazer coisas e agora estou de partida. Agora vou em busca das coisas que deixei de fazer e que muito me fazem falta. Agora vou em busca do que está por vir. Sim, o por... vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O POR VIR...&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou acabando a faculdade e sei que estou amadurecendo, envelhecendo. Percebo isso pelas minhas escolhas, que estão ficando mais lapidadas, mais exigentes do que antes. Algumas das coisas que eu dava importância, agora já parecem não fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem ao certo o que vai acontecer comigo daqui por diante, e como dizia o poeta, depois de amanhã é domingo, e segunda-feira... ninguém saberá! Alguns dos meus sonhos e desejos quero que se realizem. Tenho esperanças disso porque vou tentá-los. Outros já não arriscaria tanto assim, mas também trago esperanças ... é que a gente vai mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje eu ando devagar é porque eu procuro isso. Tento fugir de algumas responsabilidades que me envelhecem porque tenho medo de esquecer as coisas simples que se traduzem em bons momentos. Por exemplo, agora senti vontade de preparar um molho entre um parágrafo e outro, escrever me permite isso. Um molho na vida da gente nem sempre faz sentido, mas não é menos importante do que outras coisas.   No fundo, sei lá o que dizer sobre o futuro... Fernando Pessoa também dizia não saber. Se eu vou conquistar o mundo depois de amanhã? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é conquistar a felicidade agora... amanhã, importante, seria continuar vivendo a felicidade de agora, e assim por diante.   Outro dia me questionei sobre minha felicidade futura. Não me pareceu incrível não ter chegado a lugar algum. Acho que não é muito estranho não ter um projeto de vida, mesmo sabendo, que socialmente, este é o momento e o mundo dos projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loucura? Não sei. Na tarde de segunda feira ouvi uma frase interessante que dizia: "não há homem fracassado, o modelo de sucesso é que está errado", e não me pareceu absurdo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6437753120202399546?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6437753120202399546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6437753120202399546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6437753120202399546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6437753120202399546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/11/memorial-academico.html' title='Memorial Acadêmico'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7567951353474666280</id><published>2011-11-19T10:36:00.001-04:00</published><updated>2011-11-19T10:44:45.799-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><title type='text'>O que tenho eu a ver com o MEC, hein?</title><content type='html'>E lá na faculdade em que eu trabalho o MEC está de visita. Ó! Uma correria para os coordenadores arrumarem tudo o que não fizeram durante o ano todo em 1 semana e meia. Hein? Cópias e cópias de documentos assinados de reuniões que nunca existiram. Mas vai provar ao MEC que elas nunca existiram? Deve ser assim com todas as instituições, hoje em dia parece que o pessoal está mesmo afim de enrolar do que cada um fazer sua parte. Eu finjo que administro, eu finjo que sou uma instituição de ensino superior. Ontem saiu o resultado do ENADE, 1 em cada 5 insituições se salvam. Hein? Cursos com notas baixas, muito baixas. E eu, em muitas ocasiões, ensinando o abcedário no ensino superior. Leitura e compreensão de texto. Alfabetização básica. Nessa nova instituição me surpreendi com o analfabetismo digital. Dei uma escorregada, achei que a maioria do país já estivesse incluida, principalmente pessoas da grande são paulo. Erro meu. A coisa está pior do que a gente pensa. E os ministros estão caindo, que caiam todos, e que a coisa fique um pouco mais ética em todas as esferas. É preciso mudarmos o comportamento do brasileiro. Não podemos ficar nem de braços cruzados, nem conformados acreditando que as coisas nunca mundam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aliviar, um quadrinho irônico...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.uniriotec.br/%7Epimentel/disciplinas/ie2/infoeduc/aprcalvin.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://www.uniriotec.br/%7Epimentel/disciplinas/ie2/infoeduc/aprcalvin.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7567951353474666280?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7567951353474666280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7567951353474666280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7567951353474666280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7567951353474666280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/11/o-que-tenho-eu-ver-com-o-mec-hein.html' title='O que tenho eu a ver com o MEC, hein?'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-5048993096137987162</id><published>2011-10-05T02:13:00.000-04:00</published><updated>2011-10-05T02:13:35.354-04:00</updated><title type='text'>o fim do doutorado</title><content type='html'>Meu doutorado está chegando ao fim. Me senti péssima na qualificação, por motivos já expostos aqui anteriormente. Em outra reunião com o orientador ouvi que eu sou arrogante, que eu sou soberba, que eu isso, que eu aquilo. Ele a me dizer de um alguém que eu não reconhecia em mim. Eu só queria dizer: meu bem, isso não tem nada a ver, só descobri que não tenho mais estômago para essa coisa de vida acadêmica, essa gente toda puxando o tapete um do outro. Mas me calei. De tão cansada, e de tão exausta com tudo, eu me calei. Hoje, de posse da literatura. Ela sim agora me pertence, me diz de um sujeito que vive e não de sujeitos de estudo. A literatura me diz da vida de um jeito que a ciência não pode me dizer com suas regras e todas as coisas que a cercam. Então, hoje, de posse da literatura de outro, encontrei a resposta mais adequada que eu não consegui dar no dia daquela reunião.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;"Encerrando  ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”&lt;/b&gt;Fernando Pessoa&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-5048993096137987162?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/5048993096137987162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=5048993096137987162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5048993096137987162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5048993096137987162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/10/o-fim-do-doutorado.html' title='o fim do doutorado'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-1600715962229106002</id><published>2011-08-08T13:01:00.000-04:00</published><updated>2011-08-08T13:01:12.745-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><title type='text'>A universidade e Edgar Morin, direto do Correio do Povo</title><content type='html'>&lt;h2 class="posts_title"&gt;A educação segundo Edgar Morin&lt;/h2&gt;&lt;div class="meta"&gt;	Postado por Juremir em &lt;a href="http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=1137"&gt;8 de agosto de 2011&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?cat=36" rel="category" title="Ver todos os posts em Educação"&gt;Educação&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry"&gt;								&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/wp-content/uploads/2011/08/DSC089121.jpg"&gt;&lt;img alt="" class="alignright size-medium wp-image-1143" height="225" src="http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/wp-content/uploads/2011/08/DSC089121-300x225.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;Por uma reforma da Universidade e do pensamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Morin&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sociólogo, C.N.R.S/França&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há uma dupla missão: a Universidade deve se adaptar à sociedade ou a sociedade deve se adaptar à Universidade? Todos adivinharão que recusarei a escolha, tal qual, e tentarei ultrapassá-la de forma complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que tenha antecedentes em Bagdá e em Fez, a Universidade, como se disse com freqüência, é o grande presente da Europa medieval à Europa moderna. Em menos de dois séculos, uma constelação de universidades jorrou de Bolonha a Upsala, de Coimbra a Praga. A Universidade é conservadora, regeneradora, geradora. Conserva, memoriza, integra, ritualiza um patrimônio cognitivo; regenera-o pelo reexame, atualizando-o, transmitindo-o; gera saber e cultura que entram nessa herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esse título, a Universidade tem uma missão e uma função transecular que, via presente, vai do passado para o futuro; tem uma missão transnacional, que guardou, a despeito da tendência ao fechamento nacionalista das nações modernas. Dispõe de uma autonomia que lhe permite realizar essa missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os dois sentidos do termo conservação, o caráter conservador da Universidade pode ser vital ou estéril. A conservação é vital se ela significa salvaguarda e preservação, pois só se pode preparar um futuro salvando um passado, e estamos num século em que múltiplas e potentes forças de desintegração cultural atuam. Mas a conservação é estéril se é dogmática, congelada, rígida. Assim, a Sorbonne condenou todos os progressos científicos do século XVII, e a ciência moderna formou-se em grande parte fora das universidades ao longo desse século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Universidade soube responder ao desafio do desenvolvimento das ciências operando sua grande mutação no século XIX. Ela se laicizou, isto é, abriu-se à grande problematização generalizada e fundamental, oriunda do Renascimento, que diz respeito ao mundo, à natureza, à vida, ao homem, a Deus. A Universidade tornou-se o lugar por excelência da problematização, recolhendo nela a essência da cultura européia moderna, e através disso se inscreveu mais profundamente na sua missão transecular, reatando com a antigüidade grega e romana, e inclinando-se para um futuro cognitivo a descobrir ou conquistar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira mutação institucional se opera em Berlim, em 1809, quando Humboldt conta com o apoio de um “déspota esclarecido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A laicização é a base da reforma; ela estabelece a autonomia da universidade em relação à religião e ao poder; instaura a liberdade interior (o princípio da livre consciência); instala de maneira geral a problematização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma introduz as ciências modernas com a criação de departamentos que vão se multiplicar com as novas ciências. A Universidade vai desde então fazer coexistir – infelizmente apenas coexistir e não comunicar – duas culturas, a cultura das humanidades e a cultura da cientificidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao criar os departamentos, Humboldt tinha muito bem visto o caráter transecular da integração das ciências na Universidade. Para ele, a Universidade não podia ter por vocação direta uma formação profissional (conveniente para as escolas técnicas), mas uma vocação indireta pela formação de uma atitude de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde a dupla função paradoxal da Universidade: adaptar-se à modernidade científica e integrá-la, responder às necessidades fundamentais de formação, fornecer professores às novas profissões técnicas e outras… mas também fornecer um ensino metaprofissional, metatécnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, reencontramos a missão transecular pela qual a Universidade conclama a sociedade a adotar sua mensagem e suas normas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Inocular na sociedade uma cultura que não é feita para as formas provisórias ou efêmeras do hic et nunc, mas que é, contudo, feita para ajudar os cidadãos a viver o destino hic ert nunc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Defender, ilustrar e promover no mundo social e político os valores intrínsecos à cultura universitária: a autonomia da consciência, a problematização (com sua conseqüência que é a manutenção da pesquisa aberta e plural), o primado da verdade sobre a utilidade, a ética do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – De onde a vocação expressa na dedicatória do frontão da Universidade de Heidelberg: “Ao espírito vivo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há complementaridade e antagonismo entre as duas missões, adaptar-se à sociedade e adaptar a si a sociedade: uma remete a outra num círculo que deveria ser produtivo. Não se trata somente de modernizar a cultura: trata-se de culturalizar a modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Desafios do século XX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O século XX impôs vários desafios à dupla missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há antes de tudo a pressão superadaptativa que força a conformar o ensino e a pesquisa às demandas econômicas, técnicas, administrativas do momento, a se conformar aos últimos métodos, às últimas receitas no mercado, a reduzir o ensino geral, a marginalizar a cultura humanista. Ora, sempre na vida e na história, a superadaptação a condições dadas foi, não signo de vitalidade, mas anúncio de senilidade e de morte, pela perda da substância inventiva e criadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, além disso, a compartimentação e a disjunção entre cultura humanista e cultura científica, acompanhadas pela compartimentação entre as diferenças ciências e disciplinas. A não comunicação entre as duas culturas determina graves conseqüências para ambas. A cultura humanista revitaliza as obras do passado; a cultura científica só valoriza as aquisições do presente. A cultura humanista é uma cultura geral, que via filosofia, ensaio, romance, põe os problemas humanos fundamentais e reclama a reflexão. A cultura científica suscita um pensamento fadado à teoria, mas não uma reflexão sobre o destino humano e sobre o futuro da própria ciência. A fronteira entre as duas culturas atravessa de um extremo a outro a sociologia, mas esta se deixa esquartejar em vez de tentar uma ponte de ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso exige uma reforma do pensamento. O saber medieval era demasiado bem organizado e podia tomar a forma de uma “suma” coerente. O saber contemporâneo é disperso, separado, fechado. Já há uma reorganização do saber em curso. A ecologia científica, as ciências da terra, a cosmologia, etc., são ciências pluridisciplinares que têm por objeto não um território ou um setor, mas um sistema complexo: o ecossistema, e mais amplamente a biosfera, para a ecologia, o sistema terra para as ciências da terra, e, para a cosmologia, a estranha propensão do universo a formar e arruinar os sistemas galácticos e solares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda parte, reconhece-se a necessidade de interdisciplinaridade, esperando o reconhecimento da relevância da transdisciplinaridade, seja para o estudo da saúde, da velhice, da juventude, das cidades… Mas a transdisciplinaridade só é uma solução no caso de uma reforma do pensamento. É preciso substituir um pensamento que sepera por um pensamento que une, e essa ligação exige a substituição da causalidade unilinear e unidimensional por uma causalidade em círculo e multirreferencial, assim como a troca da rigidez da lógica clássica por uma dialógica capaz de conceber noções ao mesmo tempo complementares e antagônicas; que o conhecimento da integração das partes num todo seja completada pelo reconhecimento da integração do todo no interior das partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma do pensamento permitirá frear a regressão democrática que suscita, em todos os campos da política, a expansão da autoridade dos experts, especialistas de todos os tipos, estreitando progressivamente a competência dos cidadãos, condenados à aceitação ignorante das decisões dos pretensos conhecedores, mas de fato praticantes de uma inteligência cega, posto que parcelar e abstrata, evitando a globalidade e a contextualização dos problemas. O desenvolvimento de uma democracia cognitiva só é possível numa reorganização do saber, a qual reclama uma reforma do pensamento capaz de permitir, não somente a separação para conhecer, mas a ligação do que está separado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma reforma muito mais profunda e ampla do que a de uma democratização do ensino universitário e da generalização da condição de estudante. &lt;em&gt;Trata-se de uma reforma, não programática, mas paradigmática que diz respeito à nossa atitude em relação à organização do conhecimento&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Toda reforma desse tipo suscita um paradoxo: não se pode reformar a instituição (as estruturas universitárias) sem a reforma anterior das mentes; mas não é possível reformar as mentes sem antes reformar a instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma impossibilidade lógica, mas é justamente desse tipo de impossibilidade lógica que a vida zomba. Quem educará os educadores? É necessário que eles se auto-eduquem, e se eduquem prestando atenção às gritantes necessidades do século, as quais são encarnadas também pelos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, a reforma se anunciará a partir de iniciativas marginais, freqüentemente aberrantes; mas caberá à própria universidade realizar a reforma. No seu relatório anual de 1986, o reitor de Harvard declarou: “Nem o jogo da concorrência nem os esforços deliberados dos reformadores externos foram capazes de garantir um constante nível elevado de atividades. É a Universidade que deve encarregar-se dessa tarefa vital”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, precisa-se de idéias externas, críticas e contestações de fora, mas é fundamental, sobretudo, a reflexão interna. A reforma virá do interior através do retorno às fontes do pensamento europeu moderno: a problematização; hoje, não basta problematizar o homem, deve-se problematizar a ciência, a técnica, o que acreditávamos ser a razão e era com freqüência uma abstrata racionalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma psicologia cognitiva elementar nos lembra algumas evidências que não deveríamos nunca esquecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – O cérebro humano é, como o dizia H. Simon, um G.S.P., “General Setting Problems” e também “General Solving Problems”. Mais potente é a sua atitude geral e maior será a sua atitude para tratar de problemas particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – O conhecimento progride principalmente, não por sofisticação na formalização e na abstração, mas através da capacidade em contextualizar e em globalizar. Essa capacidade necessita de uma cultura geral e diversificada, e, estimulada por essa cultura, o pleno emprego da inteligência geral, isto é, o &lt;em&gt;espírito vivo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a perspectiva histórica para o novo milênio. A universidade deve ultrapassar-se para se reencontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto traduzido por Juremir Machado da Silva&lt;br /&gt;** Último livro de Morin no Brasil: A minha esquerda. Sulina: 2011.&lt;br /&gt;							&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-1600715962229106002?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/1600715962229106002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=1600715962229106002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1600715962229106002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1600715962229106002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/08/universidade-e-edgar-morin-direto-do.html' title='A universidade e Edgar Morin, direto do Correio do Povo'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2568251836856559595</id><published>2011-07-25T13:27:00.000-04:00</published><updated>2011-07-25T13:27:13.819-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><title type='text'>Escola, o espaço do inferno?</title><content type='html'>Li essa repostagem e fiquei pensando, pensando... que a coisa está preta e em vários países. É um sintoma da sociedade global? Talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="materiaTitulo" id="materiaTitulo"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Quando a escola é o espaço do inferno&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;                                                         &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="plusOne"&gt;                                                          																												                          	&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;                             &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="tweet"&gt;							 	   							 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                   &lt;div class="fotoMateria box180"&gt;&lt;br /&gt;        &lt;div class="descricao"&gt;&lt;strong&gt;RUTH DE AQUINO &lt;br /&gt;        &lt;/strong&gt;é&amp;nbsp;colunista&amp;nbsp;de ÉPOCA&lt;br /&gt;        &lt;a href="mailto:raquino@edglobo.com.br"&gt;raquino@edglobo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quase 1.000 alunos são punidos, suspensos ou expulsos por dia nas escolas. Quase 1.000 por dia, alguns com 5 anos de idade! Por abusos verbais e físicos. No ano passado, 44 professores foram internados em hospitais com graves ferimentos. Diante do quadro-negro, o governo decidiu que professores poderão “usar força” para se defender e apartar brigas. E poderão revistar estudantes em busca de pornografia, celulares, câmeras de vídeo, álcool, drogas, material furtado ou armas. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Achou que era no Brasil? É na Grã-Bretanha. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Os dados são de um relatório governamental. “O sistema escolar entrou em colapso”, diz Katharine Birbalsingh, demitida do Departamento de Educação depois de criticar a violência nas escolas públicas inglesas. “Os professores acabam sendo culpados pela indisciplina. A diretoria da escola estimula essa teoria, os alunos a usam como desculpa e até os professores começam a acreditar nisso. Eles não pedem ajuda com medo de parecer incompetentes.” &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Os alunos jogam a cadeira no mestre, chutam a perna do mestre, empurram, xingam. Ou furam o mestre com o lápis, fazem comentários obscenos, estupram, ameaçam com facas. Alguns são casos extremos pinçados pela imprensa. Os números na Grã-Bretanha preocupam. Mostram que as escolas precisam restaurar a autoridade perdida. Muitos professores abandonaram a profissão por se sentir impotentes. Educadores mais rigorosos pregam tolerância zero com alunos bagunceiros e que não fazem seu dever de casa. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;As reflexões de lá são iguais às de cá. A violência nas escolas seria uma continuação do lado de fora, na rua e nos lares. A hierarquia cai em desuso. Valores e limites, que quer dizer isso mesmo? Crianças e adolescentes não respeitam ninguém. Nem os pais, nem as autoridades, nem os vizinhos, os porteiros, os pedestres, os colegas, as namoradas. Há uma falta de cerimônia, pudor e educação no sentido mais amplo. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro &lt;em&gt;The spoilt generation (A geração mimada) &lt;/em&gt;, afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. “Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães”, diz ele. &lt;br /&gt;        &lt;div class="bannerMateria"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bannerMateria"&gt;&lt;span&gt;Muitos professores abandonam o ensino por se sentir impotentes diante da violência dos alunos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;E o que o governo britânico faz? Manda o professor revidar. Até agora, ele era proibido de tocar no aluno, mesmo ao ensinar um instrumento numa aula de música. A nova cartilha promete superpoderes aos professores. Mestres, usem “força razoável”, vocês agora têm a última palavra para expulsar um aluno agressivo, revistem mochilas suspeitas. Dará certo? Não acredito. Sem diálogo e consenso entre famílias, escolas, educadores e psicólogos, esse pesadelo não tem fim. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;No Brasil, a socióloga Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), admite que os professores passaram a ter medo. Numa pesquisa para a Unesco em Brasília, em 2002, um depoimento a chocou: “Um professor me disse que ia armado para a escola. Como se fosse uma selva. Isso mostra total descrença no sistema”. Ela acha que o Brasil está investindo dinheiro demais em bullying, mas esquece todo o resto: “Nossa escola é de dois séculos atrás”. Os ataques aos professores não se limitam à sala de aula. Carros dos mestres são arranhados, pneus são furados. Eles não têm apoio nem ideia de como reagir. Muitos trocam de escola ou abandonam a profissão. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Quando Cristovam Buarque era ministro de Lula, tinha, com Miriam, um projeto nacional de “mediação escolar” para prevenir conflitos, melhorar o ambiente e estimular o aprendizado. “Paulo Freire dizia que a escola era o espaço da alegria, do prazer, mas assim ela se torna o espaço do inferno”, diz Miriam. O projeto não vingou. Cristovam abandonou o barco por sentir que Educação não era prioridade nos investimentos. E continua não sendo. Deveria ser nossa obsessão. &lt;br /&gt;        &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2568251836856559595?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2568251836856559595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2568251836856559595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2568251836856559595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2568251836856559595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/07/escola-o-espaco-do-inferno.html' title='Escola, o espaço do inferno?'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6467136819293488763</id><published>2011-07-06T04:33:00.000-04:00</published><updated>2011-07-06T04:33:03.744-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grãoduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torrados e moídos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>Mais sobre o Exame da Ordem</title><content type='html'>&lt;h1 style="width: 600px;"&gt;De 90 faculdades sem aprovados na OAB só 16 têm avaliação do MEC&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="float: right;"&gt;         &lt;/div&gt;Cinthia Rodrigues, iG São Paulo&lt;br /&gt;Entre as demais, metade ficou sem conceito e outras não aderiram ao último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade)&lt;br /&gt;A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta terça-feira uma &lt;a href="http://i0.ig.com/educacao/IES-noventa.pdf" target="_self"&gt;lista com 90 faculdades de Direito em que nenhum do inscritos no último exame foi aprovado&lt;/a&gt;.  Entre estas, apenas 16 tinham um Conceito Preliminar de Curso (CPC) no  Ministério da Educação ? quase todos razoáveis. Os outros 70 não  receberam avaliação do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes últimos, 34 não constam no &lt;a href="http://i0.ig.com/educacao/IES-noventa.pdf" target="_self"&gt;ranking de cursos superiores&lt;/a&gt;  baseado no Exame Nacional de Estudantes (Enade) de 2009. Segundo o MEC,  são instituições que não aderiram à avaliação ou não possuíam o curso  no ano avaliado, também é possível que haja uma mudança de nome que não  permita ao aluno pesquisar a instituição com a denominação atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras 41 faculdades aparecem na lista, porém sem conceito. Neste  caso, a explicação seria a falta de alunos suficientes que tenham  prestado a prova do ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 17 que avaliados na escala de 1 a 5, cinco tiveram dupla nota 2  (no CPC e no Enade), considerada insatisfatória e passível de processo e  fechamento das vagas: Faculdade Casto, no Espírito Santo; Faculdade  Anhanguera de Osasco e Faculdade da Aldeia de Carapicuíba, em São Paulo;  Faculdade de Olinda, em Pernambuco; e Faculdades Integradas do Vale do  Ivaí, no Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros seis, ficaram com conceito 3, tido como razoável: União das  Escolas do Grupo Faimi de Educação, Faculdade Politécnica de Campinas e  Centro Universitário Central Paulista, em São Paulo; Faculdade São José,  no Rio de Janeiro; e Centro Universitário Central Paulista, em São  Paulo. Há ainda dois com conceito 4 - Faculdade Unidade de Suzano e  Centro Universitário Barão de Mauá, em São Paulo ? e três em que o Enade  e o CPC variam: Faculdade Campo Limpo Paulista, em São Paulo  (respectivamente 2 e 3), Faculdade Gama e Souza, no Rio de Janeiros (1 e  3) e Instituto de Ensino Superior de Foz do Iguaçu (4 e 3). Todos sem  nenhum aprovado no exame da OAB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEC fechou 34 mil vagas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação ressaltou que já faz o acompanhamento  sugerido pela entidade. Por conta disso, um total de 34 mil vagas de  ingresso em cursos de direito com resultados insatisfatórios nas  avaliações já foram suspensas por determinação do Ministério da  Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, teve início uma supervisão especial em cursos com resultado  insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de  Estudantes (Enade) de 2006, que resultou na suspensão da oferta de 24  mil vagas de ingresso. Em junho deste ano, a partir do processo de  regulação, 136 cursos tiveram que reduzir, por força de medida cautelar,  10.912 vagas de ingresso de estudantes, por vestibular ou outros  processos seletivos, em virtude de terem apresentado resultado  insatisfatório no conceito preliminar de curso (CPC) de 2009 ? obtiveram  nota 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. A suspensão da oferta de vagas  é obrigatória até a renovação de reconhecimento dos cursos. Caso o  curso mantenha o resultado insatisfatório, a determinação pode tornar-se  definitiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6467136819293488763?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6467136819293488763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6467136819293488763' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6467136819293488763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6467136819293488763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/07/mais-sobre-o-exame-da-ordem.html' title='Mais sobre o Exame da Ordem'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7864022278656277404</id><published>2011-07-06T04:28:00.000-04:00</published><updated>2011-07-06T04:28:40.395-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><title type='text'>O problema da universidade ...</title><content type='html'>Ou melhor dizendo... os problemas da universidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O professor ainda acredita que é o bonzão e se coloca no lugar de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O aluno ainda acredita no discurso desse professor e se coloca no lugar de objeto quando, na verdade, é que... enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A universidade esqueceu que ela se faz da interação entre professores, alunos e comunidade e que é, então um sistema aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A universidade pública está preocupada com o repasse de recursos e, então, reflete a falta de ética da própria política nacional, mesmo em ambas as esfores, universidade e política, hajam pessoas de bom caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A universidade particular que se diz filantrópica está mais preocupada com a margem de lucro que outra coisa - o resultado do exame da oab deixa isso bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Todo sistema de ensino reflete as metas do milênio para a educação: produzir trabalhadores servis, aptos na universidade, técnicos no ensino médio, lixeiros com ensino fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos que vamos, relembrando frase já postada por aqui antes:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Professor, aqui quem fala é seu aluno Mudo! E vice-versa!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7864022278656277404?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7864022278656277404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7864022278656277404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7864022278656277404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7864022278656277404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/07/o-problema-da-universidade.html' title='O problema da universidade ...'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-756652887736138742</id><published>2011-07-06T04:15:00.000-04:00</published><updated>2011-07-06T04:15:59.344-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queimando a língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Qualificação do doutorado</title><content type='html'>A qualificação do doutorado me fez questionar: afinal, quem é que qualifica, hoje em dia? O aluno, o orientador ou o curso? É melhor que se escolha por um dos três, no máximo dois, mas a confuência é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No corredor das faculdades o laboratório de lá continua brigando com o laboratório de cá? Vamos apresentar o conceito de WEB 2.0 para eles? Porque bem passou da hora. E como! O departamento de cá brigando com o departamento de lá! WEB 2.0 neles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pérolas da faculdade em que faço doutoramento escapam pelas portas e escadas. De repente, o pacto: no nosso grupo de estudos só entra quem a gente quiser e pronto. AMÉM! Quem é que se arrisca ao pacote WEB 2.0 para chacoalhar a universidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pérola da qualificação foi a morte do sujeito decretada por uma das pessoas da banca. Ela começou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- seu trabalho incomodou muito. pesquisei seu lattes e vi que você é professora, então eu pensei que você não poderia acreditar nisso que diz, o professor sabe sim, mais que o aluno, tem mais conhecimento e isso não tem como mudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não? Eis então a morte de um sujeito em que uma pudorosa doutora esquece, talvez porque ela própria tenha sido escamoteada enquanto sujeito, em seus desejos e saberes, e vem repetindo o sistema durante muito tempo. É, deve ser isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU NÃO CONCORDO, caríssima professora doutora fulana de tal. Se eu não puder aprender com meus alunos, e eles não puderem me ensinar, eu jamais serei sujeito da pratíca docente. Apenas uma professora de repetir. Aliás, passei pelo seu lattes também, em retribuição à sua visita no meu. Fica a pergunta: a senhora já deu aulas fora da universidade? Por que assim, olha, analisando bem, aquele único ano na escola pública que lá está registrado, muuitos e muitos anos atrás, deve ter assustado, não? Já que você ficou por tantos anos distante da docencia, só voltando na universidade. A-ham. Ai que delícia ler Rubem Alves para dar mais razão a mim e menos a senhora. Acho que a única fala boa de vossa senhoria foi o colocar sua posição de banca à disposição, pois então saiba, EU ACEITEI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah é, eu aceitei, mas meu orientador não. Arbitrariamente manteve a banca com o intuito, segundo ele, de me proteger. MAS quem foi que disse que eu quero ser protegida? E aquele debate linha por linha? Afinal, pra quê serve uma qualificação senão para irritar o orientando? Cadê a porra do debate dissecante parágrafo a parágrafo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu orientador, este que manteve a banca sem estar em comum acordo com o orientando (no caso sou eu), levou um susto com o email que escrevi a posteriori. ESTOU FORA, querido orientador, pois estou morta enquanto sujeito. AMÉM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irritado ele me chamou de egoísta, vamos às suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. o problema dele e da academia toda chama qualis. E, por motivos de ideologia absolutamente pessoais, não publiquei nada com magnânimo doutor e algumas coisas sem ele, bem mais divertidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. acredito que ele, magnânimo doutor, não tenha lido todo o texto de qualificação. Me prove se for o contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Obviamente ele, magnânimo doutor, nunca teve interesse pela minha dissertação de mestrado, porque ela une psicanalise e esporte e bah, onde já se viu? A banca toda não leu. Preciso urgentemente copiar uns trechos completos de um trabalho pro outro. Vai que daí surge um esforço mínimo de tentar entender coisas para além do be-a-bá comum da pedagogia do esporte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos aos fatos e tire suas próprias conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Negociamos a banca, muitos meses antes. Todas as minhas sugestões foram ignoradas. Ouvi não, e não, e não. Autoridade magnânima do doutor magnânimo. Quem é egoísta e pensa só em si próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Então eu consegui colocar uma professora que tinha tudo a ver com meu trabalho na suplência. Um dos professores desistiu e então apareceu, sei lá de onde, essa mulher acima que não estava na quadrilha. Drummond, me salve, por favor. Lá se foi de escantei a minha única sugestão aceita. Quem é o egoísta e pensa só em si próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Daí, como o incosnciente deixa suas brexas, caiu em minhas mãos o documento oficial da escolha inicial da banca e, pala minha surpresa, notem, a professora que eu indiquei não estava mais lá. Sumiu, caro magnânimo doutor? Quem é egoísta e pensa em si próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Disso o magnânimo ainda não sabe que eu sei, mas ouvi em alto e bom som: Fernanda, o orientador precisa proteger o aluno, por isso mantive a banca. MAS quem é que disse que eu quero ser protegida? Eu quero estar viva, ser sujeito do meu texto de doutorado, quero ser debatida, confrontada, dissecada. Quem é que...? Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Em debate na banca sobre a presença da psicanalise no meu tabalho (ame-a ou odeie - e lá todos odeiam), ele diz, quando algum participante questiona: não dá para pôr ninguém da psicanalise na banca, nao é minha área. Aha! Eis o ponto. Quem é que quer se proteger? E ter menos trabalho? E ser menos confrontado? E ter finalmente um título de orientador de doutorado pra subir no plano de carreira? Quem é que? Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais comentários, e olha que eu tenho um monte deles. Mas me lembrei de quando iniciei esse blog, 5 anos atrás, indignada com a banca do processo seletivo do doutorado, pela primeira vez, na mesma universidade. ocasião em que um desses doutores, magnânimos, autoridade máxima, eliminou meu processo do doutorado, eliminou a banca e me eliminou. Ninguem ficou sabendo que eu prestei processo seletivo público para tal. Mas então eu sempre tive as palavras, e sei da força delas. MAIS UMA VEZ EU VOLTO AQUI INDIGNADA COM AS BANCAS, COM OS DOUTORADOS, COM A UNIVERSIDADE PÚBLICA E COM OS PROFESSORES DOUTORES MAGNÂNIMOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de vocês aprenderem um pouco com os jovens e suas novas concepções de mundo. Talvez o aprender seja mais do que isso, de um professor no lugar de mestre, auge do seu poder. Fico cá pensando com meus botões o quão triste deve ser a vida da mestra que se sentiu ofendida (mas aceitou continuar na banca - vai entender). Afinal, o poder deve lhe dar uma falsa sensação de sei lá o quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito colaborativo de WEB 2.0 com urgência na universidade! E menos trabalhadores servis em prol de pessoas mais criativas e pensadoras!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-756652887736138742?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/756652887736138742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=756652887736138742' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/756652887736138742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/756652887736138742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/07/qualificacao-do-doutorado.html' title='Qualificação do doutorado'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2635254047987635448</id><published>2011-07-06T03:31:00.000-04:00</published><updated>2011-07-06T03:31:24.458-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Tristeza do Jeca e o Exame da OAB</title><content type='html'>Tristeza do jeca é ver o caipirês não ser língua oficial. Mas disso muito literato deu conta, liberdade poética. Até eu mesma, com meu livro Língua Crônica, escrevi crônica a respeito. Seu dotô, mió ocê tomá uma xicra de café, pra mó de me acompanhá no caipirês. Tristeza do jeca é, hoje, ver esse bando de universidade reprovada no exame da OAB. Eu trabalho em uma que não está mencionada no documento, mas que está que está tentando se reerguer da falência anunciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="materia-cabecalho"&gt;&lt;abbr class="published"&gt;06/05/2011 09h08&lt;/abbr&gt;                   - Atualizado em                   &lt;abbr class="updated"&gt;06/05/2011 09h08&lt;/abbr&gt;                &lt;/div&gt;&lt;div class="materia-titulo"&gt;&lt;h1 class="entry-title"&gt;'Exame da OAB é tão difícil que, hoje, eu não passaria', diz desembargador&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;Só quem passa na prova pode exercer a advocacia. &lt;br /&gt;G1 ouviu opiniões de juristas, advogados e estudantes de direito.&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-assinatura-letra"&gt;&lt;div class="materia-assinatura"&gt;&lt;div class="vcard author"&gt;&lt;b class="fn"&gt;Andressa Gonçalves e Paulo Guilherme&lt;/b&gt;                                                                                            &lt;span class="adr"&gt;                                     &lt;span class="locality"&gt;Do G1, no Rio e em São Paulo&lt;/span&gt;                                 &lt;/span&gt;                                                      &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O adiamento da divulgação do resultado da prova do Exame de Ordem da  OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil, aumentou a expectativa de mais de  26 mil bacharéis em direito. Eles esperam passar na prova para obter o  certificado que garante o direito de exercer a profissão de advogado. O  resultado da segunda fase, que seria anunciado no final de abril, será  divulgado no próximo dia 20, e a lista dos aprovados sairá no dia 26.  Muitos candidatos afirmam que o Exame de Ordem está cada vez mais  difícil. O índice de reprovação chegou a quase 90% na última edição.&lt;br /&gt;&lt;div class="tabela-materia componente_materia"&gt;&lt;table style="width: 300px;"&gt;&lt;thead&gt;&lt;tr&gt;&lt;th colspan="2"&gt;&lt;/th&gt;    &lt;/tr&gt;&lt;/thead&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;“As provas da OAB estão num nível de dificuldade absolutamente igual  às da defensoria do Ministério Público e, se bobear, da magistratura”,  diz o desembargador Sylvio Capanema, ex-vice-presidente do Tribunal de  Justiça do Rio de Janeiro &lt;i&gt;(assista ao vídeo acima)&lt;/i&gt;. “Posso dizer com absoluta sinceridade que eu, hoje, não passaria no Exame de Ordem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São realizadas três edições do exame por ano, cada uma com duas fases. A  taxa de inscrição para cada edição é de R$ 200. A prova é organizada  pela Fundação Getulio Vargas. A edição mais recente, a 2010.3, teve 104  mil inscritos na primeira fase, composta por 100 questões de múltipla  escolha, e só 26% dos candidatos passaram para a segunda fase, que teve  perguntas com respostas dissertativas.&lt;br /&gt;Em março, a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado  rejeitou por unanimidade a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que  propunha considerar o diploma de curso superior como comprovante da  qualificação profissional e extinguiria o Exame de Ordem.&lt;br /&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-300"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Na defesa da importância da prova, o presidente da OAB, Ophir  Cavalcante, disse que o maior problema é a baixa qualidade do ensino  jurídico no país. “Cerca de 70% dos alunos formados por universidades  públicas e particulares de boa qualidade passam no exame. O problema são  as faculdades ruins, de fundo de quintal", disse Cavalcante. Hoje,  segundo ele, há 1,3 milhão de bacharéis em direito no país sem inscrição  na OAB. E apenas 700 mil profissionais aptos a advogar. O Ministério da  Educação registra 1.164 cursos superiores de direito no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Obrigatoriedade divide opiniões&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A obrigatoriedade do Exame de Ordem e o formato da prova geram muita discussão no meio jurídico. O &lt;b&gt;G1&lt;/b&gt;  foi à feira Expo Direito, realizada na semana passada, no Rio, para  ouvir as opiniões e sugestões de advogados, desembargadores, professores  e estudantes de direito. Afinal, o exame de ordem é necessário para  definir quem pode ou não exercer a profissão de advogado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desembargador Sylvio Capanema se diz contrário à constitucionalidade  do exame. “Eu não consigo entender como é que o governo chancela um  curso, outorga o grau de bacharel, o que significa reconhecer que o  aluno está preparado para o exercício da profissão, e que ele ainda  tenha que passar por um último teste, último desafio”, afirma. “As  faculdades de direito ficam desmoralizadas, porque recebem um atestado  de incompetência porque são capazes de lançar no mercado profissionais  que não teriam condições de exercer a profissão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="frase-materia componente_materia expandido"&gt;&lt;div class="frase"&gt;É uma confirmação de que a pessoa tem a capacidade para poder exercer a  profissão. Eu fiz aos 47 anos de idade, sou aeroviária, trabalho o dia  inteiro, trabalho final de semana e consegui passar"&lt;/div&gt;&lt;div class="autor"&gt;Rosemere Alves Pereira, advogada&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;A advogada e professora de direito Tereza Rampinelli considera o Exame  de Ordem necessário para uma boa qualidade da advocacia brasileira.  “Infelizmente hoje muitas faculdades não estão cumprindo o que realmente  o Ministério da Educação (MEC) determina e com isso cada vez mais os  estudantes estão sendo prejudicados”, avalia. “E a sociedade vai ser  prejudicada também, porque serão inseridas pessoas no mercado de  trabalho que não vão ter uma consciência ética da profissão nem uma boa  fundamentação jurídica para poder fazer com que o cliente seja  amparado.”&lt;br /&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-300"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;“Acho importantíssimo que se faça essa prova”, afirma a advogada  Rosemere Alves Pereira. “É uma confirmação de que a pessoa tem a  capacidade para poder exercer a profissão." Ela acha que os estudantes  devem ter uma postura mais séria durante a faculdade sabendo que terão  de passar pela prova da OAB. “Você tendo essa consciência de que ao  final do curso tem que passar por esse exame, já faz a faculdade com  outra postura. É uma forma de incentivar o aluno a fazer um excelente  curso. Acho que as pessoas deveriam levar a faculdade de direito a sério  de qualquer forma, mas muitas não levam. Eu fiz aos 47 anos de idade,  sou aeroviária, trabalho o dia inteiro, trabalho final de semana e  consegui passar na prova. Então eu acho que é uma questão de dedicação  ao estudo durante o curso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também advogada, Aline Gonçalves Maia acha que o exame não pode servir  para avaliar os cursos de direito. “A gente não pode é querer comparar a  OAB ao MEC. É responsabilidade do MEC fiscalizar o tipo de ensino e não  a OAB. A impressão que se tem é que a OAB quer tomar o lugar do MEC. A  OAB tem que avaliar os profissionais. O ensino compete ao MEC.” Ela  reclama também do alto valor da taxa de inscrição. “A maioria esmagadora  dos candidatos não consegue nem atingir a segunda fase e precisa ficar  repetindo essa prova várias vezes ao longo do ano. Tem gente que tenta  durante anos, e cada tentativa são R$ 200.”&lt;br /&gt;&lt;div class="frase-materia componente_materia expandido"&gt;&lt;div class="frase"&gt;As provas estão sendo cada vez mais acirradas, tem um grau de  dificuldade que eu acho que não precisaria ser atendido nesse início de  carreira "&lt;/div&gt;&lt;div class="autor"&gt;Flavia Bahia Martins, professora de direito&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;A professora de direito Flavia Bahia Martins vê o exame muito parecido  com os concursos públicos. “As provas estão sendo cada vez mais  acirradas, tem um grau de dificuldade que eu acho que não precisaria ser  atendido nesse início de carreira do bacharel em direito”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favor do exame, o advogado e consultor Diogo Hudson sugere uma  mudança no formato da prova. “A OAB deveria aplicar o exame aos  estudantes em duas fases, a primeira na metade e a segunda no final do  curso de direito. “Existem algumas matérias do início da faculdade que  são extremamente importantes, sendo que, no final da faculdade, muitas  vezes você não se lembra delas.”&lt;br /&gt;&lt;div class="saibamais componente_materia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;saiba mais&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;    &lt;a href="http://www.oab.org.br/examedeOrdem/pdf/Edital_2010_3.pdf"&gt;VEJA O EDITAL DO EXAME DE ORDEM&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;    &lt;a href="http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/04/fgv-adia-divulgacao-das-respostas-da-prova-do-exame-da-oab.html"&gt;FGV adia a divulgação das respostas da prova do Exame da OAB &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;    &lt;a href="http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/03/ccj-aprova-parecer-contra-proposta-que-levaria-ao-fim-exame-da-oab.html"&gt;CCJ aprova parecer contra proposta que levaria ao fim exame da OAB &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;    &lt;a href="http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/02/oab-monta-comissao-vai-estudar-mudancas-no-exame-de-ordem.html"&gt;Comissão da OAB vai estudar mudanças no Exame de Ordem &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Estudantes se dizem a favor da prova&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para os estudantes de direito, o Exame da OAB é importante para  garantir embasamento para quem vai entrar no mercado de trabalho. Eles  questionam apenas o fato de só esta carreira ser submetida a uma prova  para certificar a profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem muitas faculdades que precisam de uma forma de avaliação, mas por  que só o direito tem que ter a prova? Se a prova se estendesse a todos  os cursos seria mais justo”, diz a universitária Neila dos Santos  Carvalho, que vai fazer o Exame de Ordem este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda Luiza Dias Félix acha o exame válido porque é uma maneira de  provar que o bacharel em direito sabe o mínimo para poder atuar na sua  área. “O pessoal de medicina tem que fazer um vestibular super difícil  em qualquer faculdade, então acho que não é nada demais no direito você  mostrar que aprendeu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="frase-materia componente_materia expandido"&gt;&lt;div class="frase"&gt;Se com ele a gente já tem tantos profissionais que não preenchem os requisitos necessários, imagina se não houvesse o exame?"&lt;/div&gt;&lt;div class="autor"&gt;Gabriela Pinheiro Ornelas, estudante de direito&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;O estudante Raphael Alves Oldemburg acha que o Exame de Ordem  representa um controle adequado da qualidade da formação dos estudantes.  “É muito difícil você, depois de passar por um longo processo de cinco  anos do ensino superior, ter que fazer uma prova para mostrar se você  aprendeu ou não aquele conteúdo da sala de aula”, diz. Ele sugere uma  fiscalização maior da qualidade dos professores das universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu acho a prova bem difícil. Uma fase seria suficiente”, diz Camila  Martins da Costa Lemos, estudante do quarto ano de direito. Para  Gabriela Pinheiro Ornelas, o exame da OAB é um “mal necessário”. “Se com  ele a gente já tem tantos profissionais que não preenchem os requisitos  necessários, imagina se não houvesse o exame como não ficaria  banalizada a profissão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E AÍ? VOCÊ REPAROU QUANTAS QUESTÕES ÉTICAS SÃO NECESSÁRIAS PARA ARRUMARMOS O ENSINO SUPEIROR? E O ENSINO BÁSICO? E TODA ESSA CONCEPÇÃO SOCIAL DA CORRUPÇÃO? &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2635254047987635448?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2635254047987635448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2635254047987635448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2635254047987635448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2635254047987635448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/07/tristeza-do-jeca-e-o-exame-da-oab.html' title='Tristeza do Jeca e o Exame da OAB'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4191336144727539460</id><published>2011-05-22T19:39:00.000-04:00</published><updated>2011-05-22T19:39:06.808-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><title type='text'>Venda de Diplomas</title><content type='html'>Eu queria ser policial para poder rastrear emails, ou hacker dos bons e de bom caráter, desses que a gente conta pra desvendar crimes. Ah, eu queria, para dizer do absurdo e prender o mané (remetente automático: fernandezias7Z5W@connectionfree.com) que me mandou esse email aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.gambira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/texto-2-foto-3-300x300.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://www.gambira.com.br/wp-content/uploads/2011/03/texto-2-foto-3-300x300.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Diploma Nivel Superior por R$340 reais até o dia 27/05/2011, após a data R$1.240,00 reais&lt;br /&gt;Diploma Ensino Médio por R$180 reais até o dia 27/05/2011, após a data R$480,00 reais&lt;br /&gt;Diploma Ensino Técnico por R$260 reais até o dia 27/05/2011, após a data R$820,00 reais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente recebe um pacote, contendo o Diploma, Historico Universitario e Declaração de Conclusão!&lt;br /&gt;Registrado no MEC e Publicado no Diario Oficial da União!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papel Timbrado, Carimbado e Assinado pelos responsáveis da Instituição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá ter a emissão do seu diploma com Datas Atuais ou Não!&lt;br /&gt;Poderá solicitar 2ª via dos documentos direto com a instituição!&lt;br /&gt;O prazo de entrega é de 7 a 20 dias, incluido neste prazo Bacharelado, Mestrado, Doutorado, Pós-Doutorado, MBA e outras especializações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registramos por diversas instituições públicas e particulares do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos milhares de clientes com seus diplomas devidamente registrados, cursando especializações, com registros nos conselhos regionais e concursados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite e retorne este email agora mesmo, temos site e endereço fixo, enviamos por sedex com total segurança, sigilo absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividimos o pagamento em duas vezes, entrada e segunda parcela você só paga após RECEBER a documentação, no boleto em até 30 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eq! uipe Universidades UNI-7&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-4191336144727539460?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/4191336144727539460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=4191336144727539460' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4191336144727539460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4191336144727539460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/05/venda-de-diplomas.html' title='Venda de Diplomas'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6148042511052172159</id><published>2011-05-08T22:20:00.000-04:00</published><updated>2011-05-08T22:20:54.074-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torrados e moídos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>As fraudes do Prouni - Fantástico</title><content type='html'>&lt;div class="materia-titulo" style="margin-top: 0px;"&gt;    &lt;h1 class="entry-title"&gt;Escândalo do ProUni: MP pede explicações para a Uningá&lt;/h1&gt;Três jovens de classe média alta estudavam na universidade com a  bolsa. O Ministério da Educação instaurou um processo administrativo  contra a Uningá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-corpo" id="materia-corpo"&gt;            &lt;br /&gt;&lt;div class="fotoMateria box330"&gt;  &lt;/div&gt;Depois de mostradas no Fantástico de domingo passado (2),  três universitárias de Maringá, no Paraná, perderam a bolsa do ProUni.  Camila Colombari Medeiros, Belisa Stival e Milena Lacerda Colombari  recebiam o benefício destinado a estudantes carentes, apesar de terem um  padrão de vida confortável. Elas estudam medicina na Uningá. A  mensalidade de R$ 3,2 mil, mas elas não pagavam nada desde 2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três têm parentes na direção da faculdade. A denúncia causou  indignação entre os alunos. “É injusto com quem paga e com quem precisa e  não consegue”, declara um jovem. “Está saindo do nosso bolso, do  governo”, critica um rapaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="saiba-mais box220"&gt; &lt;h3&gt;saiba mais&lt;/h3&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1585378-15605,00.html"&gt;Universitárias de classe média alta têm bolsa do ProUni &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1548332-15605,00.html"&gt;Estudantes preenchem requisitos do ProUni, mas têm bolsa negada &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1556748-15605,00.html"&gt;Estudante de baixa renda, enfim, consegue bolsa do Prouni &lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;Na terça-feira passada (4), Milena pediu o cancelamento da  bolsa. Dias antes, a própria universidade já havia requisitado  desligamento de Camila e Belisa do ProUni, depois de saber que o  Fantástico investigava o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na terça-feira, o Ministério da Educação instaurou um  processo administrativo contra a Uningá. A faculdade tem dez dias para  se manifestar. O Ministério Público Federal também pediu esclarecimentos  à faculdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fatos como esses veiculados pelo Fantástico geram conseqüências  civis, como a reparação de danos ao erário e conseqüências criminais.  Todos os envolvidos podem responder a um inquérito policial e  futuramente a uma ação penal”, afirma o procurador do MPF Carlos Alberto  Sztoltz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br clear="all" /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br clear="all" /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/TmPrHdORWq4" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br clear="all" /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;object height="392" width="480"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1504117&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1504117&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6148042511052172159?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6148042511052172159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6148042511052172159' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6148042511052172159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6148042511052172159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/05/as-fraudes-do-prouni-fantastico.html' title='As fraudes do Prouni - Fantástico'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/TmPrHdORWq4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-341189493389490058</id><published>2011-04-14T13:51:00.002-04:00</published><updated>2011-04-14T13:51:45.779-04:00</updated><title type='text'>E assim caminha a humanidade acadêmica...</title><content type='html'>&lt;h5&gt;14/04/2011 - 12h31&lt;/h5&gt;&lt;h1&gt;USP: ''Por que só a FFLCH [fica suja]?'', questiona a diretora da unidade&lt;/h1&gt;&lt;div id="credito-texto"&gt;            &lt;div id="autor"&gt;Suellen Smosinski&lt;/div&gt;&lt;div id="local-noticia"&gt;Em São Paulo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="fb-twitter" style="height: 25px;"&gt;        &lt;div id="twitter" style="float: left; margin: 2px 0pt 0pt;"&gt;                    &lt;/div&gt;&lt;div class="hide" id="modMateriaFBLike" style="clear: none; float: left; margin: 0pt; width: 300px;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="texto"&gt;                          &lt;div class="modfoto center modulos grande"&gt;  &lt;div class="conteudo"&gt;   &lt;ul&gt;&lt;li&gt;     &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/album/2011-bloqueio-reitoria-sintusp-transferencia-func_album.jhtm?abrefoto=18"&gt; &lt;img alt="Fernando Pilatos/UOL" border="0" class="imagem" src="http://ed.i.uol.com.br/educacao/2011/04/14/manifestante-espalha-lixo-pelos-corredores-da-fflch-funcionarios-de-empresa-terceirizada-de-limpeza-faz-protestos-na-usp-1302795169637_420x270.jpg" title="Fernando Pilatos/UOL" /&gt; &lt;/a&gt;           &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/album/2011-bloqueio-reitoria-sintusp-transferencia-func_album.jhtm?abrefoto=18"&gt;Manifestante  espalha sujeira pelos corredores da Letras; "por que não na FEA ou na  Medicina?" questiona a diretora da FFLCH (veja mais fotos)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Na manhã desta quinta-feira (14), a diretora da FFLCH (Faculdade de  Filosofia, Letras e Ciências Humanas), Sandra Nitrini, bateu boca com os  grevistas da Limpadora União, que estão de braçoscruzados desde  sexta-feira por falta de pagamento. Ela pedia que os manifestantes  parassem de espalhar lixo nos prédios da FFLCH - chamada pelos uspianos  de Fefeleche.&lt;br /&gt;"Por que só na FFLCH?", questionava a diretora. "Por que não a FEA  [Faculdade de Economia e Administração] ou a Medicina?" Funcionários da  terceirizada não deixavam a diretora terminar as frases e gritavam: "eu  quero meu salário!".&lt;br /&gt;A FFLCH é uma unidade com tradição de apoio às greves, paralisações e  movimentos de oposição -- segundo alguns estudantes ouvidos pelo UOL  Educação, os manifestantes se sentiram à vontade para espalhar lixo  pelas salas e corredores da unidade. Já as unidades de econonomia e  administração e medicina dificilmente aderem às paralisações.&lt;br /&gt;&lt;div class="modleiamais left modulos medio"&gt;&lt;div class="conteudo"&gt;&lt;h3&gt;LEIA MAIS&lt;/h3&gt;&lt;ul class="mais"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/album/2011-bloqueio-reitoria-sintusp-transferencia-func_album.jhtm?abrefoto=2"&gt;FOTOS: LIXO NA ENTRADA DA REITORIA&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/14/assembleia-do-sintusp-decidiu-greve-na-usp-reitoria-vai-permanecer-fechada.jhtm"&gt;FUNCIONÁRIOS DA USP ENTRAM EM GREVE&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/13/em-nota-fflch-usp-critica-protesto-de-funcionarios-terceirizados.jhtm"&gt;FFLCH CRITICA PROTESTOS EM NOTA&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/saber/902369-se-houver-greve-na-usp-aulas-nao-vao-parar-diz-sindicato.shtml"&gt;MESMO COM GREVE, AULAS NÃO VÃO PARAR&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Logo no começo da manhã, por volta das 7h, uma equipe de limpeza já  havia realizado a higienização da FFLCH. E manifestantes (funcionários e  alguns alunos) espalharam novamente o lixo pelos corredores. "Achei uma  falta de respeito com os colegas deles", disse Pedro Ivo Dias Secco,  22, 3º ano de letras. "Não sou contra o movimento, mas por que fazer  [manifestação e greve] sempre aqui na Letras?", questionava o estudante  que reclamou da reposição das aulas por conta das greves anuais.  "Reposição nunca é igual à aula", completou Pedro.&lt;br /&gt;A comunidade da FFLCH (alunos, professores e funcionários) tinha locais  de arrecadação de alimentos a serem doados aos faxineiros da Limpadora  União, que estão sem receber o salário de março e estão cumprindo aviso  prévio uma vez que a USP e a empresa romperam o contrato de prestação de  serviços.&lt;br /&gt;"Entendo o movimento, mas não podemos fazer [mais] nada para ajudar",  afirmou Vanessa Frederico, 20, 3º ano de letras. "Não vejo lógica em  tantos protestos. A faculdade está nojenta."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-341189493389490058?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/341189493389490058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=341189493389490058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/341189493389490058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/341189493389490058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/04/e-assim-caminha-humanidade-academica.html' title='E assim caminha a humanidade acadêmica...'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3186654469567048810</id><published>2011-04-10T01:50:00.000-04:00</published><updated>2011-04-10T01:50:45.504-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o pó da hora-aula'/><title type='text'>Pensamentos da Prof.ª Doralice Araújo</title><content type='html'>Esta nota veio do blog &lt;a href="http://namiradoleitor.blogspot.com/2011/04/educacao-na-mira-do-stf.html"&gt;Na Mira do Leitor&lt;/a&gt;, e vale a discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; A Educação na mira do STF &lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iA82fnvGuFE/TZ2zkzCqE6I/AAAAAAAABmk/eSwnNEVw3MA/s1600/aumentoprofessorimages.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://1.bp.blogspot.com/-iA82fnvGuFE/TZ2zkzCqE6I/AAAAAAAABmk/eSwnNEVw3MA/s400/aumentoprofessorimages.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fonte: &lt;strong&gt;Jaime Guimarães&lt;/strong&gt;, do &lt;a href="http://groeland.blogspot.com/"&gt;http://groeland.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; leitor interessado no tema certamente&amp;nbsp;acompanhou a decisão do &lt;strong&gt;Superior Tribunal Federal.&lt;/strong&gt; A novidade? Tornou constitucional o valor de um piso nacional ao professor brasileiro, segundo a reportagem do jornalista&amp;nbsp;&lt;a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-04-01_2011-04-30.html#2011_04-07_00_02_53-10045644-0"&gt;Josias de Souza&lt;/a&gt;. Pois bem,&amp;nbsp;Estados e Municípios podem&amp;nbsp;legislar as suas &lt;em&gt;matérias&lt;/em&gt;,  mas como fica a situação dos meus colegas de ensino, quando as  administrações dessas instâncias regionais&amp;nbsp;não reconhecem a necessidade  de acompanhar o que é decidido em maioria nacional em prol da categoria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Inadmissível &lt;/strong&gt;- Até quando um professor terá que ir às ruas para ver as suas funções educacionais&amp;nbsp;reconhecidas como fundamentais à &lt;strong&gt;Ordem&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; ao &lt;strong&gt;Progresso&lt;/strong&gt;  no Brasil? O lugar do professor é na sala de aula, espaço soberano;  tirá-lo de lá, forçá-lo a sair em caminhada pelas ruas é revoltante. As  crianças e jovens não têm a maturidade para entender a contradição, mas  cidadãos atentos e administradores éticos têm clareza da situação  inadmissível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Discurso emblemático -&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Promessas  nos palanques priorizam a qualidade do ensino público. É fato nacional,  mas na hora de mostrar a coerência entre o discurso e a prática, as  dissonâncias ganham espaço e são transformadas em pendengas, tal como  exemplificou o &lt;a href="http://blogdoestado.blogspot.com/2011/04/prefeitura-de-santarem-abre-crise-com.html?spref=tw"&gt;BlogdoEstado&lt;/a&gt;, noticioso do município de &lt;strong&gt;Santarém&lt;/strong&gt;, no &lt;strong&gt;Pará&lt;/strong&gt;.  Outros exemplos? O leitor certamente terá pelo país afora, mas quem  segura a onda da insatisfação do professor quando o assunto está ligado  às condições indignas de &lt;strong&gt;remuneração&lt;/strong&gt;,entre outras queixas ligadas à &lt;strong&gt;segurança&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;condições de trabalho&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;desprestígio social&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;hein?&lt;/span&gt;﻿&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Má consequência &lt;/strong&gt;-  Não suporto o aligeiramento do semestre letivo, após um período de greve  dos colegas professores da rede pública. Sabe por quê? As crianças e  jovens têm o tempo escolar subtraído, em consequência das pendengas da  turma que fica no &lt;em&gt;puxa e encolhe&lt;/em&gt;. Depois, os resultados  entristecedores do ensino e da aprendizagem ganham destaque nas  manchetes nos jornais. A corda cederá sempre do lado mais fraco. A  situação é historicamente comprovada; buscas na internet apontarão  notícias sobre as greves anuais no país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Uma revolução educacional &lt;/strong&gt;-  Até quando as autoridades públicas vão considerar a educação e&amp;nbsp;seus&amp;nbsp;  problemas estruturais como algo que pode ser solucionado, aos  pouquinhos, na maciota e no conforto dos seus gabinetes? Até quando meus  colegas professores terão que sair da sala de aula em  movimentação&amp;nbsp;típica de greve para que sejam ouvidos na sociedade?&amp;nbsp;Há uma  pulsante necessidade de revolver as velhas estruturas administrativas,  alheias ao verdadeiro interior da escola pública, caro leitor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Inexperiência &lt;/strong&gt;-  Burocratas e qualquer profissional que não tenha passado pelas salas de  aulas das escolas públicas não poderão avaliar uma queixa, uma sugestão,  uma lei ou o escambau se mantiverem distanciamento da realidade escolar  da maioria. Uma pesquisa séria certificará administradores escolares  egressos das escolas particulares, graduação nas públicas famosas e  pós-graduação muitas vezes fora do país. Da realidade nacional&amp;nbsp;conhecem  muito pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;(&lt;strong&gt;In&lt;/strong&gt;)&lt;strong&gt;competência delegada &lt;/strong&gt;-  Postos de comando administrativo, tanto na esfera municipal, estadual  ou&amp;nbsp;federal, são entregues não diante da competência dos seus  administradores, salvo exceções, mas sim pelo apadrinhamento, parentesco  ou troca de favores políticos. Está aí a raiz dos problemas  educacionais. Cabe à&amp;nbsp;imprensa conferir, a começar pela indicação das  chefias das diretorias, secretarias municipais e estaduais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Por quê? &lt;/strong&gt;- É direito discordar da maioria, mas não entendi a justificativa do&amp;nbsp; ministro Marco Aurélio&amp;nbsp;Mello; se deixar a &lt;em&gt;matéria&lt;/em&gt;  ao encargo dos Municípios e dos Estados o piso nacional do salário dos  professores e condições de trabalho&amp;nbsp;sempre estarão em discrepância aos  demais. Será que prefeitos e governadores de &lt;strong&gt;Mato Grosso,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Paraná&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Santa Catarina&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Rio Grande do Sul&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Ceará &lt;/strong&gt;já foram ouvidos sobre a decisão do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;STF&lt;/strong&gt;? Eles fizeram objeções ao piso nacional para &lt;strong&gt;40&lt;/strong&gt; horas, hoje fixado&amp;nbsp;em &lt;strong&gt;R$1.187,97&lt;/strong&gt; , limpos e&amp;nbsp;sem&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;acréscimos pagos pelos Estados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Diga lá!&lt;/strong&gt;- Aguardarei a presença, aqui no &lt;strong&gt;Na Mira&lt;/strong&gt;,  dos entendidos nas leis, colegas professores, administradores,  funcionários da área educativa, ex-alunos, estudantes nas escolas  públicas e interessados na temática da postagem. A porta está aberta;  sejam bem-vindos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Um lembrete&lt;/strong&gt;  importante: sou professora de redação, mas autônoma, o que faz a  diferença na minha conversa. Não poderei ser demitida e nem exonerada;  talvez...mal recomendada pela combatividade, traço do qual tenho orgulho  e gratidão aos exemplos&amp;nbsp; das pessoas éticas que conheci no trânsito  estudantil e no convívio social.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3186654469567048810?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3186654469567048810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3186654469567048810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3186654469567048810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3186654469567048810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/04/pensamentos-da-prof-doralice-araujo.html' title='Pensamentos da Prof.ª Doralice Araújo'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iA82fnvGuFE/TZ2zkzCqE6I/AAAAAAAABmk/eSwnNEVw3MA/s72-c/aumentoprofessorimages.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2486180371590277089</id><published>2011-04-10T01:46:00.000-04:00</published><updated>2011-04-10T01:46:01.606-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><title type='text'>Reitora de Harvard, Drew Faust</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;entrevista para a Veja, ok. Veja você também.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;'As universidades precisam formar sábios'&lt;/h1&gt;&lt;h2 class="subtitle"&gt;A reitora de Harvard diz que instituições devem  resolver questões práticas, mas não podem ignorar a marca do próprio  DNA: produzir conhecimento&lt;/h2&gt;&lt;div class="signature"&gt;Nathalia Goulart&lt;/div&gt;&lt;div class="img-article"&gt;         &lt;img alt="Drew Gilpin Faust, reitora da Harvard University " src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/33159/drew-gilpin-faust-harvard-20110324-01-size-598.jpg?1301092813" title="Drew Gilpin Faust, reitora da Harvard University " width="598" /&gt;                                                          Drew Gilpin Faust, reitora da Harvard University                                          &lt;span&gt;(Fernando Cavalcanti)&lt;/span&gt;                        &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Primeira mulher a ocupar o posto de reitora da Universidade Harvard,  considerada a melhor do mundo em vários campos de pesquisa, a  historiadora americana Drew Gilpin Faust é constantemente instada a  fazer com que a instituição que dirige apresente soluções práticas para  todos os males que afligem o planeta – do desemprego ao aquecimento  global. Harvard não se furta a abordar esses problemas. Mas a reitora  faz um alerta. A demanda por respostas instantâneas não pode afastar as  instituições de ensino superior de uma missão mais elevada: a produção  de conhecimento puro, aquele cuja aplicação muitas vezes não se faz de  forma imediata. "A sociedade nos pede soluções. Mas a universidade não  deve se preocupar apenas com o bem estar imediato dos seres humanos,  precisa fazer também com que eles sejam sábios", diz.&amp;nbsp; A acadêmica  esteve no Brasil nesta semana para discutir parcerias com universidades  locais. "As instituições brasileiras e americanas têm muito o que  aprender umas com as outras", afirma. Na entrevista a seguir, ela  explica como Harvard mantém a excelência em ensino e pesquisa, como  seleciona seus talentos entre milhares de estudantes e conta como o  cargo de reitora alterou sua vida pessoal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta é sua primeira visita ao Brasil e a universidades  brasileiras, com as quais a senhora discute parcerias. O que Harvard,  considerada a melhor universidade do mundo, pode fazer por nossas  universidades?&lt;/strong&gt; Vejo nossa relação como uma parceria. O Brasil é  uma das economias mais dinâmicas do mundo, tem crescido muito  rapidamente e, ao mesmo tempo, enfrenta desafios em áreas pelas quais  nos interessamos, como meio ambiente. As instituições brasileiras e  americanas têm muito o que aprender umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;João Grandino Rodas, &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;reitor da Universidade de São Paulo, &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;a  mais prestigiada instituição do país, o ensino superior local se  encontra na mesma situação que o americano há cem anos. O que as  universidades brasileiras têm a oferecer a Harvard?&lt;/strong&gt; O Brasil  tem ótimos pesquisadores e estudantes com perspectivas diferentes  daquelas a que estamos habituados. Temos muito o que aprender com essa  diferença.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Harvard recebeu mais de 30.000 inscrições de estudantes ano  passado, para preencher cerca de 1.600 vagas. Como escolher os melhores?&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;É preciso ir atrás deles? &lt;/strong&gt;Sim.  Nossos escritórios de admissão visitam escolas dentro e fora dos  Estados Unidos para falar sobre Harvard e sobre nosso generoso programa  de ajuda de custo. Esse esclarecimento é importante porque a tendência é  que o estudante pense que Harvard jamais se interessará por ele ou que  ele jamais conseguirá pagar integralmente seus estudos. Por isso, vamos  aos estudantes mostrar quem somos, como selecionamos nossos alunos e que  apoiamos aqueles oriundos de famílias modestas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Brasil, a seleção de alunos é feita a partir de uma única  prova. Ao contrário dos Estados Unidos, aqui, não são levados em conta o  desempenho dos estudantes no ensino médio ou demais aptidões ou  projetos. O sistema brasileiro de seleção prejudica a eficiência de  nossas universidades? &lt;/strong&gt;Eu não ousaria julgar o processo seletivo  das universidades brasileiras, mas posso explicar como fazemos em  Harvard. Nosso sistema de seleção também está baseado em exames de  qualificação, como o &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-funciona-o-sat-o-enem-americano"&gt;&lt;strong&gt;SAT&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.  Além disso, avaliamos ensaios que os candidatos nos enviam. Eles servem  para avaliar a escrita e as ideias de cada jovem. Também estamos  interessados no histórico escolar do aluno, em como ele evoluiu ao longo  do ensino médio, e nas atividades extra-curriculares. É importante  mostrar liderança, caráter e diversidade de interesses. A convivência no  campus é algo muito valorizado e saber que cada estudante vai  contribuir de forma enriquecedora é uma força que nos motiva na hora de  selecionar nossos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma pergunta simples: o que faz de Harvard a &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/universidades-americanas-sao-as-melhores-do-mundo"&gt;melhor universidade do mundo&lt;/a&gt;?&lt;/strong&gt;  Além de Harvard ter uma longa tradição de excelência, nos preocupamos  em atrair os melhores talentos. E acredito que isso seja parte  significativa do que leva Harvard ocupar e sustentar essa posição de  liderança. As pessoas sabem que ali é um lugar que nutre talentos e  excelência, e todos querem fazer parte disso. Também fomos, ao longo dos  anos, recebendo a ajuda generosa de famílias, apoiadores e ex- alunos,  pessoas que continuam a contribuir com Harvard mesmo depois de terem  deixado a universidade. Essa ajuda é muito importante para nós.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O caráter multinacional do campus, com pessoas de diversos países e culturas, contribui para a inovação e excelência?&lt;/strong&gt;  Certamente. Durante minha estadia aqui em São Paulo, conversei com  brasileiros que estudaram em Harvard. Eles me falaram sobre esse caráter  multinacional e sobre como isso torna animador o ambiente. Somados  todos os níveis de graduação, Harvard conta hoje com de 20% de  estrangeiros. Isso torna constante o processo de descoberta. Os  estudantes vão buscar no mapa onde seus companheiros vivem, começam a se  preocupar com o que está acontecendo no mundo e aguçam suas  curiosidades por outras culturas. Também incentivamos nossos estudantes a  embarcar em experiências fora dos Estados Unidos enquanto estão  cursando a graduação. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/precisamos-formar-sabios#texto1"&gt;Continue a ler a entrevista&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="info-img-articles"&gt;  &lt;div class="author" style="width: 610px;"&gt;   Divulgação/Universidade de Harvard&lt;/div&gt;&lt;img alt="Drew Faust, reitora de Harvard, encontra estudantes brasileiros durante sua passagem por São Paulo" height="413" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/33128/Drew-Faust-em-encontro-com-ex-alunos-de-Harvard-original.jpg" title="Drew Faust, reitora de Harvard, encontra alunos brasileiros " width="620" /&gt;  &lt;div class="gray" style="width: 610px;"&gt;   Drew Faust (ao centro) encontra estudantes brasileiros durante sua passagem por São Paulo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="" name="texto1"&gt;&lt;/a&gt;Em artigo recente para o jornal &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;, a senhora afirma que as universidades vivem uma crise de propósitos. Poderia explicar essa ideia?&lt;/strong&gt;  Um debate frequente de nossos dias é acerca de como as universidades  podem contribuir com as necessidades mais imediatas da sociedade.  Algumas delas são necessidades econômicas, e os estudantes vão às  universidades de forma a serem treinados e qualificados para futuros  empregos. Outras são descobertas e inovações e outros tipos de  intervenções que podem ter um efeito imediato no mundo, como a cura de  uma doença. Mas as universidades têm outros propósitos, que são de longo  prazo e que são mais difíceis de mensurar, mas que são extremamente  importantes para todos nós. No encontro que tive com os reitores  brasileiros, ouvi uma frase que resume esse pensamento: a sociedade nos  pede soluções para problemas práticos. Mas a universidade não deve se  preocupar apenas com o bem estar imediato dos seres humanos, precisa  fazer também com que eles sejam sábios. As universidades têm esse  propósito humano, histórico, antropológico, que nos faz transcender o  momento presente. Não nos preocupamos apenas se nossos alunos terão  emprego amanhã. Precisamos garantir que eles tenham conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Estados Unidos e o mundo enfrentam grandes desafios, como  superar a crise econômica, combater o aquecimento global, garantir o  suprimento de energia, entre outros. Como as universidades, do Brasil e  dos Estados Unidos, podem ajudar seus cidadãos?&lt;/strong&gt; As respostas  para esses problemas estão relacionadas ao conhecimento. Portanto, as  pesquisas e a educação que as universidades oferecem têm um grande  impacto. No ano passado, eu estava em Botsuana e um dos cientistas  desenvolveu uma técnica para bloquear a transmissão do vírus da HIV da  mãe para o bebê. Foi muito comovente ver como o conhecimento e a  pesquisa fizeram uma enorme diferença na vida daquelas crianças.  Exemplos como esse mostram como as pesquisas realizadas nas  universidades podem realmente fazer a diferença no combate a problemas  mundiais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A crise econômica americana afetou as finanças de Harvard?&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O que foi feito para superar isso?&lt;/strong&gt;  Com a crise, uma das nossas maiores fontes de renda – as doações vindas  de ex-alunos e outros doadores – foi severamente reduzida. Responsável  pelo pagamento de 35% das nossas despesas operacionais, as doações  sofreram uma queda de 27,5%. Diante desse cenário, tivemos que reduzir  nossos gastos, cortando imediatamente custos que identificamos como  desnecessários. Em um segundo momento, começamos a identificar mudanças  de longo prazo. Fizemos uma análise sistemática da maneira como estamos  organizados e buscamos formas de poupar despesas. Ao mesmo tempo,  tomamos muito cuidado para identificar prioridades, cuja manutenção  deveria ser assegurada. Uma delas é a ajuda financeira que damos aos  nossos estudantes. Protegemos áreas como essas, que julgamos vitais para  a universidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A senhora é a primeira mulher reitora de Harvard. Quais os efeitos disso entre as mulheres, dentro e fora da universidade?&lt;/strong&gt;  Acredito que esse cargo tem uma simbologia muito forte. Quando fui  nomeada, recebi muitas cartas e e-mails, particularmente de jovens  mulheres, que me diziam que fazia diferença para elas saber que uma  mulher podia ocupar o cargo. Lembro-me de ter recebido uma carta de um  pai que dizia: "Agora, sei que minha filha pode fazer qualquer coisa."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A senhora é uma pesquisadora, especialista na história da  Guerra Civil americana, além de mãe de duas filhas. O cargo de reitora  de uma das mais prestigiadas universidades do mundo certamente alterou  sua rotina, não?&lt;/strong&gt; Sim, mudou bastante. Ao menos não precisei  contratar uma babá, porque minhas filhas já estão crescidas! Mas meu  trabalho atualmente me ocupa integralmente. Vivo em uma casa dentro do  campus e, a todo minuto, sinto que a universidade está presente na minha  vida. Harvard está sempre no meu pensamento e também está nas minhas  atividades. Então, minha vida é completamente diferente hoje.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/o-caminho-rumo-as-melhores-universidades-do-planeta"&gt;O caminho rumo às melhores universidades do planeta&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2486180371590277089?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2486180371590277089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2486180371590277089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2486180371590277089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2486180371590277089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/04/reitora-de-harvard-drew-faust.html' title='Reitora de Harvard, Drew Faust'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-412473223203753407</id><published>2011-03-31T12:51:00.000-04:00</published><updated>2011-03-31T12:51:23.509-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;papers&quot; de mel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Fraude no Mundo Científico</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1&gt;Químico da Unicamp é acusado de fraudar 11 estudos científicos &lt;/h1&gt;&lt;div id="ad-180x150-1"&gt;&lt;div class="adLabel"&gt;Publicidade&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="articleBy" style="margin-bottom: 0pt;"&gt;  &lt;b&gt;RICARDO MIOTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REINALDO JOSÉ LOPES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;EDITOR DE &lt;b&gt;CIÊNCIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Uma investigação internacional apontou fraude em 11 artigos científicos  de um respeitado professor titular de química da Unicamp (Universidade  Estadual de Campinas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que se trata da denúncia mais séria de má conduta científica  da história da ciência brasileira, apesar da escassez de levantamentos  sobre o tema. Em geral, os casos envolvem plágio, e não invenção de  resultados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos que conteriam fraude saíram em várias revistas científicas  da Elsevier, multinacional que é a maior editora de periódicos  acadêmicos do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos da Unicamp foram retratados (ou seja, "despublicados", não  tendo mais validade para a comunidade científica). A Elsevier afirmou  que os sinais de manipulação são "conclusivos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio Airoldi, de 68 anos, é um dos pesquisadores mais experientes da Unicamp: está na universidade paulista desde 1968. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NO TOPO&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na classificação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento  Científico e Tecnológico, principal órgão federal a financiar ciência no  país), ele é bolsista de produtividade nível 1A, o mais elevado, e  membro da Academia Brasileira de Ciências. É o associado nº 17 da  Sociedade Brasileira de Química. &lt;br /&gt;Airoldi teria falsificado imagens de ressonância magnética que servem  para estudar características de novas moléculas. Um dos artigos dizia  que uma delas delas, por exemplo, tinha uma estrutura que serviria para  absorver metais tóxicos da água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos foram publicados entre 2008 e 2010 em colaboração com um  aluno de pós-graduação, Denis Guerra, hoje professor adjunto na  Universidade Federal de Mato Grosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Elsevier diz que o procedimento de investigação envolveu três  cientistas revisores independentes, e que todos eles concluíram que  "estava claro que os resultados tinham sido manipulados". A editora diz  ter pedido e recebido uma defesa dos cientistas brasileiros, mas,  segundo ela, o material enviado não prova nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estava previsto que algo assim ia acontecer. Ia ser muito difícil  segurar isso porque a pressão para publicar é muito grande e existe  leniência em relação a esse comportamento", diz Sílvio Salinas, físico  da USP que segue de perto os casos de má conduta científica no país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, diferentemente dos Estados Unidos, que contam com uma agência  federal para investigar casos assim, o Brasil deixa o acompanhamento dos  casos e possíveis punições nas mãos das instituições onde ocorrem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem estatísticas consolidadas sobre o tema por aqui. Mas, num  clima de competição científica acirrada e globalizada, com pesquisadores  cada vez mais pressionados para mostrar sua produção em números, mais  casos são esperados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próprios EUA, em 16 anos as fraudes científicas cresceram 161%. Em  países como China e Brasil, onde a publicação bruta de artigos  científicos tem crescido muito sem que a qualidade acompanhe esse ritmo,  o fenômeno deve aparecer mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As universidades e as agências de fomento precisam tomar providências  quanto a isso. Nunca tinha tido conhecimento sobre algo dessa dimensão  no Brasil. A ordem de grandeza é similar a casos de fraude que ocorrem  na China", diz Salinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unicamp instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. Segundo a universidade, ela deve ser concluída em 30 dias. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OUTRO LADO&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurado pela &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, Airoldi desligou o telefone assim que a  reportagem se apresentou, dizendo não ter tempo para falar. Ele foi  contatado também por e-mail, mas não respondeu até o fechamento desta  edição. &lt;br /&gt;Guerra disse já ter entrado em contato com a Elsevier. "Mandamos toda  uma defesa dos trabalhos, apresentando provas de que as imagens são  verdadeiras, mas não recebemos nenhuma posição." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz que a retratação da Elsevier "incomoda seriamente". "Pode  acontecer de você nunca mais conseguir publicar um trabalho. Um editor  vê uma coisa dessas e vai pensar o quê? Somos do Terceiro Mundo, a  verdade é essa, sem dúvida nenhuma contra pesquisadores do Primeiro Mundo a crítica teria uma peso menor." &lt;br /&gt;&lt;table class="articleGraphic"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicSpace" rowspan="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="articleGraphicCredit"&gt;Editoria de Arte/Folhapress&lt;/td&gt; &lt;td class="articleGraphicSpace" rowspan="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="articleGraphicImage"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/11090124.gif" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div id="articleEnd"&gt;  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;+ NOTÍCIAS SOBRE FRAUDES&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/784764-denuncias-de-fraudes-no-brasil-envolveram-alto-escalao-da-usp.shtml"&gt;Denúncias de fraudes no Brasil envolveram alto escalão da USP&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/784761-ma-conduta-cientifica-triplica-em-16-anos-nos-eua.shtml"&gt;Má conduta científica triplica em 16 anos nos EUA&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-412473223203753407?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/412473223203753407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=412473223203753407' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/412473223203753407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/412473223203753407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/03/fraude-no-mundo-cientifico.html' title='Fraude no Mundo Científico'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4376768065958815732</id><published>2011-03-13T01:54:00.001-04:00</published><updated>2011-03-13T02:06:48.184-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queimando a língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá-teação acadêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Mais um capítulo...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BT7RPJo7Lrw/RnsU_lknWhI/AAAAAAAAATM/8SbTjWfODmQ/s320/partilha+p%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_BT7RPJo7Lrw/RnsU_lknWhI/AAAAAAAAATM/8SbTjWfODmQ/s320/partilha+p%C3%A3o.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;... da mesma novela. O mercantilismo acadêmico. E sempre na mesma tecla. Dinheiro. E todo inicio de semestre é a mesma coisa de sempre. Os alunos se unem para estabelecerem as regras que melhor lhes cabem nesse latifúndio. Digo das bolsas de mestrado e doutorado que, convenhamos, não são grande coisa. Mas todo ano eles estão lá, estabelecendo regras que nunca funcionam, brigam, discutem, se matam. Agora que esse lance está virando coisa de cotista (demanda social, saca?, negros, pobres, etc, etc, etc) a discussão parece não ter mais fim. Claro que eu defendo o meu pão, e o meu pão é sempre pela capacidade de cada um. Cotas? Que tal a sociedade se unir para melhorar o ensino básico e fundamental pra todos chegarem com as mesmas condições? Há quem prefira se matar por conta de certas migalhas. Tá, estou sendo rude, mas vamos lá, o jogo se joga no dentro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/_xCEtXlrZLE" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-4376768065958815732?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/4376768065958815732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=4376768065958815732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4376768065958815732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4376768065958815732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/03/mais-um-capitulo.html' title='Mais um capítulo...'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BT7RPJo7Lrw/RnsU_lknWhI/AAAAAAAAATM/8SbTjWfODmQ/s72-c/partilha+p%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2003913166094162429</id><published>2011-03-11T18:45:00.000-04:00</published><updated>2011-03-11T18:45:32.922-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Ser Doutora ...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mdemulher.abril.com.br/imagem/bem-estar/teste-unica/AM_000_teste-bemestar_luva-boxe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://mdemulher.abril.com.br/imagem/bem-estar/teste-unica/AM_000_teste-bemestar_luva-boxe.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;está me custando, e muito. Não digo de dinheiro, digo da alma, que está sendo roubada, e o tempo que perdi ano passado por conta de desilusões. De todas as negociatas que estão envolvidas nesse projeto, desde o ingresso, até seu final, o que mais me incomoda é a indisponibilidade. Desta feita que, na última reunião, tive certeza de que meu orientador nunca se disponibilizou em me conhecer academicamente. Está mais preocupado em não levar porrada da banca enquanto eu, pelo inverso, já vesti as luvas. Tese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2003913166094162429?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2003913166094162429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2003913166094162429' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2003913166094162429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2003913166094162429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/03/ser-doutora.html' title='Ser Doutora ...'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7832223336007344811</id><published>2011-02-18T11:30:00.000-04:00</published><updated>2011-02-18T11:30:34.396-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação filtrada à distância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um chocolate pra esquentar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adoçando a coisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><title type='text'>Inovação na Educação na Era das Mídias Sociais</title><content type='html'>Sempre acompanho o blog do &lt;a href="http://www.gilgiardelli.com.br/"&gt;Gil Giardelli&lt;/a&gt;. Desta vez tomo a liberdade de colar um post completo, creio que ele não vá se importar como tantos blogueiros se importam. Vai a dica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Inovação na Educação na Era das Mídias Sociais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;As estruturas e estratégias na Educação  estão mudando. Os professores, escolas e universidades estão se  adequando ao novo conceito de aprendizagem, que são as mídias sociais é  onde a audiência do aprendizado está.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Abaixo trago alguns cases, que demonstram claramente o sucesso de integrar as mídias sociais no aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;ThePhysicalEducator.com lança posters com QR code&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O site canadense para professores de educação física &lt;a href="http://http//www.thephysicaleducator.com/?p=77" target="_blank"&gt;ThePhysicalEducator.com &amp;nbsp;&lt;/a&gt;lançou  uma série de posters com QR code. Quando estudantes escaneiam o QR  code, eles se conectam automaticamente a um vídeo do Youtube demostrando  a habilidade/exercício listado no poster. Uma forma de interagir na  aprendizagem de forma diferente e divertida.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-1.jpeg"&gt;&lt;img alt="" class="alignnone size-full wp-image-3370" height="283" src="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-1.jpeg" title="Vollevball" width="550" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KFC oferece $20.000 como bolsa para faculdade pelo melhor tweet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para participar, os estudantes devem seguir a KFC no Twitter  (@KFC_Colonel) e twittar o que eles acham que exemplificam a frase  “Colonel Sanders’ commitment to education”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Faculdade de Londres oferece curso de graça pelo Facebook&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.lsbf.org.uk/" target="_blank"&gt;London School of Business and Finance &lt;/a&gt;&amp;nbsp;anunciou  que quer facilitar o acesso à educação de qualidade. Sem custo,  qualquer estudante com um computador conectado pode se cadastrar para as  aulas no Facebook, e só pagar se decidirem usar o curso como créditos  para a faculdade. No Facebook, terão aulas em vídeo e grupos de  discussões, tudo acessível se você “curtir” a página.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-.png"&gt;&lt;img alt="" class="alignnone size-full wp-image-3371" height="488" src="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-.png" title="Facudade- facebook" width="550" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rede social de caronas brasileira – Unicaronas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.unicaronas.com.br/" target="_blank"&gt;Unicaronas&lt;/a&gt; é uma rede social brasileira para universitários conseguirem e darem caronas, na ida e volta da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Universidade Norte Dame lança primera aula no iPad&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//newsinfo.nd.edu/news/16512/" target="_blank"&gt;Notre Dame&lt;/a&gt;  lançou a primera aula ensinada usando um iPad e materiais feitos para  eReader no lugar de cadernos e livros tradicionais. Isso encoraja os  alunos a interagirem com o conteúdo, fazerem pesquisas e participarem de  discussões.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-2.jpeg"&gt;&lt;img alt="" class="alignnone size-full wp-image-3372" height="350" src="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-2.jpeg" title="Redes sociais" width="550" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aposte sua nota e ganhe dinheiro no Ultrinsic&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.ultrinsic.com/index.html" target="_blank"&gt;Ultrinsic&lt;/a&gt;  permite que universitários americanos apostem suas notas para ganhar  dinheiro. Um estudante coloca uma nota que aposta atingir e estuda. O  site permite que qualquer usuário aposte se ele vai conseguir a nota ou  não. Se a nota é alcançada, o site paga a soma que foi arrecadada na  aposta. Se o estudante falhar, ele perde o dinheiro inicial que apostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;App permite que estudantes leiam livros didáticos no celular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;iPad and iPhone app chamada &lt;a href="http://http//www.coursesmart.com/go/mobile/" target="_blank"&gt;CourseSmart eTextbooks &lt;/a&gt;permite que estudantes acessem seus livros didáticos, leiam e façam anotações virtuais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-31.jpeg"&gt;&lt;img alt="" class="alignnone size-full wp-image-3374" height="395" src="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-31.jpeg" title="livros didáticos" width="550" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;One Billion Minds repostas crowdsourced para os maiores desafios do mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.onebillionminds.com/" target="_blank"&gt;One Billion Minds &lt;/a&gt;é  uma platforma inovadora que conecta estudantes/universitários do mundo  todo para resolverem problemas de empresas/instituições que buscam  soluções para problemas reais. Há grandes prêmios para os colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-4.png"&gt;&lt;img alt="" class="alignnone size-full wp-image-3375" height="151" src="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/imagem-4.png" title="One Billion Minds" width="462" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7832223336007344811?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7832223336007344811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7832223336007344811' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7832223336007344811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7832223336007344811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/02/inovacao-na-educacao-na-era-das-midias.html' title='Inovação na Educação na Era das Mídias Sociais'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-1127429902643843005</id><published>2011-02-17T22:48:00.001-04:00</published><updated>2011-02-17T22:49:31.519-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='método de borradocente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no bule com os alunos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><title type='text'>Enade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_440z5UWcNuk/TVC8voG2jgI/AAAAAAAAA_o/6FZWpST2ewo/s1600/enade.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://1.bp.blogspot.com/_440z5UWcNuk/TVC8voG2jgI/AAAAAAAAA_o/6FZWpST2ewo/s200/enade.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Enade veio que veio. Uma revolução. E então as universidades se adaptaram. Montaram cursinhos preparatorios dentro dos seus próprios cursos para obterem uma nota alta. Ela me diz: todas fazem isso. E ele complementa: sou um empresário, tem que ter cursinho pro Enade. E então não foi por conta dessas coisas que eu fugi da graduação e prometi nunca mais voltar? Que sistema é esse?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-1127429902643843005?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/1127429902643843005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=1127429902643843005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1127429902643843005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1127429902643843005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/02/enade.html' title='Enade'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_440z5UWcNuk/TVC8voG2jgI/AAAAAAAAA_o/6FZWpST2ewo/s72-c/enade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8584179558533657260</id><published>2011-02-17T22:39:00.001-04:00</published><updated>2011-02-17T22:41:48.428-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no bule com os alunos'/><title type='text'>Mais uma vez no curso de Educação Física...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000000514/md.0000023289.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="284" src="http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000000514/md.0000023289.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;... não tem quadra e os alunos reclamam. E eu lembrando da quadra improvisada que pintei num desses clubes esportivos famosos. Para nossa turma só restou o cimentão mesmo. Mas os alunos reclamam, eles pagam por sua formação. E a gente sabe que a banda toca diferente. Sempre tocará. Nunca haverá condições ideais de ensino, porque o ensino nunca será ideal, basta lembra a psicanálise que coloca a educação no rol das três profissões impossíveis, como governar e psicanalisar. Nunca haverá teoria, universidade, escola ou estrutura que dê conta da totalidade do sujeito. O jeito é esse mesmo, de não se fazer por vencido, e nem digo para todos sermos professores ideaistas ou coisa que o valha, mas pessoas que fazem algo pela vida, e pode contar com um quê de egoísmo, se quiser, com a própria vida. o que não dá é para se acostumar. Ou dá, mas daí foi uma escolha, passar a vida com o pouco que a rede da praia e a água do coqueiro dá. E o pouco pode ser muito, já dizia o livrinho infantil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8584179558533657260?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8584179558533657260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8584179558533657260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8584179558533657260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8584179558533657260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/02/mais-uma-vez-no-curso-de-educacao.html' title='Mais uma vez no curso de Educação Física...'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-5289181242812255670</id><published>2011-02-17T22:26:00.001-04:00</published><updated>2011-02-17T22:27:46.490-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><title type='text'>O professor...</title><content type='html'>... vai mesmo mal das pernas, que o governo resolveu propagnadar. E que propaganda horrível. Na nova instituição de ensino, a realidade: licenciaturas em falência.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XPJ3rXuXgE/S79xieUNswI/AAAAAAAAAEw/s6GkH-wmfV4/s1600/seja+um+professor.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XPJ3rXuXgE/S79xieUNswI/AAAAAAAAAEw/s6GkH-wmfV4/s400/seja+um+professor.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Preferiria um programa do governo intenso como este, intenso de lavagem cerebral, de estar a cada 30 minutos na televisão, e custa muito, que objetive o bom senso e a vida harmônica em sociedade, o que sé dá com o acesso a leitura e não com os programas de aprovação automática dos quais os jovens universitários têm fugido desde muito. Escolhem os bacharelados. Vamos combinar que não é um comercial que traz a tona um idealismo que vai fazer a coisa mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-5289181242812255670?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/5289181242812255670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=5289181242812255670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5289181242812255670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5289181242812255670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/02/o-professor.html' title='O professor...'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XPJ3rXuXgE/S79xieUNswI/AAAAAAAAAEw/s6GkH-wmfV4/s72-c/seja+um+professor.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4577617634227329486</id><published>2011-02-17T22:15:00.000-04:00</published><updated>2011-02-17T22:15:43.350-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grãoduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>De volta ao baille</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ilounge.com/gallery/iphone_concept/hand_held_small_flat_copy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://www.ilounge.com/gallery/iphone_concept/hand_held_small_flat_copy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quatro anos longe da universidade, na condição de docente, as mesmas coisas, como se nada ficasse diferente, e tem anos que o ensino superior tem sido o mesmo, com a diferença de estar cada vez menos do que mais. O resto é igual: lousa, professores falantes, alunos calados. Quanto mais não reclamam do professor, melhor. Outra diferença: a tecnologia, nunca disponivel para o professor montar suas aulas mais atraentes, custa caro para a instituição ter um data show disponivel pra cada sala, mas não custa muito nas mãos dos alunos, fones e games em prol do silêncio universitário. ao professor, custa mesmp sua própria ideologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-4577617634227329486?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/4577617634227329486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=4577617634227329486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4577617634227329486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4577617634227329486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2011/02/de-volta-ao-baille.html' title='De volta ao baille'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6363817467540197488</id><published>2010-11-29T18:17:00.001-04:00</published><updated>2010-11-29T18:21:13.536-04:00</updated><title type='text'>Parodiando</title><content type='html'>Minha amiga&lt;br /&gt;me escute por favor, &lt;br /&gt;apesar destas más linhas&lt;br /&gt;nesta Paideia estão jogando futebol&lt;br /&gt;não sabem vôlei &lt;br /&gt;não querem basquetebol&lt;br /&gt;a maestrina, pra fugir da marcação&lt;br /&gt;rebola com a batuta e vai olhando de soslaio&lt;br /&gt;e a via vai ficando cada vez mais encurtada&lt;br /&gt;e ninguém não quer ouvir mais não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às grades há uma grande proteção&lt;br /&gt;nos corredores desta vida&lt;br /&gt;os professores, quando zangam, dão lição&lt;br /&gt;berram com gosto, abrem feridas&lt;br /&gt;e os meninos pra ganharem seu quinhão&lt;br /&gt;recrutam mais meninos para o avião sem asa &lt;br /&gt;laranja com laranja pra fazer uma limonada&lt;br /&gt;e servir em cima do&lt;br /&gt;caixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentos são para avaliação,&lt;br /&gt;que as gentes burlam facilmente&lt;br /&gt;uma conquista da alfabetização:&lt;br /&gt;não sabe ler, mas segue em frente&lt;br /&gt;É o grande circo da boa educação&lt;br /&gt;e agente vai fingindo que fingir não custa nada&lt;br /&gt;e a gente vai gritando, rareando, a voz ta fraca&lt;br /&gt;e a gente vai plantando pra colher poucas migalhas&lt;br /&gt;e a gente vai cantando este poema de navalha&lt;br /&gt;que ninguém não quer ouvir&lt;br /&gt;mais não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6363817467540197488?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6363817467540197488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6363817467540197488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6363817467540197488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6363817467540197488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2010/11/parodiando.html' title='Parodiando'/><author><name>Letícia Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05379752691950342676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-het1iv51HYQ/TcdWe_vUpyI/AAAAAAAAB68/f6OpQWfsdbA/s220/037.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4209038784328172164</id><published>2010-06-20T12:31:00.000-04:00</published><updated>2010-06-20T12:31:25.166-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>Faculdade indenizará professor por danos morais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uso de qualificação alheia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A Fundação de Ensino Superior de Passos está obrigada a pagar indenização de R$ 10 mil, por danos morais, a um ex-professor de Medicina Legal do curso de Direito. A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou Agravo de Instrumento da Fundação e confirmou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. A decisão foi tomada porque a entidade manteve, indevidamente, o nome do professor no quadro de docentes para obter o reconhecimento do Ministério da Educação do curso de Direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;De acordo com o processo, em 1999, depois de ser dispensando da Fesp, o professor tomou conhecimento de que seu nome havia sido aprovado como responsável para ministrar a disciplina Medicina Legal e como titular do curso para obter o reconhecimento do curso de Direito pelo Conselho Estadual de Educação. Diante disso, ele ingressou com ação trabalhista requerendo danos morais contra a instituição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O juiz de primeiro grau reconheceu o direito do professor. A Fundação recorreu ao TRT-3, que confirmou a sentença, condenando a Fesp a pagar indenização no valor de R$ 10 mil. Para a segunda instância, a empresa não conseguiu demonstrar o motivo pelo qual não substituiu o nome do professor por outro docente. Contra essa decisão, a Fundação interpôs Recurso de Revista. O recurso foi rejeitado na segunda instância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Diante disso, a Fundação ingressou com Agravo de Instrumento no TST. Alegou que não houve a comprovação do dano. O relator do processo na 1ª Turma, ministro Walmir Oliveira da Costa, não deu razão à instituição. Em sua avaliação, o TRT demonstrou que houve a violação de direito personalíssimo expresso no uso indevido das qualificações profissionais e do nome do professor, quando nem sequer fazia parte do curso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Segundo o relator, em caso de dano moral, não há necessidade de prova do prejuízo, por se tratar de aspecto imaterial. Com esses fundamentos, a 1ª Turma negou Agravo de Instrumento da faculdade e manteve a condenação por danos morais contra a instituição. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;AIRR-23040-83.2006.5.03.0101&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Veja outras &lt;a href="http://www.conjur.com.br/2010-jun-08/faculdade-indenizar-professor-teve-nome-usado-indevidamente"&gt;notícias aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-4209038784328172164?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/4209038784328172164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=4209038784328172164' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4209038784328172164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4209038784328172164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2010/06/faculdade-indenizara-professor-por.html' title='Faculdade indenizará professor por danos morais'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-5494404471637051855</id><published>2010-03-30T15:46:00.004-04:00</published><updated>2010-03-30T15:54:31.728-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Educação e brasileiros - o descaso coletivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;font-size:14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://apenassentimentos3.files.wordpress.com/2009/08/family_guy1sethspotmagazine.jpg" /&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="2" style="text-align: justify; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td height="10" colspan="2"  style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px;  font-family:arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="  color: rgb(153, 51, 0); font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;"&gt;&lt;b&gt;A construção dos talentos, artigo de José Pastore&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td height="13" width="64%"  style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px;  font-family:arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="  color: rgb(102, 102, 102); font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:11px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td height="13" width="36%" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"  style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px;  font-family:arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="  ;font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;"&gt;"A China e a Índia estão oferecendo prêmios sedutores para quem tem experiência com a pesquisa ocidental. Tudo isso para queimar etapas e fortalecer o principal alicerce do desenvolvimento econômico - o conhecimento"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;José Pastore é professor de relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Artigo publicado no "Estado de SP":&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Esta é uma história verdadeira. Tenho um grande amigo, brilhante Ph.D. em Economia, que acaba de se aposentar num banco internacional. Ainda jovem (58anos), recebeu um convite para integrar o corpo docente da Universidade da Malásia, em Kuala Lumpur, onde esteve para a entrevista inicial.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Ele teve um choque ao conhecer a carga de trabalho que o aguardava: dois cursos por semestre (cerca de cem alunos por classe), corrigir as provas, orientar dez estudantes de pós-graduação e publicar dois "papers" por ano em revistas de alto conceito internacional.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Remuneração: equivalente a R$ 6.500 por mês, sem 13º salário ou abono de férias e nenhum benefício adicional, exceto uma pequena ajuda para moradia.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Sendo ele um pesquisador sênior, delicadamente recusou o convite. Mas concluiu que, na Ásia, o conhecido rigor que é usado para recrutar e remunerar a força de trabalho industrial é utilizado também para o caso de professores. E que dezenas de Ph.Ds. talentosos aceitam com prazer as referidas condições.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Isso explica o salto daquela universidade ao passar recentemente da 230ª para a 180ª posição no ranking das melhores do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;A produção acadêmica asiática está prestes a superar a ocidental. Na última década, os cientistas chineses quadruplicaram o número de "papers" publicados nas melhores revistas do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;É uma corrida alucinante para formar novos talentos. A China envia cerca de 100 mil jovens todos os anos para fazer estudos de graduação e pós-graduação nos EUA. O mesmo ocorre com a Índia (Institute of International Education, Report on International Educational Exchange, 2009).&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Além disso, os dois países estão promovendo um rápido repatriamento dos seus cientistas. Em 2009, Shi Yiong, prestigiado professor de biologia molecular da Universidade de Princeton (EUA), voltou para a China, dispensando uma verba de US$ 10 milhões que tinha para tocar suas pesquisas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Em 2007, Rao Yi, biólogo de alta reputação na Northwestern University, renunciou à cidadania americana (!) e assumiu a direção da Faculdade de Ciências da Vida na Universidade de Pequim. Na mesma época, o pesquisador Wang Xiandong deixou a Faculdade de Medicina da University of Texas Southwestern e foi dirigir o Instituto Nacional de Ciências Biológicas, também em Pequim (Fighting Trend: China is Luring Scientists Home, The New York Times, 6/1/2010).&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;A China e a Índia estão oferecendo prêmios sedutores para quem tem experiência com a pesquisa ocidental. Tudo isso para queimar etapas e fortalecer o principal alicerce do desenvolvimento econômico - o conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Na educação, a corrida é em relação a um ponto móvel. Isso significa que, por exemplo, enquanto o Brasil avança 10%, a Malásia, a Índia e a China avançam 20% ou 30%. As diferenças aumentam.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Nessa maratona alucinante estamos na rabeira. O Brasil forma 40 mil engenheiros por ano. A China forma 300 mil. O Relatório de Monitoramento Global - Educação para Todos (Unesco, 2010) colocou o nosso país no 88º lugar entre 128 nações, uma posição desconfortável para quem pretende ser uma potência regional ou mundial.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Com todo o respeito, estamos atrás até do Paraguai. O Brasil continua exibindo um dos mais altos índices de repetência escolar (19%). Menos da metade dos jovens está no ensino médio e apenas 13% chegam ao ensino superior. A força de trabalho do Brasil tem apenas sete anos de escola, em média, e má escola. A da Coreia do Sul tem 11 anos de boa escola. Em 2009 "sobrou" 1,7 milhão de vagas no Brasil por causa da falta de qualificação dos candidatos. Não é para menos.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;b&gt;A maioria dos estudantes que chegam à 8ª série não entende o que lê e mal domina as operações aritméticas. Temos de melhorar muito a qualidade do nosso ensino. Para tanto, precisamos de governantes com mentalidade de estadistas, que valorizem a educação e que sejam capazes de envolver toda a sociedade nessa sacrossanta empreita.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;(O Estado de SP, 30/3)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;______________________&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Comentário de blogueira:&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;Acrescento que temos que fazer a nossa parte como estudantes e população. Ou seja, precisamos desejar e querer ser cidadãos e almejar um pouco mais do que um salário mediano e empregos miseráveis. Largar a cultura do "tanto faz" ou "faz como dá, de qualquer jeito".&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;A responsabilidade não é apenas dos governos, mas sim daqueles que se sentam nos bancos escolares e não aproveitam as oportunidades. Daqueles que se matriculam nas universidades e têm preguiça de estudar, pois buscam apenas um diploma. Daqueles que, tal qual os políticos, querem o caminho mais fácil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;Esses, que dispensam deliberadamente o conhecimento, são tão criminosos e omissos quanto os governantes que se lixam para a educação. Afinal, se nem o povo que está na escola deseja aprender, por que políticos irão se preocupar com isso?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;Chega da transferência comodista de responsabilidades. A cultura não se transforma com leis, mas sim com atitudes individuais. Comece por você antes de responsabilizar o outro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69959" target="_blank" style="color: rgb(0, 84, 136); text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;http://www.jornaldaciencia.&lt;wbr&gt;org.br/Detalhe.jsp?id=69959&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-5494404471637051855?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/5494404471637051855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=5494404471637051855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5494404471637051855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5494404471637051855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2010/03/educacao-e-brasileiros-o-descaso.html' title='Educação e brasileiros - o descaso coletivo'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3097245132697961764</id><published>2010-02-23T19:10:00.005-04:00</published><updated>2010-02-23T20:07:46.175-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>A crônica acadêmica</title><content type='html'>Para minha amiga Solange, diretamente da aula dela na universidade.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Local: laboratório de informática.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aula: Jornalismo de Revista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No quadro: Diferença entre a crônica e o artigo de opinião.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fotografia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atrás do monitor, uma donzela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez não nos termos de séculos atrás, de virgindade, pureza e coisa e tal. E, no auge dos seus vinte e poucos anos, ela saca da bolsa- enquanto a professora diz que artigo de opinião é um texto que defende uma idéia - seu kit de beleza, espelhinho, base, pincel, blush e pó. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de uma análise criteriosa na porosidade aparente, ela ainda nem percebeu que o assunto mudou do artigo para a crônica, um algo escrito que permeia uma visão de mundo através de dados factuais. E ela era o fato, o tema cotidiano, a ironia e, muito provavelmente a vergonha alheia. A minha vergonha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De olho no espelho, passou a base com o dedo como se preparasse o rosto para a maquiagem. Preparou. Em seguida pegou o lápis, passou ao redor dos olhos, para dar cor à tela ainda embranquecida. Um rosa nas bochechas. Um tempo para os retoques. E o batom só pulou da necessaire quando a aula dizia do escrever. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assuntos interessantes para os futuros jornalistas. Aquela coisa de laboratório mesmo, de prática, a vida na lida e no lide: como fazer um perfil, como fazer uma entrevista, onde se pode ou não pode usar adjetivos no texto jornalístico. Mas ela ali, ausente disso tudo, levantou os lábios narcísios, piscou suas pestanas tingidas de preto, analisou o rosto de um lado e de outro e imagem e tal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por certo que a professora até se sentiria lisongeada se toda essa dedicação tivesse sido em prol da prática do jornalismo em revista, cujos detalhes em tons, cores, coisas, pestanas etc e tal sobre a pele se tornasse literatura. E em pauta caísse como uma luva o jornalismo literário. Mas ela ali, ausente de tudo, nenhuma atenção para como se constrói uma linha de tempo, a importância da narração dos fatos para os meios jornalísticos e blá blá blá. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coisa e tal ela tira da mesma necessaire de couro preto um fio dental. Seu olhar se volta novamente para o espelhinho, lábios esticados de modo a mostrar tanto os dentes de cima, quanto os de baixo, de modo a poder contar os 32, exceção feita ao siso. Corta um pedaço do fio e com movimentos ritmados para frente e para trás, um dente ao lado do outro, algumas babas caem sobre o monitor, tela em descanso, "professora, é muito difícil".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De volta à diferença entre os artigos de opinião e a crônica, o primeiro com argumentos abstratos, o outro mais preso ao cenário, a aluna verifica, confere o rosto, tudo em ordem, ajeita os cachos dos cabelos. Um depois do outro e na conferida final, e nos finalmentes, e no último minuto do segundo tempo faz funcionar o computador para ver as novidades do dia. Hotmail. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do lado de lá, propõe-se um exercício de escrita. Curso de jornalismo. Brasília. Arruda? Então ela, inocente no tema, balança a cabeça, não sabe direito o que está acontecendo. Nega. Diz não. Começa o exercício, ela se levanta, arruma a blusinha, verifica a calça jeans, dá uma última olhada no espelhinho, verifica o bico do sapato do tipo chinelas havainas e pede para ir ao banheiro. Vai e não volta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...) E no retrato do Ensino Superior Brasileiro, em que alunos não ambicionam nada além de continuar nos seus centros de telemarketing e desfilando suas roupinhas de grifes, resta, como na maioria das vezes, as imitações (...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso me lembra outra vez, em que uma colega dava uma aula empolgadíssima, quando uma das alunas levanta a mão. A professora toda contente com o interesse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sim, sim, em que posso ajudar?" &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a resposta veio como um tiro certeiro: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Professora, onde você comprou seu tênis?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bléim, bléim, bléim. Os sinos tocam. A aluna imaculada em jornalismo de revista volta para a sala de aula. Parece que não vai ser hoje que ela vai tirar o cabaço, no bom português. Sobre a mesa uma lixa de unhas, um vidrinho de esmalte cintilante, acetona e um palitinho com algodão.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3097245132697961764?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3097245132697961764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3097245132697961764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3097245132697961764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3097245132697961764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2010/02/cronica-academica.html' title='A crônica acadêmica'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3218553170633597198</id><published>2009-11-09T15:54:00.000-04:00</published><updated>2009-11-09T15:55:15.009-04:00</updated><title type='text'>a queda da uniban</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/snjPDpDg2Pk&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/snjPDpDg2Pk&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3218553170633597198?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3218553170633597198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3218553170633597198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3218553170633597198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3218553170633597198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2009/11/queda-da-uniban.html' title='a queda da uniban'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3992094804890631076</id><published>2009-05-05T01:36:00.001-04:00</published><updated>2009-05-05T01:39:07.227-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='com açúcar ou adoçante?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entre um cafezinho e outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><title type='text'>CTRL C E CTRL V - copie e cole sem culpa!</title><content type='html'>Você já deve ter ouvido a polêmica adaptação à frase de Lavoisier: “Nada se cria, tudo se copia”. E que tal essa: “Nada se cria, tudo se baixa”? Pois bem, o assunto é mais delicado do que parece: envolve ética, direitos autorais, pirataria e, em algumas ocasiões, pode até configurar crime instituído por lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que desde o modelo de produção em massa inaugurado por Henry Ford, que revolucionou a indústria automobilística na primeira metade do século XX, ficou difícil distinguir o original da cópia. Desde então o burburinho nunca mais se calou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixem que se reproduza em série! E viva a democratização da obra de arte! (exalta-se Walter Benjamin, em seu lendário ensaio “A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica”, 1985).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei não... A racionalização da produção é ferramenta e álibi do grande capital. Estamos presenciando a tão insensata queda da “aura”... (lamenta-se Theodor Adorno, em seu artigo intitulado “A Indústria Cultural”, 1986).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio, por favor. Deixem as conversas paralelas e nos voltemos ao tema central desta aula: “Ctrl C - Ctrl V: por um roubo que é pura criação”. Quem nunca executou o famoso “copia e cola” para um fim bastante justificável que atire a primeira pedra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa!!! Mãos ao alto!!! Peguei você no flagra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de se apropriar deliberadamente de um pensamento alheio. Muito menos de aposentar os neurônios e fazer download de um Google qualquer. Se você faz isso, um “z-e-r-o” bem redondo é o que merece. Existem colas e colas... Umas admissíveis, outras nem tanto. Convenhamos: algumas tantas, mega recomendáveis!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é a seguinte: se você se sente um foragido da polícia por apenas operar um Ctrl C - Ctrl V inocente, chega de culpa! E assuma o ato com escrúpulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por partes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Ângelus”, de Jean-François Millet (1859)&lt;br /&gt;“Reminiscência Arqueológica d'O Ângelus&lt;br /&gt;de Millet”, de Salvador Dalí (1935) Você conhece a emblemática fórmula: “Os fins justificam os meios”? Pois então. Se a intenção for das melhores, não há porque abandonar tudo o que já foi patenteado pela humanidade... As informações estão aí, justamente para gerar o novo conhecimento. O segredo está em acionar o radar seletivo sobre as mais diversas redes de dados e se lançar às conexões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, em qualquer ambiente em que quantidade vale mais que qualidade, há muita porcaria. É natural. Mas não para você, caro inventor, que não vai cair nesta, vai? Intenções maquiavélicas de lado, basta reunir relíquias do conhecimento (copiar mesmo...) e adotar um fim que seja pura criação. Afinal, se estiver atento, vai saber trafegar com precisão pelo fluxo informacional disponível e dele sacar uma obra explicitamente autoral. A digital é sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um roubo poético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recurso é semelhante ao de um processo de montagem cinematográfica. Aqui, são capturados e eleitos os melhores planos para a disposição em série. Acopla-se áudio, trilha sonora e efeitos sobre os cortes. Tudo meticulosamente harmonizado. Os encaixes são precisos. Agora, se você acha que a colagem cinematográfica é aleatória, engano seu. Vale aqui um largo repertório de inspirações, cenas que são rigidamente espelhadas, ou melhor, copiadas de obras anteriores. Verdadeiros flagras da grande arte. E nisso, não há mal algum. Desde que se alimente com os próprios polegares a reinvenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Almodóvar que o diga, no livro “Grandes Diretores de Cinema”, de Laurent Tirard: “Tomar emprestado é um equívoco, para mim, só o roubo é plenamente justificável”. Se o cineasta espanhol autorizou, então vamos ao que interessa: é hora de treinar a mão leve! É Ctrl C - Ctrl V, mas façam-no com boa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alquimistas estão chegando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é também um alquimista da criação, chegue mais e teste a sua hipótese. Em primeiro lugar, observe. Investigue. Pesquise. Há diversos sites de busca, bibliotecas virtuais, livros para download... Capture as informações necessárias e as conserve em ambiente fresco e arejado (em qualquer compartimento de sua memória, lógico! Ou... faça uso de breves anotações). Depois, com a ajuda de tubos de ensaios, pipetas, buretas etc., deposite as tais substâncias (= dados coletados) e as deixe reagir. Da captura fiel do que já existe disponível em rede, você cria a sua própria alquimia. Seja implacável, mas imparcial na interpretação dos resultados. O público é o seu medidor... Espectadores, leitores e usuários de todo o planeta! Preparem-se para comprovar a hipótese: digam lá... A invenção é pra lá de autêntica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos e amigas, façamos a invenção na web! Com classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizar-se dos múltiplos estímulos e informações que a Internet lhe oferece para criar uma legítima obra autoral pode ser uma alternativa bastante louvável. Sobretudo, se produzir autenticidades é a sua... Basta domínio técnico, uma boa dose de criatividade e mãos à obra. Destrua paradigmas e esteja aberto a novas tendências. Reinvente-se o tempo inteiro. Assuma como suas, partes de histórias que até então não lhe pertenciam - e construa o seu próprio caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora que ensinamos a “roubar”, vamos ao segundo passo do plano: tome as peças de outros e empreste a sua versão crítica à criação! Gerar conhecimento é sua responsabilidade. E não apenas do educador. As novas mídias são participativas, fique ligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz da experiência: Carlos Nepomuceno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Carlos Nepomuceno, professor e consultor de planejamento estratégico de informação, o aluno que apenas copia, sem estabelecer uma relação crítica com o que lhe é questionado, talvez não esteja sendo estimulado a interpretar. O estudante reconhece os signos, mas não os seus significados, nem o encaixe entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema não está na cópia, talvez esta seja uma resposta inteligente para uma pergunta burra. Os alunos não sabem interpretar porque não são estimulados. Essa geração y, a que tem a internet desde que nasceu, tem facilidade de mexer com tecnologia, mas uma incapacidade de trabalhar conceitos consistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-26b.asp"&gt;Conexão Professor&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3992094804890631076?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3992094804890631076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3992094804890631076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3992094804890631076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3992094804890631076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2009/05/ctrl-c-e-ctrl-v-copie-e-cole-sem-culpa.html' title='CTRL C E CTRL V - copie e cole sem culpa!'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4273504594321105478</id><published>2009-05-05T01:32:00.001-04:00</published><updated>2009-05-05T01:34:06.980-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trocando o sabor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><title type='text'>A sala de aula se expandiu, e agora?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Alexandria, o sonho da biblioteca universal faz parte da imaginação ocidental. A ambição de uma biblioteca que reunisse todos os textos e todos os livros levou a uma intensa frustração. Com o texto eletrônico, a biblioteca universal se torna imaginável. E com ela todas as transformações do ensino. Frente ao sucesso do MSN e do Orkut, entre jovens e adultos, como os professores devem se posicionar? Como será a sala de aula do futuro? Se um cidadão do século passado nos fizesse uma visita, ele diria que a sala de aula mudou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o consultor de planejamento estratégico de informação e professor, Carlos Nepomuceno, a resposta seria não. “Tivemos o Paulo Freire e o Anísio Teixeira que tentaram criar uma escola diferenciada. Mas basicamente, a escola é a mesma desde 1700. Os professores veem as novas tendências e dizem que a escola sempre foi isso e não é agora que vai mudar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Nepomuceno&lt;br /&gt;Foto de: Vanor Correia Para contrapor a opinião do consultor, um exemplo prático: você! Bastou digitar www.conexaoprofessor.rj.gov.br para entrar no mundo virtual em que a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro vem investindo para levar informação e ajudar na mudança de comportamento de alunos e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabemos que ainda não são todos que resolveram aderir aos tempos virtuais. Por isso, professor, compartilhe essa experiência com outros colegas e faça um convite para eles deixarem os conceitos pré-estabelecidos de lado... Para tornar a tecnologia uma ferramenta rotineira nas escolas, a Secretaria de Educação está distribuindo notebooks aos professores e investindo em Laboratórios de Informática. Ah, e fique de olho nos cursos de capacitação que a Secretaria oferece. A ideia não é complicar, e sim facilitar o seu dia a dia em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todas essas iniciativas, especialistas dizem que o meio educativo ainda resiste à tecnologia. E todos querem descobrir o porquê. Para quem usar o argumento de que as redes sociais servem somente para distração, mostraremos uma pesquisa encomendada pela IBM em março. O resultado é que as redes ganharam o ambiente corporativo. De acordo com a pesquisa, 36% dos profissionais pretendem diminuir os custos de TI com o uso de ferramentas colaborativas. Então, por que não procuramos os benefícios que podem ser levados às escolas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, professor, sabe, melhor do que ninguém, que o papel do educador se transformou com as modernidades que a galerinha leva para a sala de aula. Mas isso não é novidade na história da sociedade. Conceitos de tempo e espaço sempre foram agentes de transformação. De acordo como consultor Carlos Nepomuceno, antigamente, o professor era o detentor do conhecimento. Ele estabelecia com o aluno uma relação de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o aluno tem a ajuda do Google. Em três segundos, ele encontra um detalhe que o professor não falou. “Na rede digital, o papel dos intermediários se modifica completamente. O professor, o jornalista, o bibliotecário... até o corretor da bolsa. Os usuários têm acesso direto às fontes de informação”, ressalta Nepomuceno. O consultor acredita que o ambiente da rede digital irá transformar a escola. “Acho que estamos começando a construir uma nova escola. E não é porque achamos bacana. E sim porque estudamos a história. Percebemos que a mudança de ambiente informacional necessita de outro tipo de formação das pessoas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sugere. “Os professores têm que começar a criar mecanismos de construção conjunta. Eles e os alunos vão criar um conteúdo juntos e interpretá-lo. Os alunos têm que sair da escola com os conceitos fundamentais apreendidos para entender onde as informações se encaixam”. Com as ferramentas adequadas, o aluno pode ser estimulado pela possibilidade de criar e trocar conhecimentos. Ele pode se tornar um agente participativo no processo de aprendizagem. Algumas opções de ferramenta para isso são os wikis e os blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira simplificada, o Wiki é uma coleção de muitas páginas interligadas. E cada uma delas pode ser visitada e editada por qualquer pessoa. Esse conceito e mecanismo é a base da enciclopédia Wikipedia. Que tal sugerir em sala de aula a criação de um wiki sobre história do Brasil? Ou um livro de Machado de Assis? No final do ano, os alunos teriam a sua própria enciclopédia de estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o primeiro movimento deve partir dos professores. Ensinar esse conceito de conteúdo colaborativo e depois usar e abusar de suas funcionalidades. Novidades surgem todos os dias, ao ponto delas deixarem de ser novidade com uma velocidade assustadora. Há possibilidade de prever tendências para o futuro? Carlos Nepomuceno responde. “Antigamente, tínhamos o cavalo, as cartas iam para a Europa de navio. Agora, o caos da informação é tamanho que no futuro dependeremos cada vez mais dos robôs. Nos relacionaremos com os agentes inteligentes. E eles irão filtrar as informações que precisamos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar em ter uma relação de proximidade com o robô assusta? Então pare e pense no seu dia a dia. É a dica do professor. “Já fazemos isso. Temos anti-spam, por exemplo. Entramos num site e listamos as categorias de notícias que gostaríamos de saber. Ou seja, todo novo ambiente informacional cresce dentro de outro ambiente. O rastro do futuro já pode ser visto hoje”. As paredes das salas de aula começam a ruir, mas ainda restam barreiras que os professores devem vencer. “ Eles devem aprender e usar a web em seu favor”, resume Nepomuceno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte &lt;a href="http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-26.asp"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-4273504594321105478?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/4273504594321105478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=4273504594321105478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4273504594321105478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4273504594321105478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2009/05/sala-de-aula-se-expandiu-e-agora.html' title='A sala de aula se expandiu, e agora?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-1900064030351245860</id><published>2009-03-11T13:02:00.002-04:00</published><updated>2009-03-11T13:06:20.482-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>Quanto custa rechear o seu currículo lattes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa não é uma coluna sobre cultura, é sobre educação. Mas o que tem mais a ver com a cultura do que a educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo estudante universitário já ouviu falar do Currículo Lattes, todo aspirante a Mestre ou Doutor decerto já fez o seu e àqueles com pretensões acadêmicas é imprescindível atualizar seu Lattes pelo menos duas vezes por ano. O Lattes é critério quase universal para seleções de programas de pós-graduação do Brasil e do exterior, além de ser fundamental nas bancas de contratação de professores universitários em concursos e editais. Mantido pelo CNPq, é uma forma democrática de centralizar as informações acadêmicas de todo país, permitindo aos pesquisadores encontrar colegas de áreas afins e, a quem seleciona, avaliar a produção científica do aspirante à vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos dizem que o Lattes transforma todo o esforço intelectual dos pesquisadores em quantidade, em números, simplificando e até ridicularizando uma produção eminentemente qualitativa. Ocorre que no final do Lattes há uma tabela informando quantos artigos foram publicados, quantos livros ou capítulos de livros, de quantos congressos o fulano participou. Mas até aí nenhuma novidade, se você começou a ler este texto provavelmente já sabe o que é e como funciona o Currículo Lattes. A novidade é que um bom Lattes tem preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento dos cursos de pós-graduação no Brasil e o amadurecimento da Plataforma Lattes, a corrida por "qualificação" tem sido grande, e a lógica quantitativa acaba incentivando a formação de um verdadeiro "mercado acadêmico". Já havia percebido isso ao me inscrever em um congresso, no meu caso o da ABRAPLIP, mas poderia ser de qualquer área e em qualquer lugar. Se você quer que seu trabalho seja apresentado, antes da inscrição deve enviar um resumo e aguardar o aceite. Elaborei o resumo, nas normas que exigiam, e o submeti. Em poucas semanas, um e-mail informa que o trabalho foi aprovado, e o ingênuo aqui fica feliz da vida: vai no site, preenche a ficha de inscrição, imprime o boleto, paga no banco a taxa de cento e poucos reais (há eventos de R$ 300,00, R$ 500,00, e por aí afora, especialmente se você for da área de Medicina ou Direito). No dia da minha apresentação no evento, a surpresa: havia cinco pessoas na sala: um professor e quatro apresentando trabalhos. Público para quê? Discussão para quê? Afinal, dali sairemos com um certificado (enviado por e-mail), um CD-ROM e um número a mais no Lattes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, a proporção não é um por um, mas tão evidente quanto é que os congressos hoje estão inchados com dezenas de apresentações de trabalhos, e o aceite desses é uma mera formalidade. Um trabalho medíocre será aprovado se não comprometer o evento e o autor lá estará, enquanto um aluno excelente que faça um artigo excelente mas por algum motivo não possa pagar a inscrição, ah, esse não estará lá. Afinal, sai caro um bom Lattes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos além, afinal de contas, poucos dos que se aventuram em cursos de pós-graduação não teriam dinheiro para a inscrição de um evento desses. E a passagem? E o hotel? E férias, para quem não tem bolsa? Sim, porque se você tiver pretensão de dar aula na USP, na UFRJ ou na UFRGS, é bom sua vida acadêmica não ficar restrita a Cacimbinhas, é bom você ter ido aos eventos nacionais mais importantes da sua área, ter contatos, viajar. E não espere algum desconto especial para viagens acadêmicas por parte das companhias aéreas. Muito menos bolsas oferecidas pelos cursos de pós-graduação, a não ser em raríssimos ― e discutíveis ― casos. Afinal, sai caro um bom Lattes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não é só isso. Estávamos tão acostumados a participar de congressos e pagar por isso, estamos tão satisfeitos em aproveitar esses eventos para fazer turismo pelo Brasil (ah, claro, ninguém acha que o controle de presença nesses eventos seja muito rigoroso, né?) que nem percebemos o quão injusta é essa lógica do "pagando bem, que mal tem". Quero ir além. De uns tempos para cá, tem se tornado comum no Brasil pagar pela publicação de artigos! Sim, os artigos científicos, tão puros, tão imparciais, tão citados como referência do conhecimento pela mídia, pelos nossos professores, publicá-los também tem um preço, e bem salgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não havia me acontecido isso, mas uma amiga da área da Enfermagem ousou submeter seu artigo de conclusão de curso para a Revista Gaúcha de Enfermagem e, adivinhem, o artigo foi aceito para a publicação com uma condição: ela e as outras duas autoras do artigo deveriam ser assinantes da revista para essa publicação, e, claro, isso tem um custo: R$ 130,00. Cento e trinta! Fiquei pensando se já aconteceu de alguém enviar artigo e ele não ser aceito, afinal cenzinho é cenzinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em reclamar para a UFRGS que uma revista com seu logotipo fizesse esse tipo de coisa, mas a Universidade está em férias. Entrei em contato, então, com a Ouvidoria do Ministério da Ciência e Tecnologia, a fim de denunciar esse tipo de abuso num país e numa universidade que lutam pela inclusão acadêmica de negros e pobres. A resposta, conclusiva, me fez perceber que o Lattes realmente tem preço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prezado Marcelo,&lt;br /&gt;A cobrança para publicação de artigos é prática frequente na área internacional, inclusive porque alguns periódicos científicos são bancados pelos próprios autores. A informação, pelos custos que envolve, resulta cara. No Brasil, esta prática ainda não está amplamente disseminada mas já é praticada, principalmente na área médica.&lt;br /&gt;No caso específico, segundo sua informação, o pagamento não é propriamente pelo artigo, mas para que ela se torne sócia da revista. Sugerimos que consulte a política editorial do periódico, que deve estar impressa na própria revista ou no seu site. A política editorial informa quais são os critérios utilizados para seleção e publicação de artigos.&lt;br /&gt;Nada obstante, caso ela não concorde com o critério, pode submeter seu artigo a outros periódicos que não exijam contrapartida financeira. Seguramente na sua área de especialização existem vários em todo o Brasil.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Ouvidoria-Geral do MCT&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignado, entrei em contato com minha orientadora de graduação, uma professora muito amiga, Doutora em Comunicação. E aí a professora me lembrou de que quando terminou seu Doutorado, recebeu pelo menos cinco cartas a parabenizando e a convidando a publicar seu belíssimo trabalho em livro. Mas, é claro, um livro acadêmico é sempre importante e, afinal, sai caro um bom Lattes. Caro quanto? Cinco mil reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso concordar com essa lógica, e me surpreende que entidades como a UNE fiquem mais preocupadas com o preço da passagem de ônibus do que com esse tipo de descalabro. Não é novidade alguma que a seleção para os cursos de pós-graduação passam por critérios pessoais, políticos, nada objetivos, e no momento que se cria uma ferramenta para tornar a escolha um pouco mais democrática, admitiremos que essa ferramenta sirva para privilegiar os estudantes com mais poder aquisitivo? Sem demagogia, dessa forma algum pobre que entrou na universidade pelas cotas ou pelo Pró-Uni conseguirá ingressar em Mestrados e Doutorados a partir desse critério mercantilista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o caso é muito grave. São essas pessoas com Lattes recheados que irão lecionar nas universidades federais e particulares (e há aos borbotões), são elas que irão formar os futuros médicos, advogados, jornalistas, professores? E quais os valores que essa geração acadêmica tem a passar? O valor do "quanto mais, melhor", do "quem pode mais, chora menos"? E essa realidade, todos sabem, se reflete desde o Ensino Fundamental, onde as creches e escolas públicas são cada vez mais abandonadas e as particulares proliferam e profissionalizam-se. Mas aí já é assunto para outra crônica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, quero deixar aqui uma conta rápida ilustrando a grosso modo quanto custa rechear seu Lattes. Aqui não estou contando a vida escolar, apenas acadêmica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduação: 48 mensalidades de R$ 1000,00:&lt;br /&gt;R$ 48.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestrado: 24 mensalidades de R$ 1000,00:&lt;br /&gt;R$ 24.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutorado: 48 mensalidades de R$ 1000,00:&lt;br /&gt;R$ 48.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação em 1 evento nacional por ano (10 anos), com inscrição e passagem:&lt;br /&gt;R$ 10.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação em 4 eventos regionais por ano (10 anos), com inscrição de R$ 50,00:&lt;br /&gt;R$ 2.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagamento da "assinatura" de 3 revistas científicas da sua área por 10 anos:&lt;br /&gt;R$ 4.500,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicação de um livro com sua dissertação de mestrado e outro com a tese de doutorado:&lt;br /&gt;R$ 10.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação de um congresso no exterior, com possibilidade de ficar um mês na Universidade:&lt;br /&gt;R$ 3.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Total, sem levar em conta os juros: R$ 151.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da ópera: é mais fácil comprar um posto de gasolina do que rechear seu Lattes e dar aula numa boa Universidade Pública. E depois não querem que os professores torçam o nariz para os programas de inclusão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2749"&gt;Marcelo Spalding&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Porto Alegre, 5/3/2009&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_____________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem ainda outras possibilidades:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ser amante do chefe/ da chefe do departamento. Sexo também se troca por títulos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ser amiga/o ou torcedora do mesmo time, igreja, maçonaria. Afinidade também se troca por títulos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;blablabla....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-1900064030351245860?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/1900064030351245860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=1900064030351245860' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1900064030351245860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1900064030351245860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2009/03/quanto-custa-rechear-o-seu-curriculo.html' title='Quanto custa rechear o seu currículo lattes'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8885579757983722050</id><published>2009-02-12T16:33:00.000-04:00</published><updated>2009-02-12T16:34:00.443-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação filtrada à distância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Curso a distância em Divulgação Cientítica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;Universidade Gama Filho&lt;/strong&gt; oferece, a partir de &lt;strong&gt;abril&lt;/strong&gt;, o curso de especialização em &lt;strong&gt;DIVULGAÇÃO&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;CIENTÍFICA&lt;/strong&gt;, com carga horária: 340h a distância + 20h presenciais (em São Paulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com corpo docente altamente qualificado, a pós-graduação foi elaborada de forma a atender às necessidades de mercado, considerando os avanços tecnológicos tão marcantes em nossa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar por dentro do que se passa e, mais ainda, saber como divulgar descobertas, novas tecnologias e a ciência em si mesma são desafios dos profissionais atentos e engajados com os avanços em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma semi-presencial (apenas 20h presenciais), o curso possibilita a adesão de alunos em todo Brasil. Para se inscrever basta se conectar &lt;a href="http://www.posugf.com.br/site_2008/curso.php?ID_Curso=573"&gt;aqui,&lt;/a&gt; preencher a ficha e seguir os passos orientados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perca esta oportunidade de se informar e reciclar seus conhecimentos com que há de mais atualizado no campo da divulgação científica. Afinal, o século XXI é marcado pela tomada de consciência acerca de nossas atitudes e os reflexos delas para o planeta, para nós mesmos e para as próximas gerações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já dizia Albert Einstein "toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil - e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aguardamos você!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um abraço da equipe &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Disciplinas&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- História e filosofia da ciência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Introdução à divulgação científica&lt;br /&gt;História e filosofia da ciência&lt;br /&gt;Tópicos em ciência&lt;br /&gt;Metodologia da pesquisa&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Divulgação científica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;História e filosofia da divulgação científica&lt;br /&gt;Ética em divulgação científica&lt;br /&gt;Tópicos em divulgação científica&lt;br /&gt;Tecnologia da informação na divulgação científica&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Meios de divulgação científica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Documentação e informação em ciências&lt;br /&gt;Jornalismo científico&lt;br /&gt;Ferramentas virtuais: mídias&lt;br /&gt;Ferramentas virtuais: objetos de mídias&lt;br /&gt;Comunicação visual&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Práticas de divulgação científica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Escrita criativa&lt;br /&gt;Escrita crítica&lt;br /&gt;História em quadrinhos&lt;br /&gt;Fotografia digital&lt;br /&gt;Podcast e videocast&lt;br /&gt;Blogs&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Corpo Docente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Prof. Ms. André Paulo Corrêa de Carvalho&lt;br /&gt;Prof.ª Ms. Andréa Ramirez&lt;br /&gt;Prof. Ms. Anízio Viana da Silva&lt;br /&gt;Prof. Dr. Armando Luis Serra&lt;br /&gt;Prof. Ms. Carlos Aragão&lt;br /&gt;Prof.ª Dr.ª Cilene Victor&lt;br /&gt;Prof.ª Ms. Fernanda Ramirez&lt;br /&gt;Prof. José Alberto Lovetro (cartunista Jal)&lt;br /&gt;Prof. Dr. Jorge. Rodolfo Lima&lt;br /&gt;Prof. Dr. Laércio Elias Pereira&lt;br /&gt;Prof.ª Dr.ª Moema de Rezende Vergara&lt;br /&gt;Prof. Dr. Rodrigo Marchiori Liegel&lt;br /&gt;Prof.ª Ms. Silvia Araújo da Silva Hermida&lt;br /&gt;Prof.ª Esp. Solange Pereira Pinto&lt;br /&gt;Prof. Esp. Thiago Henrique Santos&lt;br /&gt;Prof. Esp. Thomas M. Simons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outros convidados.&lt;br /&gt;Obs.: Os professores são convidados e não têm vínculo com a Instituição, desenvolvendo temas de suas especialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Investimento &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Inscrição&lt;br /&gt;Até 20 dias antes do início do curso: R$ 90,00&lt;br /&gt;Até 07 dias antes do início do curso: R$ 120,00&lt;br /&gt;Matrícula: R$ 265,00&lt;br /&gt;Mensalidade: 18x R$ 265,00*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pagamento com desconto até um dia antes da data de vencimento, após permanecerá o valor sem desconto: R$ 275,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: O pagamento da matrícula será no 1º dia de aula e a 1º mensalidade, 30 dias após a matrícula. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Locais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SAO PAULO&lt;br /&gt;25/04/2009 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sábado e domingo, das 8 às 18h, uma vez ao mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8885579757983722050?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8885579757983722050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8885579757983722050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8885579757983722050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8885579757983722050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2009/02/curso-distancia-em-divulgacao.html' title='Curso a distância em Divulgação Cientítica'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7051681515634745830</id><published>2009-01-22T11:25:00.003-04:00</published><updated>2009-01-22T11:31:31.473-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;papers&quot; de mel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><title type='text'>Grey Literature - Revisores Ad Hoc</title><content type='html'>Aos que não sabem, estamos (eu e a Solange) elaborando um livro de Planejamento e Escrita Criativa do Trabalho Acadêmico. A pesquisa sobre Grey Literature na internet está me fazendo encontrar coisas interessantes. Ressalto aqui um trecho do artigo &lt;a href="http://www.ufcg.edu.br/prt_ufcg/assessoria_imprensa/mostra_noticia.php?codigo=3170"&gt;Deus e o Diabo no caminho de Woo Suk Hwang&lt;/a&gt; de Gilberto R. Cunha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(...) um trabalho numa revista científica passa por várias etapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa, depois do recebimento do artigo, com um editor designando os chamados revisores ad hoc, que são especialistas no assunto e analisam a adequação do tema para publicação, o ineditismo das informações, a metodologia empregada, a apresentação e a discussão dos resultados e a pertinência das conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que toda a analise se baseia em dados fornecidos pelos autores do estudo, o que possibilita a falsificação de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, a necessidade de revisão e avaliação crítica dos resultados de estudos apresentados para publicação em revistas especializadas é algo indiscutível na comunidade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As exceções não servem para generalizar um padrão de comportamento de cientistas (e de quem quer que seja) e nem podem definir a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de revisão pelos pares ("the peer review system") não pode ser visto como uma panacéia nem está imune a falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode ser observado em artigos que são publicados em renomadas revistas científicas e que, que, apesar de terem um título interessante, são pobremente escritos, sem qualquer desenvolvimento lógico, deixando mais questionamentos do que propriamente dando respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de particularidades como hipóteses mal formuladas ou pobremente testadas, quando não, ignorando (por má fé ou desconhecimento de causa) um pressuposto básico do método científico: a rejeição (nunca a aceitação) das hipóteses que estão sendo experimentalmente avaliadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as críticas ao sistema, destacam-se: o processo de escolha dos revisores, o tratamento dados aos trabalhos submetidos por cientistas renomados frente ao que é dispensado aos iniciantes, a lentidão do processo, a preocupação com a possibilidade de plágio de idéias pelos revisores, o favorecimento pelos revisores de manuscritos que estão de acordo com o seu pensamento, a falta de aceitação de idéias não ortodoxas, além da dificuldade de manutenção do anonimato dos autores e dos revisores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, apesar do exposto, ainda não se inventou um sistema melhor (ou mais confiável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação em revistas que mantém corpo editorial, são internacionalmente indexadas e praticam o "peer review system" é o diferencial de credibilidade das informações cientificas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, vem ganhando cada vez mais espaço (e importância também), especialmente após o advento da Internet (e suas múltiplias possibilidades de associar texto, som e imagens), o sistema conhecido por "Grey Literature".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na categoria de "grey literature", em formato eletrônico ou impresso, se enquadram publicações tipo "newsletters" (informativos), "reports", relatórios, anais de eventos, boletins, etc., produzidos tanto por entidades públicas quanto privadas (sem interesse comercial na área editorial, quase sempre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores da "grey literature" advogam vantagens como a rapidez de divulgação, a flexibilidade, o surgimento de novos espaços para conteúdos que não se enquadram (em tamanho e formato) nos sistema tradicional, a disseminação de informações para uma audiência maior, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaca-se, também, que esse tipo de literatura pode servir para ampliar a compreensão e a visão de determinados assuntos, subsidiando a produção de artigos que serão submetidos para publicação nos veículos convencionais da comunidade científica (nas mais diferentes áreas de interesse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "credibilidade" das informações disponíveis no sistema "grey literature", particularmente na Web, exige visão crítica do usuário (vale o mesmo para o "peer review system"; sem qualquer dúvida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se discute: existe espaço (e ambos são importantes) para "peer review system" e "gray literature", na área de divulgação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem vislumbre (o autor deste artigo está entre eles) que o espaço da "grey literature" tenderá a aumentar cada vez mais, pois, no mundo que vivemos, a necessidade de acesso rápido e sem burocracia, pela sociedade de maneira geral, a novas informações, deverá ser cada vez maior.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7051681515634745830?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7051681515634745830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7051681515634745830' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7051681515634745830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7051681515634745830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2009/01/grey-literature-revisores-ad-hoc.html' title='Grey Literature - Revisores Ad Hoc'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-5344151012080046220</id><published>2008-12-20T23:41:00.003-04:00</published><updated>2008-12-20T23:57:11.673-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queimando a língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Suruba acadêmica:</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;os números Mec, mercado universitário, alunos pífios e os vendedores de monografias&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL752612-5604,00-PUCRIO+CONTESTA+CRITERIOS+DE+RANKING+QUE+A+COLOCOU+ENTRE+AS+MELHORES+DO+PAI.html"&gt;por Margot Ortog*&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o Ministério da Educação (MEC) deveria se chamar: Mercado da Educação e Consultoria MEC LTDA. Primeiro porque está lotado de consultores criando produtos para manter a máquina inoperante e o Brasil cada vez mais burro, porém mais quantificado. Segundo porque tem muita gente lucrando com isso, como numa empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise no setor educacional não impressiona mais. Algumas faculdades estão falindo depois do levante desenfreado de novas empresas educacionais na década de 90. As grandonas comendo as pequenas, como na teoria darwiniana. Na lei mercadológica do século XXI, o dumping mensaleiro chega a ser engraçado com curso de graduação vendido por apenas R$ 199,00 mês ou menos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SU2-T38RixI/AAAAAAAAEIY/PbpSMhd-GE0/s1600-h/monografia.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282087186619009810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SU2-T38RixI/AAAAAAAAEIY/PbpSMhd-GE0/s400/monografia.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O querido MEC com sua exigência IGC (Índice Geral de Cursos ou custos?), também conhecida por "engessei", numérica: x doutores, y mestres, z cadeiras, coloca os mercadinhos educacionais em má situação. Eles contratam e demitem professores a cada visita dos avaliadores. Contratam antes de chegarem os prancheteiros e demitem após o certificado de avaliação emitido. Simples assim e normal em se tratando de mercado capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a falência múltipla do sistema é digna de eutanásia. Os alunos agonizantes comprando seus trabalhos acadêmicos ignoram que é possível fazer um projeto de mestrado em parcas horas e um relatório de bolsa de doutorado em poucos dias com todo o apoio do sistema educacional. Os alunos, em geral, ignoram que qualquer porcaria é suficiente. O problema é que nem a “porcaria arrumadinha” nossos alunos são capazes de produzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o que isso significa? Nossos estudantes escrevem e pensam mal demais. Demais demasiadamente demais! Se tivessem a verdadeira competência lingüística dita na LDB para o ensino fundamental e médio, o que vai bem além do certificado que eles já possuem, dariam conta de não ter medo de um trabalho bobo final de curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos alunos têm medo porque sabem o quanto são despreparados para o mundo dos livros. Eles sabem que deveriam ser técnicos de alguma coisa e não graduados em tal. Eles sabem que não gostam dos livros e que nem todo mundo tem mesmo a obrigação de gostar de ler e ser pesquisador. Nossos alunos sabem mais ainda: sabem que lhes é imposta à necessidade de um diploma de terceiro grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, os “enfermeiros salvadores” do MEC apontam seus dedos em direção àqueles que ajudam a morte digna da educação fraudulenta.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SU2-TwESLEI/AAAAAAAAEIQ/j0sq6sUewfc/s1600-h/charge_artista.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282087184505121858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 312px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SU2-TwESLEI/AAAAAAAAEIQ/j0sq6sUewfc/s400/charge_artista.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que mal há em vender trabalhos acadêmicos aos alunos que compram diplomas de nível superior? Se as faculdades demitem professores às vésperas das férias e os avaliadores do MEC brincam de fazer continhas dois pra lá três pra cá, o que resta aos professores além do lado fraco do sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os professores não agüentam mais a dança das cadeiras, a zombaria do salário baixo, a hipocrisia acadêmica, a falta de desejo do aluno em aprender, lhes resta ficar do lado oculto do sujeito, lhes resta a terceira pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, alguns professores definitivamente trocam suas vocações por outras mais rentáveis, como o padre Marcelo Rossi que abandonou o ofício docente pela benevolente igreja. Outros abrem faculdades e vão pro outro lado do trampo. Uns vão pro MEC sacanear o resto todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que vender diplomas não é ético, assim como dizem também que vender trabalhos acadêmicos não o é. Ocorre que os princípios que motivam uns e outros comportamentos humanos dependem também das normas e dos valores de uma determinada sociedade. E, a nossa, atualmente tem normas de quantidade e valores de mercado. Hoje se procura mão-de-obra diplomada e não mão-de-obra qualificada. Se a qualificação fosse o mais importante teríamos mais cursos técnicos e não essa corrida maluca pelo nível “superior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm profissionais por ai que não sabem nada, absolutamente nada, daquilo que aprenderam na faculdade e nem por isso estão desempregados ou empregados em suas profissões. Operadores de telemarketing são formados em qualquer coisa. Carimbadores do governo idem. Outro dia uma aluna bancária que terminou administração mal e porcamente revelou: “odeio estudar, mas o banco me obrigou senão não me promoveria”. Imagina que ótima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alunos péssimos, ruins e bons passam de ano do mesmo jeito, sabemos. Pegam seus diplomas e vão para suas promoções, aumentos salariais, disputas de vagas. Quem vence? Aquele que tiver melhor rede de relacionamentos. Aquele que tiver amigos melhor colocados em funções para indicar vagas; os de melhor “network” como prega o guru Max Gehringer. “Os mais talentosos nem sempre terão os melhores lugares, isso é ilusão”. É, talvez, uma forma de dissuadir os outros quanto à farsa propagada com roupagem de honestidade, mantida por todos que estão dentro do sistema para, inclusive, se autobeneficiarem do circo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa brincadeira de “educação de qualidade”, fingem donos de faculdades, consultores do MEC, professores, alunos. Talvez, só dois grupos não estejam fingindo: a população analfabeta que deseja entrar na escola imaginando melhoria de vida (até cair a ficha) e aqueles que vendem trabalhos acadêmicos nos murais institucionais (até baixar a polícia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta ética do mercado o que vale é o vale-tudo de pesos leves, médios e pesados, dependendo do sensu pleiteado, se lato ou stricto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos negar que a conduta humana tem se pautado no interesse do indivíduo e da sociedade. A sociedade finge que entra na escola para aprender e o sistema finge o restante. Só não finge quem anuncia “faço monografias e trabalhos acadêmicos”, pois este fará mesmo, basta pagar assim como já se paga pelo diploma. O único problema é que este mercado é negro, ainda que não mais que o outro já corrompido e legalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Margot Ortog é PHD em Administração e Educação Alternativa por Harvard está cansada da mediocridade disfarçada, e rentável para poucos, que se instalou no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-5344151012080046220?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/5344151012080046220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=5344151012080046220' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5344151012080046220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5344151012080046220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/12/suruba-acadmica.html' title='Suruba acadêmica:'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SU2-T38RixI/AAAAAAAAEIY/PbpSMhd-GE0/s72-c/monografia.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2542043637466110514</id><published>2008-11-24T15:15:00.002-04:00</published><updated>2008-11-24T15:20:57.046-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entre um cafezinho e outro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='método de borradocente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do professor'/><title type='text'>BRASIL: Fábrica de maus professores</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SSr-ZZ5XjGI/AAAAAAAAED8/rXG2RMFVoyc/s1600-h/eunice_foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272306026192276578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SSr-ZZ5XjGI/AAAAAAAAED8/rXG2RMFVoyc/s400/eunice_foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/261108/entrevista.shtml"&gt;Entrevista: Eunice Durham &lt;/a&gt;para Revista Veja (Edição 26 de novembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma das maiores especialistas em ensino superior  brasileiro, a antropóloga não tem dúvida: os cursos de pedagogia perpetuam o péssimo ensino nas escolas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Monica Weinberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;"Os cursos de pedagogia desprezam a prática da sala de aula e supervalorizam teorias supostamente mais nobres. Os alunos saem de lá sem saber ensinar" &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hoje há poucos estudiosos empenhados em produzir pesquisa de bom nível sobre a universidade brasileira. Entre eles, a antropóloga &lt;a href="http://www.usp.br/nupps/eunice.html"&gt;Eunice Durham&lt;/a&gt;, 75 anos, vinte dos quais dedicados ao tema, tem o mérito de tratar do assunto com rara objetividade. Seu trabalho representa um avanço, também, porque mostra, com clareza, como as universidades têm relação direta com a má qualidade do ensino oferecido nas escolas do país. Ela diz: "Os cursos de pedagogia são incapazes de formar bons professores". Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) no governo Fernando Henrique, Eunice é do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas, da Universidade de São Paulo – onde ingressou como professora há cinqüenta anos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sua pesquisa mostra que as faculdades de pedagogia estão na raiz do mau ensino nas escolas brasileiras. Como?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As faculdades de pedagogia formam professores incapazes de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria. Mais grave ainda, muitos desses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade. Chegam aos cursos de pedagogia com deficiências pedestres e saem de lá sem ter se livrado delas. Minha pesquisa aponta as causas. A primeira, sem dúvida, é a mentalidade da universidade, que supervaloriza a teoria e menospreza a prática. Segundo essa corrente acadêmica em vigor, o trabalho concreto em sala de aula é inferior a reflexões supostamente mais nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essa filosofia é assumida abertamente pelas faculdades de pedagogia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O objetivo declarado dos cursos é ensinar os candidatos a professor a aplicar conhecimentos filosóficos, antropológicos, históricos e econômicos à educação. Pretensão alheia às necessidades reais das escolas – e absurda diante de estudantes universitários tão pouco escolarizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que, exatamente, se ensina aos futuros professores?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fiz uma análise detalhada das diretrizes oficiais para os cursos de pedagogia. Ali é possível constatar, com números, o que já se observa na prática. Entre catorze artigos, catorze parágrafos e 38 incisos, apenas dois itens se referem ao trabalho do professor em sala de aula. Esse parece um assunto secundário, menos relevante do que a ideologia atrasada que domina as faculdades de pedagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como essa ideologia se manifesta?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por exemplo, na bibliografia adotada nesses cursos, circunscrita a autores da esquerda pedagógica. Eles confundem pensamento crítico com falar mal do governo ou do capitalismo. Não passam de manuais com uma visão simplificada, e por vezes preconceituosa, do mundo. O mesmo tom aparece nos programas dos cursos, que eu ajudo a analisar no Conselho Nacional de Educação. Perdi as contas de quantas vezes estive diante da palavra dialética, que, não há dúvida, a maioria das pessoas inclui sem saber do que se trata. Em vez de aprenderem a dar aula, os aspirantes a professor são expostos a uma coleção de jargões. Tudo precisa ser democrático, participativo, dialógico e, naturalmente, decidido em assembléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os efeitos disso na escola?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando chegam às escolas para ensinar, muitos dos novatos apenas repetem esses bordões. Eles não sabem nem como começar a executar suas tarefas mais básicas. A situação se agrava com o fato de os professores, de modo geral, não admitirem o óbvio: o ensino no Brasil é ainda tão ruim, em parte, porque eles próprios não estão preparados para desempenhar a função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que os professores são tão pouco autocríticos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eles são corporativistas ao extremo. Podem até estar cientes do baixo nível do ensino no país, mas costumam atribuir o fiasco a fatores externos, como o fato de o governo não lhes prover a formação necessária e de eles ganharem pouco. É um cenário preocupante. Os professores se eximem da culpa pelo mau ensino – e, conseqüentemente, da responsabilidade. Nos sindicatos, todo esse corporativismo se exacerba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como os sindicatos prejudicam a sala de aula?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Está suficientemente claro que a ação fundamental desses movimentos é garantir direitos corporativos, e não o bom ensino. Entenda-se por isso: lutar por greves, aumentos de salário e faltas ao trabalho sem nenhuma espécie de punição. O absenteísmo dos professores é, afinal, uma das pragas da escola pública brasileira. O índice de ausências é escandaloso. Um professor falta, em média, um mês de trabalho por ano e, o pior, não perde um centavo por isso. Cenário de atraso num país em que é urgente fazer a educação avançar. Combater o corporativismo dos professores e aprimorar os cursos de pedagogia, portanto, são duas medidas essenciais à melhora dos indicadores de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A senhora estende suas críticas ao restante da universidade pública?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há dois fenômenos distintos nas instituições públicas. O primeiro é o dos cursos de pós-graduação nas áreas de ciências exatas, que, embora ainda atrás daqueles oferecidos em países desenvolvidos, estão sendo capazes de fazer o que é esperado deles: absorver novos conhecimentos, conseguir aplicá-los e contribuir para sua evolução. Nessas áreas, começa a surgir uma relação mais estreita entre as universidades e o mercado de trabalho. Algo que, segundo já foi suficientemente mensurado, é necessário ao avanço de qualquer país. A outra realidade da universidade pública a que me refiro é a das ciências humanas. Área que hoje, no Brasil, está prejudicada pela ideologia e pelo excesso de críticas vazias. Nada disso contribui para elevar o nível da pesquisa acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um estudo da OCDE (organização que reúne os países mais industrializados) mostra que o custo de um universitário no Brasil está entre os mais altos do mundo – e o país responde por apenas 2% das citações nas melhores revistas científicas. Como a senhora explica essa ineficiência? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, poderíamos fazer o mesmo, ou mais, sem consumir tanto dinheiro do governo. O problema é que as universidades públicas brasileiras são pessimamente administradas. Sua versão de democracia, profundamente assembleísta, só ajuda a aumentar a burocracia e os gastos públicos. Essa é uma situação que piorou, sobretudo, no período de abertura política, na década de 80, quando, na universidade, democratização se tornou sinônimo de formação de conselhos e multiplicação de instâncias. Na prática, tantas são as alçadas e as exigências burocráticas que, parece inverossímil, um pesquisador com uma boa quantia de dinheiro na mão passa mais tempo envolvido com prestação de contas do que com sua investigação científica. Para agravar a situação, os maus profissionais não podem ser demitidos. Defino a universidade pública como a antítese de uma empresa bem montada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muita gente defende a expansão das universidades públicas. E a senhora?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sou contra. Nos países onde o ensino superior funciona, apenas um grupo reduzido de instituições concentra a maior parte da pesquisa acadêmica, e as demais miram, basicamente, os cursos de graduação. O Brasil, ao contrário, sempre volta à idéia de expandir esse modelo de universidade. É um erro. Estou convicta de que já temos faculdades públicas em número suficiente para atender aqueles alunos que podem de fato vir a se tornar Ph.Ds. ou profissionais altamente qualificados. Estes são, naturalmente, uma minoria. Isso não tem nada a ver com o fato de o Brasil ser uma nação em desenvolvimento. É exatamente assim nos outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As faculdades particulares são uma boa opção para os outros estudantes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Freqüentemente, não. Aqui vale a pena chamar a atenção para um ponto: os cursos técnicos de ensino superior, ainda desconhecidos da maioria dos brasileiros, formam gente mais capacitada para o mercado de trabalho do que uma faculdade particular de ensino ruim. Esses cursos são mais curtos e menos pretensiosos, mas conseguem algo que muita universidade não faz: preparar para o mercado de trabalho. É estranho como, no meio acadêmico, uma formação voltada para as necessidades das empresas ainda soa como pecado. As universidades dizem, sem nenhum constrangimento, preferir "formar cidadãos". Cabe perguntar: o que o cidadão vai fazer da vida se ele não puder se inserir no mercado de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos Estados Unidos, cerca de 60% dos alunos freqüentam essas escolas técnicas. No Brasil, são apenas 9%. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sempre houve preconceito no Brasil em relação a qualquer coisa que lembrasse o trabalho manual, caso desses cursos. Vejo, no entanto, uma melhora no conceito que se tem das escolas técnicas, o que se manifesta no aumento da procura. O fato concreto é que elas têm conseguido se adaptar às demandas reais da economia. Daí 95% das pessoas, em média, saírem formadas com emprego garantido. O mercado, afinal, não precisa apenas de pessoas pós-graduadas em letras que sejam peritas em crítica literária ou de estatísticos aptos a desenvolver grandes sistemas. É simples, mas só o Brasil, vítima de certa arrogância, parece ainda não ter entendido a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Faculdades particulares de baixa qualidade são, então, pura perda de tempo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Essas faculdades têm o foco nos estudantes menos escolarizados – daí serem tão ineficientes. O objetivo número 1 é manter o aluno pagante. Que ninguém espere entrar numa faculdade de mau ensino e concorrer a um bom emprego, porque o mercado brasileiro já sabe discernir as coisas. É notório que tais instituições formam os piores estudantes para se prestar às ocupações mais medíocres. Mas cabe observar que, mesmo mal formados, esses jovens levam vantagem sobre os outros que jamais pisaram numa universidade, ainda que tenham aprendido muito pouco em sala de aula. A lógica é típica de países em desenvolvimento, como o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que num país em desenvolvimento o diploma universitário, mesmo sendo de um curso ruim, tem tanto valor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, ao contrário do que ocorre em nações mais ricas, o diploma de ensino superior possui um valor independente da qualidade. Quem tem vale mais no mercado. É a realidade de um país onde a maioria dos jovens está ainda fora da universidade e o diploma ganha peso pela raridade. Numa seleção de emprego, entre dois candidatos parecidos, uma empresa vai dar preferência, naturalmente, ao que conseguiu chegar ao ensino superior. Mas é preciso que se repita: eles servirão a uma classe de empregos bem medíocres – jamais estarão na disputa pelas melhores vagas ofertadas no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A tendência é que o mercado se encarregue de eliminar as faculdades ruins?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A experiência mostra que, conforme a população se torna mais escolarizada e o mercado de trabalho mais exigente, as faculdades ruins passam a ser menos procuradas e uma parte delas acaba desaparecendo do mapa. Isso já foi comprovado num levantamento feito com base no antigo Provão. Ao jogar luz nas instituições que haviam acumulado notas vermelhas, o exame contribuiu decisivamente para o seu fracasso. O fato de o MEC intervir num curso que, testado mais de uma vez, não apresente sinais de melhora também é uma medida sensata. O mau ensino, afinal, é um grande desserviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A senhora fecharia as faculdades de pedagogia se pudesse?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Acho que elas precisam ser inteiramente reformuladas. Repensadas do zero mesmo. Não é preciso ir tão longe para entender por quê. Basta consultar os rankings internacionais de ensino. Neles, o Brasil chama atenção por uma razão para lá de negativa. Está sempre entre os piores países do mundo em educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2542043637466110514?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2542043637466110514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2542043637466110514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2542043637466110514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2542043637466110514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/11/brasil-fbrica-de-maus-professores.html' title='BRASIL: Fábrica de maus professores'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SSr-ZZ5XjGI/AAAAAAAAED8/rXG2RMFVoyc/s72-c/eunice_foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2193738310412411417</id><published>2008-11-23T22:23:00.004-04:00</published><updated>2008-11-23T22:34:21.388-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><title type='text'>O fim do mestrado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SSoSPuzRdyI/AAAAAAAAED0/oE1o4qJXy34/s1600-h/conheca03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272046375261009698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SSoSPuzRdyI/AAAAAAAAED0/oE1o4qJXy34/s400/conheca03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Finalmente o que eu penso aparece na voz de quem pode dizer e publicar. Pois, euzinha, pobrezinha, sem nome, sem doutorado, sem mestrado, sem mídia, não posso pensar, né? Afinal, não tenho "autoridade" para raciocinar. Além do mais, o meu nome nem aparece como citação no google scholar. Masssssssss ler eu ainda posso e colar também. Então, leia ai um artigo supimpa heheheh que saiu na &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2311200808.htm"&gt;Folha de São Paulo &lt;/a&gt;hoje.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;beijos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;soll&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;__________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;TENDÊNCIAS/DEBATES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por NAOMAR DE ALMEIDA FILHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Quais os antecedentes dessa invenção da burocracia acadêmica brasileira? A que fins serviu? Servirá no futuro?&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do mestrado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;...TAL COMO introduzido no Brasil, durante a ditadura militar, parece próximo.&lt;br /&gt;Na atualidade, praticamente todos os países com maior desenvolvimento econômico e social têm mestrado como formação profissional. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre nós, o grau universitário chamado mestrado foi instituído em 1965 pelo famoso Parecer Sucupira, que definiu diretrizes para a pós-graduação brasileira. Nesse contexto, o título foi criado como habilitação à docência em nível superior. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quarenta anos depois, tal definição só existe no Brasil e, em menor escala, em alguns países latino-americanos. Quais são os antecedentes dessa invenção da burocracia acadêmica brasileira? A que fins serviu? Servirá no futuro? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O termo "master", "meister" (daí o tratamento plebeu -"mister"- na língua inglesa), "maître", mestre, em português, tem raízes profissionais. Na Europa medieval, designava o artesão experiente que dominava seu ofício e, autorizado pelas corporações, estava apto a formar aprendizes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A universidade formava então apenas "doctors", senhores da "doctrina". Só na era moderna começou a titular profissionais. A Reforma Humboldt, instituidora da universidade de pesquisa em 1810, manteve o doutorado como láurea acadêmica maior. Mas acolheu o mestrado como grau acadêmico intermediário, em suplemento à láurea menor, o bacharelado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A partir do século 20, em toda a América do Norte e nos países da "commonwealth", o título de "master" tanto se refere à formação pré-doutoral quanto implica designação direta da área profissional. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O administrador recebe o título de MBA ["master of business administration"]; o pedagogo, M.Ed. ["master of education"]; o sanitarista, M.P.H. ["master of public health"]; o psicólogo, M.Psychol. ["master in psychology"]; e assim por diante. Exceções são algumas profissões que seguem o padrão da medicina, em que graduação [M.D. -"medical doctor"] é sempre doutorado. E, em muitas universidades, o curso de direito concede grau de J.D. ["juris doctor"]. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na tradição mediterrânea, raiz da universidade brasileira (através de Coimbra e depois pela influência da Sorbonne e das "écoles polytechniques"), o título mestre nunca foi utilizado. Preferia-se licenciado (modelo francês e espanhol) ou bacharel (modelo lusitano). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o Processo de Bolonha, a partir de 1999, unifica-se o mestrado como diploma do segundo ciclo na maioria das universidades européias. Em Portugal, Holanda e Suíça, por exemplo, médico é agora mestre em medicina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na França, Alemanha e Itália, cursos em complemento às láureas profissionais são igualmente referidos como mestrado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto de crescente internacionalização da universidade, vale a pena continuarmos sucupiranos? Faz sentido manter no Brasil uma exótica licenciatura para ensino superior chamada mestrado? Não seria interessante "masterizar" a formação profissional, com soluções criativas para impasses e limites dos modelos internacionais? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Respostas a essas questões podem ser dadas pelo Reuni, pelo menos no âmbito da rede federal de ensino superior. No plano nacional, a Andifes avança na construção do chamado "Reuni da pós", que deve contemplar ampliação maciça de vagas e propostas de reestruturação dos ciclos pós-profissionais. No plano local, várias universidades desenvolvem modelos de pós-graduação compatíveis internacionalmente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim é que vimos implantando na UFBA o modelo conhecido como Universidade Nova, que, além dos bacharelados interdisciplinares, prevê expansão dos mestrados profissionais (devidamente redesenhados) e equivalência entre essa modalidade e cursos de especialização. No marco legal superado da pós-graduação brasileira, mestres formados no exterior em graduação profissional têm sido oficialmente credenciados por colegiados e câmaras como docentes de nível superior. Haverá certamente reação às mudanças entre os que se beneficiaram do equívoco regulatório. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, para recriar a pós-graduação brasileira, contamos enfim com os órgãos normativos e de coordenação da educação superior. O Conselho Nacional de Educação poderia rever o Parecer Sucupira, e todo o marco legal derivado, à luz das mudanças em curso em praticamente todos os países do mundo desenvolvido. E a Capes, formada por representantes das comunidades acadêmicas, poderia elaborar diretrizes específicas para os mestrados profissionais, fomentando propostas capazes de tornar a universidade brasileira mais integrada às redes internacionais de produção e circulação de ciência, arte e cultura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;NAOMAR DE ALMEIDA FILHO , 56, doutor em epidemiologia, pesquisador do CNPq, é professor titular do Instituto de Saúde Coletiva e reitor da UFBA (Universidade Federal da Bahia). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2193738310412411417?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2193738310412411417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2193738310412411417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2193738310412411417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2193738310412411417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/11/o-fim-do-mestrado.html' title='O fim do mestrado...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SSoSPuzRdyI/AAAAAAAAED0/oE1o4qJXy34/s72-c/conheca03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7984472038874841027</id><published>2008-11-01T14:35:00.001-04:00</published><updated>2008-11-01T14:35:52.718-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><title type='text'>Cursos de comunicação, leitura, criatividade, escrita...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem nunca sentiu um friozinho no estômago ao ver uma folha em branco e ter literalmente "um branco"? E aquela dificuldade de ordenar as idéias para compor uma redação? Hum... Mas como fazer um resumo de um texto complicado? E se o problema for a diculdade de comunicação oral? Ah... Tem jeito? Tem sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadora em Comunicação e desenvolvimento humano, a professora e escritora Solange Pereira Pinto tem se dedicado a formular projetos que desenvolvam a capacidade comunicativa dos indivíduos. Elaborando aulas (que ela chama de encontros) personalizadas, Solange tem obtido sucesso com seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Creio que o mais importante hoje seja derrubar os mitos que envolvem a comunicação. Por exemplo, vivemos numa cultura que passa a idéia de que quem não estuda não é inteligente, capaz, ou, ainda, de que quem é intelectual sabe de tudo. E não são verdades... Estamos na sociedade dos 'títulos acadêmicos', dos papéis, das visões estereótipadas, principalmente em Brasília que é uma cidade burocrata. Vivemos em um tempo de celebridades, mitos, ídolos e quem está fora se sente menos. Temos que valorizar outros aspectos da vida. Temos que 'democratizar' a auto-estima coletiva, popular", analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu ateliê colorido e cheio de imagens para desvendar, se abre outro mundo para quem quer se autodesenvolver. Quem quiser conhecer melhor o trabalho dessa educadora é só entrar em contato pelo email &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:sollpp@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sollpp@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; ou visitar seu blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://atocomtexto.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://atocomtexto.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;Folder eletrônico, clique nele para ampliar a imagem:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SM3H3UJtTSI/AAAAAAAADm4/Nly9kCYnAYk/s1600-h/folder_eletronico_ATC_2008.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246068894072655138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SM3H3UJtTSI/AAAAAAAADm4/Nly9kCYnAYk/s400/folder_eletronico_ATC_2008.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7984472038874841027?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7984472038874841027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7984472038874841027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7984472038874841027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7984472038874841027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/11/cursos-de-comunicao-leitura.html' title='Cursos de comunicação, leitura, criatividade, escrita...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SM3H3UJtTSI/AAAAAAAADm4/Nly9kCYnAYk/s72-c/folder_eletronico_ATC_2008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3094162830806879551</id><published>2008-10-22T23:45:00.000-04:00</published><updated>2008-10-22T23:46:32.603-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sala dos capuccinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do professor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>Mestres viram doutores e acabam demitidos em universidades privadas</title><content type='html'>Eles perdem o cargo porque se tornam mais caros para as escolas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Félix escreve para o "Valor Econômico":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de mão-de-obra qualificada é uma das maiores ameaças ao&lt;br /&gt;crescimento econômico, segundo alguns economistas, empresas ou mesmo o&lt;br /&gt;governo. O país forma mais de 10 mil doutores por ano. No entanto,&lt;br /&gt;esta elite do meio acadêmico brasileiro, cada vez mais, encontra&lt;br /&gt;dificuldades para arranjar emprego, sobretudo nas universidades,&lt;br /&gt;responsáveis pela preparação de profissionais de ponta, supostamente,&lt;br /&gt;tão exigidos pelo mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema ocorre, de acordo com o Sindicato dos Docentes de&lt;br /&gt;Instituições de Ensino Superior (Andes), na rede privada, onde as&lt;br /&gt;demissões de professores com doutorado ou livre-docência, nos últimos&lt;br /&gt;cinco anos, são observadas com freqüência, logo após a obtenção do&lt;br /&gt;título acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando fui fazer a homologação da rescisão de meu contrato de&lt;br /&gt;trabalho no sindicato, tive uma surpresa: encontrei quatro outros&lt;br /&gt;professores de direito", relata José Cretella Neto, ex-docente da&lt;br /&gt;Universidade Paulista (Unip), a maior do país em número de alunos,&lt;br /&gt;demitido em 2004, meses depois de receber a livre-docência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dois desses colegas tinham obtido o doutorado na USP, como eu. Um&lt;br /&gt;outro, na Universidade Complutense de Madri, Espanha. Finalmente, o&lt;br /&gt;último, na Universidade de Nagoya, no Japão. Perguntei o porquê de&lt;br /&gt;estarmos sendo dispensados e todos me deram a mesma informação:&lt;br /&gt;redução de custos", conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, as universidades&lt;br /&gt;devem ter um terço do corpo docente formado por mestres ou doutores.&lt;br /&gt;Em geral, esses professores titulados recebem um percentual a mais por&lt;br /&gt;hora/aula. "Como a lei exige de forma vaga, as universidades privadas&lt;br /&gt;preferem ter um terço de mestres e nenhum doutor. Preferem também&lt;br /&gt;especialistas com cursos lato sensu", afirma Cretella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor, no entanto, faz questão de sublinhar que as universidades&lt;br /&gt;cumprem a lei, mas defende que a lei precisa mudar porque "a economia&lt;br /&gt;de custos das universidades para fazer frente à concorrência" está&lt;br /&gt;comprometendo a qualidade do ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é a realidade", afirma Hermes Ferreira Figueiredo, presidente do&lt;br /&gt;Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino&lt;br /&gt;Superior do Estado de São Paulo (Semesp) e proprietário da&lt;br /&gt;Universidade Cruzeiro do Sul. "Casos isolados podem dar a impressão de&lt;br /&gt;que há um movimento de demissão, mas isso não é uma rotina no setor",&lt;br /&gt;garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, o país está formando mais doutores, as universidades&lt;br /&gt;privadas estão empregando mais titulados, porém, a demanda continua&lt;br /&gt;inferior à oferta desta mão-de-obra. "O número de doutores depende do&lt;br /&gt;programa pedagógico de cada instituição, a universidade é como&lt;br /&gt;qualquer empresa, há uma avaliação de desempenho, não publicou durante&lt;br /&gt;o ano, será dispensado", diz Figueiredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Andes, Ciro Teixeira Correia, discorda: "A situação é&lt;br /&gt;séria e se dá pelo descontrole do governo sobre o setor privado,&lt;br /&gt;muitos professores estão escondendo o título de doutorado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com ele, a solução passa por adaptar o sistema privado às&lt;br /&gt;regras das universidades públicas, onde há o regime de dedicação&lt;br /&gt;exclusiva. "Isso faz toda a diferença na qualidade do ensino. O&lt;br /&gt;professor-horista não tem vínculo com a universidade, esta falta de&lt;br /&gt;comprometimento reduz a produção de pesquisa e sem ela o conhecimento&lt;br /&gt;não avança e o ensino fica pior", acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figueiredo rebate: "Uma universidade numa cidadezinha de Tiririca da&lt;br /&gt;Serra não tem condição de contratar um doutor por tempo integral para&lt;br /&gt;pesquisar e em nenhum lugar está escrito ou provado que um doutor é&lt;br /&gt;melhor professor do que um profissional com experiência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Figueiredo, o mercado de trabalho para doutores é "quase&lt;br /&gt;exclusivo" em universidades e, diante do aumento do número de&lt;br /&gt;titulados, está ocorrendo uma "pressão das corporações" pelo&lt;br /&gt;crescimento de vagas. Para ele, as demissões podem ocorrer por&lt;br /&gt;supressão de cursos, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente uma pesquisa detalhada poderia comprovar os motivos reais.&lt;br /&gt;Apesar de afirmar que as demissões têm pouca relação com os custos,&lt;br /&gt;Figueiredo reconhece que a exigência por mais professores titulados&lt;br /&gt;aumenta as despesas: "É fácil falar em ensino mais caro por uma&lt;br /&gt;mensalidade menor, mas esta equação não fecha". Se o motivo das&lt;br /&gt;demissões é de difícil aferição, as conseqüências já foram medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Índice Geral de Cursos, avaliação das instituições divulgada pelo&lt;br /&gt;Ministério da Educação no início do mês, apenas 4,9% das universidades&lt;br /&gt;privadas receberam notas máximas (4 ou 5), sendo que as maiores do&lt;br /&gt;país ficaram entre as 40 piores na lista de 173 avaliadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Valor consultou o site de várias universidades privadas e constatou&lt;br /&gt;que poucas atendem à portaria 2.864/2005, que obriga a divulgação&lt;br /&gt;nominal do corpo docente de cada curso, indicando a área de&lt;br /&gt;conhecimento, titulação, qualificação profissional e regime de&lt;br /&gt;trabalho (inciso IV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos sites está preocupada em convencer o potencial aluno de&lt;br /&gt;que as instituições oferecem qualificação profissional, ampliando as&lt;br /&gt;chances no mercado de trabalho e nenhuma delas informa o número de&lt;br /&gt;alunos por turma que, em muitos casos, passa de 100, obrigando o&lt;br /&gt;professor a dar aula com microfone como em cursinhos pré-vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto tudo decorre da falta de fiscalização por parte do governo",&lt;br /&gt;acusa Correia. É justamente essa promessa que faz o Ministério da&lt;br /&gt;Educação em resposta a onda de demissões de doutores: ampliar o cerco&lt;br /&gt;às instituições privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O secretário de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Motta, reconhece que o&lt;br /&gt;problema "é sério", mas acredita que será evitável à medida que os&lt;br /&gt;processos de regulação e supervisão tornem-se mais rigorosos, segundo&lt;br /&gt;ele, como tem sido a prática recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso, o próprio IGC. O índice contempla entre suas variáveis o&lt;br /&gt;corpo docente, quanto à titulação ("valorizando sobremaneira os&lt;br /&gt;doutores") e o regime de trabalho (identificando negativamente a&lt;br /&gt;presença excessiva de horistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como agora a divulgação será anual, Motta garante que a tendência será&lt;br /&gt;de queda na avaliação das instituições com baixo número de doutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem agir assim, demitindo seus doutores, será certamente&lt;br /&gt;identificado na avaliação institucional e será penalizado com a&lt;br /&gt;assinatura de um protocolo de compromisso, tal como expresso na Lei&lt;br /&gt;dos Sinaes", diz, referindo-se ao Sistema Nacional de Avaliação da&lt;br /&gt;Educação Superior, criado em 2004. Motta, porém, ressalta que não há&lt;br /&gt;uma regra universal que aponte que todos os professores devam ter&lt;br /&gt;dedicação exclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Senado Federal, um projeto-de-lei (PL) começou a tramitar, há um&lt;br /&gt;ano, para obrigar as universidades privadas a estabelecer um corpo&lt;br /&gt;docente formado de, pelo menos, 25% de doutores, 50% de mestres (ou&lt;br /&gt;doutores) e 40% de professores em regime de trabalho em tempo&lt;br /&gt;integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agilidade na tramitação e a aprovação do PL dependem, no entanto, da&lt;br /&gt;vontade do governo de defender a idéia, pois a relatoria estava com um&lt;br /&gt;senador do PT, Siba Machado, suplente da ex-ministra Marina Silva, que&lt;br /&gt;retornou ao cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A educação superior no Brasil tem dado passos gigantescos nos últimos&lt;br /&gt;anos. Mas são passos capengas", diz Arthur Virgilio Neto (PSDB-AM),&lt;br /&gt;autor do PL. "O número de cursos e alunos aumenta, mas a qualidade&lt;br /&gt;cai. Por que isso ocorre? Pela massificação desacompanhada de rigor na&lt;br /&gt;composição do corpo docente, o que repercute na tímida atuação das&lt;br /&gt;universidades brasileiras no campo das pesquisas. É isso que pretendo&lt;br /&gt;corrigir", justifica o senador. A idéia, porém, foi recebida com&lt;br /&gt;protestos pelas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo instituições que contratam um grande número de professores&lt;br /&gt;titulados, como as PUCs, reagiram à criação desta obrigatoriedade&lt;br /&gt;legal. Segundo o Andes, a concorrência no setor tem empurrado as&lt;br /&gt;universidades tradicionais a adaptarem-se às regras de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A aprovação desta lei seria descabida. Não é o Legislativo que deve&lt;br /&gt;dizer quantos doutores tem que ter uma universidade, que não é uma&lt;br /&gt;concessão pública, como os meios de comunicação, que não são obrigados&lt;br /&gt;a contratar só doutores em jornalismo", compara Figueiredo.&lt;br /&gt;(Valor Econômico, 19/9)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3094162830806879551?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3094162830806879551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3094162830806879551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3094162830806879551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3094162830806879551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/mestres-viram-doutores-e-acabam.html' title='Mestres viram doutores e acabam demitidos em universidades privadas'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8862016879234668900</id><published>2008-10-22T23:44:00.000-04:00</published><updated>2008-10-22T23:45:07.621-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><title type='text'>Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte IV</title><content type='html'>Efeitos e conseqüências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O problema é a insistência na produtividade, sem a menor preocupação com a recepção do trabalho. Perdeu-se o equilíbrio entre esses dois elementos - a produção e a recepção" (WATERS, 2006, p. 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos dessa "corrida maluca" pela produtividade são nefastos e influenciam o cotidiano acadêmico desde a graduação. Logo cedo, os graduandos aprendem a jogar o jogo e percebem a importância de "encostar" na pessoa certa, aquela que abrirá as portas para um possível mestrado.[14] Por experiência concluem que o mais importante não é necessariamente o projeto de pesquisa ou o saber, mas sim conquistar a "proteção" dos mais "produtivos", os que têm o Lattes mais extenso e que ocupam postos chaves no mundo acadêmico. Percebem que para se dar bem na carreira acadêmica precisam aceitar certas práticas e relações nem sempre justas e éticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clientelismo caminha de mãos dadas com a bajulação, a adaptação e a submissão acrítica à linha teórica e ideológica do "protetor". Em lugar de favorecer a autonomia do educando, investe-se na subordinação, na formação de séquitos e de discípulos dispostos a defender a verdade do mestre, mas incapazes de pensar pela própria cabeça. [15] E nem é preciso ser bom aluno no curso, basta apenas se dar bem com o professor "X", ainda que reprove ou se saia mal em outras disciplinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é também um jogo de mútuas vaidades. Os neófitos miram-se nos exemplos que têm diante de si, aprendem a serem servis e tornam-se catedráticos na arte da dissimulação. O servilismo tende a se aprofundar na medida em que aumenta a concorrência para ingressar na pós-graduação e é reproduzida nesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressionados pela exigência de mais e mais produtividade, os docentes reproduzem o servilismo na relação com os órgãos superiores. Mutilam-se para atender as normas e regras burocráticas decididas por um grupo seleto de indivíduos, os quais agem como deuses no olimpo e cujas suas decisões são imperativas e moldam a prática cotidiana da maioria. Esta se submete. A perda do senso crítico e submissão à ordem acadêmica talvez representem o efeito mais infausto e preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diretrizes emanadas dos órgãos superiores, e acatadas incondicionalmente no campus, favorecem o intelectual especialista. Valoriza-se o saber burocratizado, disciplinado, prisioneiro de fórmulas e padrões tidos como sinônimo do caráter científico. A forma passa a ser mais importante que o conteúdo. O discurso da transdisciplinaridade e multidisciplinaridade, tão em moda por certo período, não suplanta práticas fundadas na especialização. Os próprios critérios de avaliação desses organismos pressupõem consistência na área de pesquisa, ou seja, a constatação de que os pesquisadores se atêm aos mesmos "objetos", por anos, décadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao anuir com os critérios positivistas da medição matemática do saber, como se este pudesse ser verdadeiramente mensurado, numa clara rendição às áreas do conhecimento acadêmico que priorizam a quantificação e também aos princípios mercadológicos cada vez mais influentes no campus. Acentua-se o "produtivismo". Na medida em que se prioriza a quantidade, compromete-se a qualidade do que é publicado. Claro, há muitos interesses a defender e é melhor não colocá-los em risco. Prevalece a mentalidade burocrática e conformista. É como se dissessem implicitamente que devemos "provar que não somos mentes independentes, que nos submetemos às regras e aos objetivos da alta produtividade", escreve Lindsay Waters (Id., p. 87). A mediocridade caminha de mãos dadas com o conformismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é um ambiente acadêmico cada vez mais estressante e deprimente, povoado por indivíduos conformistas e apegados a interesses particulares e mesquinhos, fechados em feudos e lançados numa corrida desenfreada para conquistar posições, status e recursos materiais. O sonho dourado do sucesso, do reconhecimento dos pares, passa pela aceitação sem resistência ou questionamento da ideologia produtivista. A "Casa de Salomão" imaginada por Francis Bacon tem mais o aspecto de um imenso "cemitério dos vivos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se cerca de três décadas. Será que a situação denunciada por Maurício Tragtenberg foi superada?[16] Claro, as circunstâncias são outras, a sociedade e a universidade passaram por mutações. Parece-me, entretanto, que as observações de Maurício Tragtenberg permanecem atuais. Mesmo no nível puramente empírico é possível notar situações e atitudes que demonstram a permanência e intensificação dos aspectos que ele identificou como próprios da delinqüência acadêmica. Persistem práticas e atitudes delinqüente e com o agravante de que parecem naturalizadas e aceitas como necessárias e "normais". Perde-se a capacidade de escandalizar-se e encontram-se argumentos racionais para legitimá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil resistir à pressão pela adaptação. Vivemos a contradição da obediência à autoridade racional burocrática, às exigências inerentes à sobrevivência pessoal e acadêmica e, simultaneamente, a consciência da necessidade de negar e criticar o campo do qual somos partes. Eis o paradoxo do intelectual que, apesar de tudo, insiste em não se submeter. Nesses momentos, devemos nos mirar no exemplo de intelectuais como Tragtenberg, Bourdieu e Edward W. Said, entre outros, que mostraram a possibilidade de sobrevivermos sem fazer o sacrifício do espírito crítico e da liberdade, ainda que saibamos dos limites e dificuldades. Como escreveu Said (1993, p. 90):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em outras palavras, o intelectual propriamente dito não é um funcionário, nem um empregado inteiramente comprometido com os objetivos políticos de um governo, de uma grande corporação ou mesmo de uma associação de profissionais que compartilhem uma opinião comum. Em tais situações as tentações de bloquear o sentido moral, de pensar apenas do ponto de vista da especialização ou de reduzir o ceticismo em prol do conformismo são muito grandes para serem confiáveis. Muitos intelectuais sucumbem por completo a essas tentações e, até certo ponto, todos nós. Ninguém é totalmente auto-suficiente, nem mesmo o mais livre dos espíritos" (grifos nosso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exigência da adaptação é forte. Os inadaptados são vistos como um tipo em extinção. No reino do vale tudo na competição por prestígio e vantagens materiais e financeiras, a recusa só pode ser caracterizada como ingenuidade própria dos tolos. Não advogo o auto-isolamento ou uma atitude do tipo "ludista", mas sim a necessidade de manter a lucidez e usar os meios que a própria universidade oferece, e o nosso trabalho intelectual, para combater o poder e as ilusões dos conformistas. O sentido da vida, e do viver, é mais profundo do que as fúteis vaidades e sonhos consumistas que acalentamos. É preciso tirar o véu que encobre a realidade e resistir aos devaneios de uma existência vazia de significados. É possível ser e agir diferente; é necessário resistir aos "inimigos da esperança"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8862016879234668900?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8862016879234668900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8862016879234668900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8862016879234668900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8862016879234668900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/somos-todos-delinquentes-acadmicos_4480.html' title='Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte IV'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-1802975995153115487</id><published>2008-10-22T23:43:00.000-04:00</published><updated>2008-10-22T23:44:07.932-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><title type='text'>Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte III</title><content type='html'>A universidade pública é assediada permanentemente por práticas e ideologia mercantis. Tudo se torna mercadoria. A docência por vocação, o amor ao conhecimento e o desprendimento dá lugar ao interesse egoísta enquanto fator direcionador da práxis acadêmica.[11] Predomina a "caça ao tesouro" e deve-se afastar tudo o que atrapalha sua conquista. Os fins que deveriam pautar a ação política-pedagógica e crítica da universidade tornam-se meios para atingir os objetivos particulares e/ou setoriais. O discurso da "universidade pública" torna-se estratégia para efetivá-los. A universidade aparece, então, como um grande bolo em disputa constante entre os grupos que se organizam para abocanhar os melhores pedaços. Quem pode mais, come mais! Dessa forma, os cargos e controle de espaços são fundamentais, em especial aqueles que, por sua natureza, controlam outros cargos a serem preenchidos pelos amigos e pessoas de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a criação de departamentos, cuja necessidade é duvidosa, se insere nessa lógica. Cada departamento criado gera mais cargos e uma estrutura que consome recursos sociais. Se não houvesse os recursos injetados nesta estrutura, provavelmente nada funcionaria. Quem quer ser chefe, coordenador, diretor, pró-reitor, reitor, etc., sem ganhar nada mais do que o seu salário como servidor? Afinal, desempenham funções importantes e são eleitos para tal. O problema é que quem paga a conta não são eles nem seus eleitores, mas a sociedade. Os defensores da "universidade pública" precisam ser remunerados para defendê-la. Não se trata de culpabilizar, é apenas a lógica do sistema. O óleo que lubrifica suas engrenagens é a moeda, e também o status e as facilidades que se tem ao se ocupar determinadas funções. Você tem a opção de participar ou não, com o bônus ou o ônus inerente à sua decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na universidade pública cobram-se taxas explícitas e implícitas. Artifícios da norma legal são utilizados para manter cursos de pós-graduação. Tudo dentro da mais perfeita ordem! E quem será insano a ponto de questionar a legalidade de práticas presentes em setores hierarquicamente poderosos na estrutura universitária? Quem terá a ousadia de afirmar que o lícito não é necessariamente ético? No "cemitérios dos vivos" o questionamento dá lugar à vista grossa e à acomodação de interesses. E, afinal, na luta política é preciso manter as portas abertas para possíveis alianças à época das eleições internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ambiente, a crítica e a resistência são formas de adaptação. Os "heróis da resistência" podem até manter o discurso crítico e radical, mas terminam por se acomodarem e se conformarem. Os sinceros vivem entre a angústia da observância dos princípios éticos e a negação destes, impostas pelas necessidades práticas e imediatas. Como o Dr. Johannes Georg Faust, personagem da obra de Goethe, devem obedecer ao pacto feito com o demoniáco Mefistófeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o Lattes [12]&lt;br /&gt;Talvez o Lattes seja a melhor expressão do mercado acadêmico em que se tornou a universidade pública. O Lattes tornou-se uma espécie de instituição avalizadora do status acadêmico e foi praticamente sacralizado enquanto referência para decisões que podem afetar a vida docente e discente. Se você não tem Lattes, simplesmente não existe. E não adianta apenas tê-lo, é preciso atualizá-lo. O que está no Lattes é tomado como verdadeiro, e ponto! Não consta do Lattes, não existe![13] Eis como nos forçam à adaptação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é possível resistir. Há imperativos que não temos como fugir, mas também não precisamos vender a alma àquele cujo nome não deve ser pronunciado. Em outras palavras, nos limites estabelecidos ainda somos senhores das nossas ações. Publicar a qualquer preço, render-se ao "produtivismo" e utilizar-se do vale tudo para "enriquecer o Lattes", pode até gerar resultados que impressionem e nos deixem bem "qualificados" para disputar editais e outras coisas, mas certamente não é ético. A verdade é que as exigências éticas que fazemos aos outros (por exemplo, aos políticos) nem sempre são lembradas quando se trata dos nossos interesses particulares (ainda que travestidos de "interesse público"). Um dos maiores desafios que temos enquanto ser (es) humano (s) é conseguir manter a coerência entre o discurso e a prática. Nenhum de nós está livre de cair em contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os organismos financiadores e controladores ditam as regras e determinam o que é importante. Somos induzidos à adaptação acrítica, sem questionamento do como e de quem são os que decidem e direcionam os rumos do campo acadêmico. As práticas de mútuo favorecimento, clientelismo são fortalecidas pela necessidade de publicar, de somar pontos, "enriquecer o Lattes" e aumentar a "folha corrida". Estabelecem-se relações de conveniências, pactos de hipocrisias que resguardam interesses recíprocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão do Lattes influencia o mercado editorial acadêmico e até estimula plágios, comércio de trabalhos acadêmicos, etc. Hierarquiza-se a produção entre os que têm e os que não têm os recursos para financiar a publicação. Há até revistas que cobram para publicar e isto é visto por muitos como normal e natural. Se você tem money e pode pagar a edição do seu livro, não terá maiores dificuldades em conseguir a chancela de uma editora universitária ou mesmo privada. Há editoras cujo filão consiste basicamente em publicar textos acadêmicos, desde que os autores consigam financiamento. É capitalismo sem risco. Com injeção de dinheiro público, lucra-se antes e depois. E ainda garante-se a felicidade do autor e o seu Lattes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta realidade, por que não investir na própria publicação? Livros publicados pelo próprio autor não é quantificado como qualquer outro? Por que submeter-se ao mercado editorial se podemos organizar nossa própria editora e publicarmos? Cooperativas de autores não são novidades, como também não é nova a prática de cotizar-se para financiar a publicação. Em determinadas circunstâncias até pode ser considerado desejável. O problema é quando o objetivo deixa de ser divulgar textos, idéias e trabalhos que não têm espaço no mercado editorial universitário e nas editoras privadas e passa a ser simplesmente "fazer o Lattes", "somar pontos", ser produtivo e ganhar a concorrência dos editais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que não têm como financiar seus trabalhos resta trilhar a via sacra e esperar até que, se tiver sorte, surja a oportunidade. Em tese, poderá publicar numa editora acadêmica, mas deve ter a paciência para esperar os trâmites burocráticos, os quais podem demorar meses e anos. Há a chance de ver seu livro publicado e deve agradecer aos céus por isso, mas será bem mais rápido e fácil se tiver o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão pela publicação tem o efeito "positivo" de estimular a criatividade e "solidariedade" entre os indivíduos. Organizamo-nos para publicar uma obra, pois sabemos o quanto isso é importante para o coletivo. Pode ocorrer que o coletivo seja prejudicado devido à baixa produtividade dos docentes, com o risco de não ter recursos necessários para os projetos, que a pós-graduação seja inviabilizada e que os alunos não tenham a chance de aprovar seus projetos de pesquisa. Nosso Lattes precisa ser "enriquecido" em prol da coletividade; precisamos mostrar produtividade. Organizemos, então, uma obra com artigos de todos - não importa sobre o quê, nem se será lido. Melhor ainda se tivermos verba para publicar e garantir a chancela da editora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-1802975995153115487?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/1802975995153115487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=1802975995153115487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1802975995153115487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1802975995153115487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/somos-todos-delinquentes-acadmicos_2824.html' title='Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte III'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3409921490861918469</id><published>2008-10-22T23:42:00.000-04:00</published><updated>2008-10-22T23:43:12.980-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><title type='text'>Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte II</title><content type='html'>Entre a resistência e a adaptação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mesmo os intelectuais que são membros vitalícios de uma sociedade podem, por assim dizer, ser divididos em conformados e inconformados. De um lado, há os que pertencem plenamente à sociedade tal como ela é, que crescem nela sem um sentimento esmagador de discordância ou incongruência e que podem ser chamados de consonantes: os que sempre dizem "sim"; e, de outro, os dissonantes, indivíduos em conflito com sua sociedade e, em conseqüência, inconformados e exilados no que se refere aos privilégios, ao poder e às honrarias. O modelo do percurso do intelectual inconformado é mais bem exemplificado na condição de exilado, no fato de nunca se encontrar plenamente adaptado, sentindo-se sempre fora do mundo familiar e da ladainha dos nativos, por assim dizer, predisposto a evitar e até mesmo a ver com maus olhos as armadilhas da acomodação e do bem-estar nacional. Para o intelectual, o exílio nesse sentido metafísico é o desassossego, o movimento, a condição de estar sempre irrequieto e causar inquietação nos outros" (SAID, 2005, p.60, grifos nosso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modus vivendi do homo academicus pressiona constantemente para a adaptação. Ainda que tenha consciência crítica do campo acadêmico, são várias as armadilhas presentes no cotidiano. Na verdade, as exigências administrativas, burocráticas e acadêmicas impõem práticas e discursos legitimadores que nos cercam por todos os lados. Estamos sujeitos à lógica da concorrência: somos assalariados, submetidos a regras e normas burocráticas que regem o nosso dia-a-dia. Se, por exemplo, queremos passar de um nível para outro na escala da carreira, devemos apresentar a produção no período e somar o número de pontos exigidos. Se menosprezarmos esse procedimento, teremos prejuízos financeiros acumulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de "pontuar" transforma a vida acadêmica numa espécie de contabilidade, na qual tudo o que fazemos é quantificado. Portanto, torna-se mais importante somar pontos do que a atividade em si. Publicar um artigo passa a ser muito mais uma necessidade administrativa, na medida em que vale "x" pontos para subir na carreira. A produtividade pressupõe quantidade. Assim, não importa se tem qualidade, a tiragem e onde foi publicado, menos ainda se será lido, mas sim se quem publicou tem os requisitos exigidos para que seja pontuado.[7] Este tipo de pressão favorece práticas nada condizentes com o que se espera de um ponto de vista ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como salienta Waters (2006, p.12), "há um elo causal entre a demanda corporativa pelo aumento da produtividade e o esvaziamento, em todas as publicações, de qualquer significação que não seja gerar números". A linha de montagem fordista-taylorista acadêmica produz coisas sem sentido, cujo principal objetivo é simplesmente atender à demanda por mais e mais "artigos", "livros", etc., dos organismos governamentais e privados que injetam dinheiro nas artérias da universidade. A ânsia por se agraciado pela oferta do "deus Estado" ou o "deus mercado", contribui para a cultura produtivista. Nestas circunstâncias, "o produto é tudo que conta, não sua recepção, não o uso humano. Isso é produção apenas com o valor de um fim em si mesmo e praticamente mais nenhum outro" (Id., p. 42).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão é ainda maior quando se tem em vista as exigências dos órgãos superiores em relação à pós-graduação. Aqui, trata-se da própria sobrevivência dos programas e do status proporcionado pelos vínculos aos mesmos. A necessidade de publicar e de apresentar produtividade, a qualquer preço, é ainda maior. Não é por acaso que nas ciências humanas adota-se uma prática muito comum em outras áreas, a qual consiste em aparecer como co-autor nos artigos dos orientandos. Muitas vezes, a co-autoria não se justifica e uma simples nota de agradecimento no rodapé faria justiça ao orientador, mas isso não conta ponto.[8] Em nome da sobrevivência do programa, e das necessidades docentes, entra-se no reino do vale tudo. Se, por exemplo, reprovar um pós-graduando pode prejudicar a avaliação do programa, então devemos aprová-lo, ainda que nada o justifique. Se você deseja participar tem que jogar o jogo, aceitar as regras e exigências. Há a opção de não participar, mas esta acarreta ônus (como não ter qualquer possibilidade de influência sobre as decisões e na escolha dos candidatos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as áreas, a influência dos organismos superiores é determinante. Se você quer ter a mínima chance de ser agraciado com recursos, vencer um edital, etc., deve se submeter. E não basta ser submisso, tem que provar que está à altura do seu gesto, isto é, deve se enquadrar e corresponder às exigências de produtividade. O critério é mercadológico: ganha quem "produziu" mais, não importa a qualidade do que foi "produzido". A injeção de recursos público e privado, num montante talvez sem precedentes, acirra a pressão para que os concorrentes se "qualifiquem" para conquistá-los. Criam-se diferenciações internas, hierarquias mantidas por recursos externos. Os que agraciados terão melhores condições para incorporar alunos a seus projetos e de influenciá-los. Poderão manter a clientela e o fato de terem conquistado esta posição fortalece o status de vencedores. Não faltarão "mariposas" a rondar a luz que irradiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crítico, se alguém ousar fazer esse papel, corre o risco de ser tachado de invejoso e ressentido, sem que se atente para o simples fato de que não aceitou jogar o jogo[9], isto é, fazer parte da concorrência. No mercado universitário, quem não se adapta está condenado a viver apenas do seu próprio salário e a não ter recursos, ainda que tenha projetos merecedores. Claro, a culpa é dele próprio. Os editais e as oportunidades são para todos e ninguém é culpado por ele não disputar. Se não está apto para a concorrência, problema dele. Será lembrado quando se tratar de atividades que não têm remuneração extra. E se alguém lhe oferece algo que envolva ganho extra e ele recusa em nome de princípios, será, na hipótese condescendente, considerado ingênuo ou chamado ironicamente de "franciscano" dos tempos modernos. Deve ser algum problema psicológico que a filosofia tomista explica, ou simplesmente bobeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais as relações na universidade são intermediadas pelas leis do mercado. Os projetos para os pobres, movimentos sociais, etc., tornam-se formas de ganhar dinheiro. Os governos, estadual e federal, injetam recursos que geram resultados duvidosos e paliativos para os que, em tese, são os destinatários. É preciso conhecer o "caminho das pedras", saber onde estão e disputar as verbas (é preciso até mesmo reuniões que orientem, em nome da "competência" e "excelência" da instituição).[10] "Ser solidário", "cumprir uma função social", "engajar-se", virou meio de vida (e com a aura de "militância intelectual").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura universitária é irrigada com uma fonte que também representa renda extra. Isso é feito de maneira legal, com a aprovação e complacência dos departamentos e outros níveis decisórios no campus. Estabelece-se o pacto, tácito ou explícito, pelo qual "A"  não cria problemas para a aprovação do projeto de "B" e vice-versa. E não importa como são articulados e manipulados os procedimentos para sua aprovação. Estamos no reino do vale tudo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3409921490861918469?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3409921490861918469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3409921490861918469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3409921490861918469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3409921490861918469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/somos-todos-delinquentes-acadmicos_22.html' title='Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte II'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3456930238358788086</id><published>2008-10-22T23:37:00.000-04:00</published><updated>2008-10-22T23:41:58.644-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><title type='text'>Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte I</title><content type='html'>Somos todos delinqüentes acadêmicos?&lt;br /&gt;Antonio Ozaí da Silva*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu falei&lt;br /&gt;O que ninguém ouvia?&lt;br /&gt;Será que eu escutei&lt;br /&gt;O que ninguém dizia?&lt;br /&gt;Eu não vou me adaptar&lt;br /&gt;Me adaptar...&lt;br /&gt;(Titãs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como foi que chegamos a departamentos cheios de acadêmicos infantilizados?"&lt;br /&gt;"A sabedoria de hoje diz: não formule grandes questões; não pergunte por que as coisas são como são"&lt;br /&gt;"Gente demais acredita hoje que o trabalho intelectual diz respeito apenas a postos e promoções"&lt;br /&gt;"Enquanto aceitarmos esse sistema, permaneceremos dentro da baleia"[1]&lt;br /&gt;(Lindsay Waters, 2006, p.36, 53, 81 e 83&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de alerta!&lt;br /&gt;Ao contrário do que poderíamos imaginar, o homo academicus é muito suscetível à crítica. No ambiente universitário ardem as chamas das doutas vaidades e a racionalidade dita científica mascara sentimentos mesquinhos. Entre nós, os intelectuais, o narcisismo tende a ser acentuado e talvez isto contribua para compreendermos os melindres observáveis em nosso meio. Vaidade das vaidades![2]&lt;br /&gt;A necessidade de distinção[3] não algo restrito ao egocentrismo individual, mas uma necessidade inerente ao campo acadêmico. [4] Não se trata, portanto, de identificar e condenar os pecadores, mas de analisar os pecados - e todos estamos sujeitos a cometê-los. Estas reflexões, bem claro, não se dirigem nem é uma peça acusatória a qualquer indivíduo em especial. Se a carapuça servir e encontre quem a vista, a culpa não é minha. O objeto, contudo, é o campo acadêmico; o objetivo é analisá-lo numa perspectiva crítica, com a esperança de contribuir para a auto-análise coletiva.&lt;br /&gt;Maurício Tragtenberg&lt;br /&gt;Em 1978, no I Seminário de Educação Brasileira, realizado em Campinas (SP), Maurício Tragtenberg falou sobre a "delinqüência acadêmica". O jornalista Laerte Ziggiati registrou:&lt;br /&gt;"Porém, no meio de muita discussão teórica, houve um momento em que grande parte do público presente explodiu em aplausos. Foi quando encerrou sua comunicação o professor Maurício Tragtenberg, da Faculdade de Educação da Unicamp e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV). Maurício Tragtenberg, com sua longa experiência, rasgou o verbo e com grande coragem deu um retrato fiel e ao mesmo tempo sombrio da situação crítica da Universidade brasileira." [5]&lt;br /&gt;Tragtenberg, então, chamava a atenção de que a universidade não é neutra, mas sim uma instituição que expressa interesses e as contradições inerentes à sociedade. A universidade, porém, tende a obscurecer esse caráter pela afirmação da ideologia de um saber aparentemente neutro, que seria "objetivo" e "científico" e estaria acima dos antagonismos sociais. [6] Ele enfatiza o caráter classista da universidade. O saber legitimado no campus não é um saber ingênuo, desprovido da influência das relações de poder. Sua estrutura burocrática e autoritária fortalece a ordem e o poder, influencia o corpo docente e discente e é referência para a práxis no campus. Tanto professores quanto alunos reproduzem-na cotidianamente, dentro e fora da sala de aula.&lt;br /&gt;Na universidade predomina o especialista. Ela produz uma espécie de taylorismo intelectual, com a divisão do conhecimento em disciplinas estanques e a instrumentalização do saber aplicado a fins empresariais e militares. Dessa forma, a universidade submeteu-se à racionalidade capitalista, transformando-se numa instituição tecnocrática. Sua função é formar os que contribuirão para a manutenção da ordem, fundada no despotismo nos locais de trabalho e no controle político e social abrangendo toda a sociedade. Seus institutos de pesquisa,&lt;br /&gt;"cria[m] aqueles que deformam os dados econômicos em detrimento dos assalariados; nas suas escolas de direito, forma[m] os aplicadores de legislação de exceção; nas escolas de medicina, aqueles que irão convertê-la numa medicina do capital ou utilizá-la repressivamente contra os deserdados do sistema. Em suma, trata-se de um "complô de bela almas" recheadas de títulos acadêmicos, de doutorismo substituindo o bacharelismo, de uma nova pedantocracia, da produção de um saber a serviço do poder, seja ele de que espécie for" (TRAGTENBERG, 1990, p.11).&lt;br /&gt;A universidade reproduz os valores predominantes na sociedade pela seleção e transmissão de conhecimentos legitimados institucionalmente; sua estrutura e pedagogia burocrática contribuem para a formação de indivíduos submissos, servis e desprendidos de qualquer preocupação de crítica social - mesmo nos chamados "cursos críticos". Em suma, a universidade tende a se desincumbir de qualquer função crítica. Tragtenberg, com ironia, argumenta que quem deseje levar a sério o lema kantiano "Ouse conhecer", terá que realizá-lo fora do campus: "Se os estudantes procuram conhecer os espíritos audazes de nossa época, é fora da universidade que irão encontrá-los" (Id., p. 13).&lt;br /&gt;Estamos, assim, diante de uma universidade que produz intelectuais sem compromisso ético e social; intelectuais desresponsabilizados diante da realidade social que os cerca, cuja vinculação com o mundo real se dá pelos interesses econômicos e políticos individuais e corporativos. São especialistas voltados para os seus respectivos "feudos", à cata de financiamentos e recursos materiais que lhes proporcionem status, conforto e as condições para uma boa vida. Não importam as fontes dos recursos e nem as finalidades sociais do conhecimento produzido, mas sim conseguí-los. Muitas vezes, tais práticas são encobertas pela retórica do "público". "Em nome do "serviço à comunidade", a intelectualidade se tornou cúmplice do genocídio, espionagem, engano e todo tipo de corrupção dominante, quando domina a "razão de Estado" em detrimento do povo", enfatizou Tragtenberg. (Id., p.14-15).&lt;br /&gt;Na disputa dos interesses individuais e corporativos, camuflados sob o discurso da "universidade pública", "interesse público", "bem-comum", etc., os fins justificam os meios. Prevalece "a política de "panelas acadêmicas" de corredor universitário e a publicação a qualquer preço de um texto qualquer", os quais "se constituem no metro para medir o sucesso universitário". Neste universo, "a maioria dos congressos acadêmicos serve de "mercado humano", onde entram em contato pessoas e cargos acadêmicos a serem preenchidos, parecidos aos encontros entre gerentes de hotel, em que se trocam informações sobre inovações técnicas, revê-se velhos amigos e se estabelecem contatos comerciais" (Id., p. 15). Eis a delinqüência acadêmica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3456930238358788086?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3456930238358788086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3456930238358788086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3456930238358788086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3456930238358788086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/somos-todos-delinquentes-acadmicos.html' title='Somos todos delinquentes acadêmicos? - parte I'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6165129166699949733</id><published>2008-10-22T23:36:00.001-04:00</published><updated>2008-10-22T23:37:47.352-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='método de borradocente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grãoduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torrados e moídos'/><title type='text'>É faculdade mas parece colégio</title><content type='html'>Isto é  - 13/8/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaturidade emocional e despreparado intelectual dos alunos fazem as&lt;br /&gt;universidades se comportarem como escolas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade, notas, faltas e trabalhos são vigiados pelos pais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alunos chegam atrasados, conversam durante a aula e colam na prova.&lt;br /&gt;Educadores, por sua vez, distribuem advertências, expulsam de classe,&lt;br /&gt;ligam para os familiares e agendam reuniões de pais e mestres. Há&lt;br /&gt;cinco anos, relações nesse nível, envolvendo professores, estudantes e&lt;br /&gt;seus respectivos responsáveis, eram exclusividade do ensino médio.&lt;br /&gt;Hoje, no entanto, esse é o tom em muitas faculdades privadas Brasil&lt;br /&gt;afora. E não é apenas a falta de preparo emocional que leva o clima de&lt;br /&gt;colegial para os corredores da faculdade. Os calouros chegam com&lt;br /&gt;déficit de aprendizado e várias instituições têm oferecido disciplinas&lt;br /&gt;como português, matemática e informática com conteúdo do ensino médio.&lt;br /&gt;Situações como essas mostram que a universidade está deixando de&lt;br /&gt;trazer consigo a simbologia de rito de passagem da adolescência para a&lt;br /&gt;vida adulta e se transformando numa continuação do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Percebemos que os alunos chegam cada vez mais jovens, imaturos e com&lt;br /&gt;problemas de formação básica", atesta a professora Vera Lúcia&lt;br /&gt;Stivaletti, pró-reitora de graduação da Universidade Metodista de São&lt;br /&gt;Paulo. Com a chegada desse "novo jovem", a educadora adaptou a&lt;br /&gt;instituição. Desde 2007 ela recebe pais para visitas guiadas ao campus&lt;br /&gt;e oferece aulas de português, matemática, informática e biologia. A&lt;br /&gt;resposta tem sido positiva. "Quando minha mãe veio para a reunião,&lt;br /&gt;meus colegas disseram que eu deveria ficar com vergonha. Mas eu acho&lt;br /&gt;legal", confessa Gabriela Schiovan, 17 anos, aluna de psicologia. Sua&lt;br /&gt;mãe, Sandra, 47, monitora as notas da filha. "É preciso complementar a&lt;br /&gt;faculdade", considera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BÊ-Á-BÁ Curso superior ensina aluno a ler, escrever e fazer contas&lt;br /&gt;Em instituições como a Escola Superior de Propaganda e Marketing&lt;br /&gt;(ESPM), em São Paulo, a participação paterna é incentivada antes mesmo&lt;br /&gt;do vestibular. Há seis anos ela organiza o "ESPM Experience", um dia&lt;br /&gt;voltado para o debate de cursos e mercado de trabalho. "Depois que os&lt;br /&gt;alunos são aprovados, organizamos reuniões com os pais e professores",&lt;br /&gt;diz Alexandre Gracioso, diretor nacional de graduação da ESPM. Lá e na&lt;br /&gt;Fundação Educacional Inaciana, em São Bernardo (SP), os pais são&lt;br /&gt;bem-vindos inclusive no dia do vestibular. Enquanto os alunos fazem a&lt;br /&gt;prova, eles vivenciam uma "inclusão acadêmica", com visita monitorada,&lt;br /&gt;palestras sobre o curso, carreira e mercado de trabalho. "Tentamos&lt;br /&gt;mostrar que aqui tratamos o aluno como um futuro profissional", diz&lt;br /&gt;Rivana Marino, vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias. Mas&lt;br /&gt;essa participação tem limites. "Muitos pais ligam para saber de notas,&lt;br /&gt;mas acho isso prejudicial para os filhos", diz Gracioso, da ESPM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que lidam com a imaturidade emocional, as universidades&lt;br /&gt;enfrentam o problema do despreparo intelectual. Grande parte dos&lt;br /&gt;alunos de primeiro ano chega ao ensino superior sem condições de&lt;br /&gt;aprender as novas disciplinas. O problema atinge principalmente jovens&lt;br /&gt;vindos de escolas públicas que vão para faculdades privadas&lt;br /&gt;inauguradas na última década. De 1997 a 2003, o ensino superior&lt;br /&gt;privado no País viveu um boom. Nesse período, o total de novos alunos&lt;br /&gt;cresceu 150% - de 392 mil para 1 milhão. Migraram para essas novas&lt;br /&gt;instituições jovens que não pontuavam em universidades públicas ou&lt;br /&gt;particulares de tradição. A solução foi criar, em caráter obrigatório&lt;br /&gt;e extracurricular, aulas com conteúdo de ensino médio. Na prática,&lt;br /&gt;transferiuse para o curso superior o problema da péssima formação do&lt;br /&gt;aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Faculdade Alfacastelo, em São Paulo, abriu as portas em 2000 e há&lt;br /&gt;três anos dá aulas de nivelamento, como é chamado esse reforço.&lt;br /&gt;Durante o primeiro ano, os calouros chegam 50 minutos antes para&lt;br /&gt;aprender gramática, interpretação de texto e matemática. "Vejo&lt;br /&gt;problemas básicos, como alunos que não sabem regra de três", diz Celso&lt;br /&gt;Britto, diretor institucional. O Centro Universitário Celso Lisboa, no&lt;br /&gt;Rio, também investe no resgate de disciplinas do ensino médio. Segundo&lt;br /&gt;Bruno Corrêa, coordenador de vestibular, as aulas, que ocorrem desde o&lt;br /&gt;início de 2007, reduziram o índice de trancamento dos cursos. "As&lt;br /&gt;desistências atingiam 30% das matrículas do primeiro para o segundo&lt;br /&gt;período", conta. O secretário de Educação Superior do Ministério da&lt;br /&gt;Educação, Ronaldo Mota, reconhece a má qualidade do ensino no País e&lt;br /&gt;apóia essas iniciativas. "Sei de casos em que o déficit de ensino foi&lt;br /&gt;superado", afirma. Vale lembrar: oferecer aulas de nivelamento (ou&lt;br /&gt;adaptação pedagógica) conta pontos para as instituições que as&lt;br /&gt;oferecem em avaliações do Ministério da Educação e Cultura (MEC).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6165129166699949733?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6165129166699949733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6165129166699949733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6165129166699949733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6165129166699949733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/faculdade-mas-parece-colgio.html' title='É faculdade mas parece colégio'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8637874747701362023</id><published>2008-10-22T23:34:00.001-04:00</published><updated>2008-10-22T23:35:57.514-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o pó da hora-aula'/><title type='text'>O piso salarial dos professores</title><content type='html'>Editorial - O Estado de S. Paulo  - 8/8/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão de Estados e municípios contra a lei que instituiu o piso&lt;br /&gt;salarial nacional de R$ 950 para o magistério público surtiu efeito.&lt;br /&gt;Apesar de a ter sancionado há três semanas, o presidente Lula decidiu&lt;br /&gt;solicitar à Advocacia-Geral da União um parecer sobre sua&lt;br /&gt;constitucionalidade. Na realidade, o órgão fora ouvido quando o&lt;br /&gt;projeto subiu para sanção presidencial, mas essa foi a brecha jurídica&lt;br /&gt;encontrada pelo Palácio do Planalto para ganhar tempo e tentar fechar&lt;br /&gt;um acordo com os governadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piso salarial unificado para os professores da rede pública de&lt;br /&gt;ensino básico é uma antiga reivindicação da categoria. Em 1994,&lt;br /&gt;chegou-se a firmar um acordo com o governo do então presidente Itamar&lt;br /&gt;Franco - que, no entanto, não foi implementado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida sempre contou com o endosso dos especialistas em pedagogia e&lt;br /&gt;a nova tentativa de convertê-la em lei surgiu em 2007, por iniciativa&lt;br /&gt;do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), com apoio do ministro da&lt;br /&gt;Educação, Fernando Haddad. A lei aprovada pelo Senado, na última&lt;br /&gt;sessão antes do recesso de julho, determinou que os R$ 950 comecem a&lt;br /&gt;ser pagos gradativamente a partir de 2009 e concedeu aos Estados e&lt;br /&gt;municípios o prazo de três anos para a aplicação integral do piso, que&lt;br /&gt;será corrigido anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao&lt;br /&gt;Consumidor (INPC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, durante sua tramitação no Congresso, o projeto&lt;br /&gt;sofreu várias alterações, por pressões corporativas de entidades de&lt;br /&gt;trabalhadores do setor educacional. Uma das emendas impôs o pagamento&lt;br /&gt;dos R$ 950 a todos os professores aposentados - uma medida onerosa,&lt;br /&gt;que carece de qualquer justificativa pedagógica. Outra, estabeleceu&lt;br /&gt;que 33% da jornada de trabalho de 40 horas semanais dos professores&lt;br /&gt;sejam reservadas para atividades extraclasse, como planejamento e&lt;br /&gt;preparação de aulas. Hoje, esse porcentual oscila entre 20% e 25%.&lt;br /&gt;Além disso, o projeto excluiu do cálculo do piso salarial unificado as&lt;br /&gt;gratificações funcionais do professorado, como qüinqüênios e sexta&lt;br /&gt;parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram essas alterações que levaram prefeitos e governadores a declarar&lt;br /&gt;guerra contra a lei. Eles alegam que a imposição de 33% da jornada de&lt;br /&gt;trabalho para atividades extraclasse os obrigará a contratar grande&lt;br /&gt;número de professores. No Rio Grande do Sul, seriam necessários 27,4&lt;br /&gt;mil docentes, além dos 83 mil em atividade. São Paulo, que já tem 243&lt;br /&gt;mil professores, teria de contratar outros 80 mil. E Minas, com 160&lt;br /&gt;mil professores, teria de contratar mais 16 mil. A estimativa do&lt;br /&gt;Conselho Nacional de Secretários da Educação, com base em dados de 14&lt;br /&gt;Estados, é de que a cada quatro docentes será preciso contratar um&lt;br /&gt;novo, inflando a folha de pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a entidade, essa medida, conjugada com a extensão do piso&lt;br /&gt;nacional a aposentados e pensionistas, levará os Estados a&lt;br /&gt;ultrapassarem o teto de gastos com pessoal fixado pela Lei de&lt;br /&gt;Responsabilidade Fiscal, que limita em 49% da receita corrente líquida&lt;br /&gt;estadual a despesa total com funcionários do Poder Executivo. Com a&lt;br /&gt;nova lei, os gastos de alguns Estados com a folha de pagamento do&lt;br /&gt;magistério, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, podem crescer até&lt;br /&gt;50%. Em 2007, pelo menos oito Estados - Acre, Alagoas, Goiás, Minas,&lt;br /&gt;Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte - encerraram o exercício&lt;br /&gt;fiscal com despesas de pessoal próximas do limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governadores também criticam a obrigatoriedade de reajuste anual do&lt;br /&gt;piso, alegando que a imposição da medida por lei federal é uma&lt;br /&gt;ingerência indevida da União nas relações contratuais de cada Estado&lt;br /&gt;com o magistério. E reclamam da utilização do INPC como indexador,&lt;br /&gt;pois esse indicador poderá produzir desequilíbrios orçamentários, se a&lt;br /&gt;inflação crescer mais do que a receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar derrubar a lei, alguns governadores ameaçaram recorrer ao&lt;br /&gt;STF, enquanto outros levaram suas queixas diretamente ao Palácio do&lt;br /&gt;Planalto. Diante de tanta pressão, Lula mostrou que aceitará uma&lt;br /&gt;negociação. A idéia é conceder o piso só aos docentes ativos e revogar&lt;br /&gt;as medidas que inflam a folha de pagamento sem melhorar a qualidade de&lt;br /&gt;ensino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8637874747701362023?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8637874747701362023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8637874747701362023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8637874747701362023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8637874747701362023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/o-piso-salarial-dos-professores.html' title='O piso salarial dos professores'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7562576499654114379</id><published>2008-10-22T23:31:00.000-04:00</published><updated>2008-10-22T23:34:09.474-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Avaliação não é ameaça</title><content type='html'>"A escola que fazia o estudante aprender para passar nas provas agora&lt;br /&gt;ensina para ela mesma ser aprovada"&lt;br /&gt;Luis Carlos de Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provas devem servir para acompanhar o processo de aprendizagem do&lt;br /&gt;aluno, e nunca ser temidas como sentenças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgamentos e estimativas são sempre necessários. Um simples olhar&lt;br /&gt;avalia uma vaga de estacionamento ou a deselegância de um gesto. Uma&lt;br /&gt;rápida operação mede a pressão arterial ou verifica o saldo bancário.&lt;br /&gt;Somente a análise complexa, no entanto, diagnostica um paciente ou uma&lt;br /&gt;grande organização. Avaliações educacionais, por sua vez, verificam&lt;br /&gt;habilidades de alunos e o desempenho de redes escolares. Os objetivos,&lt;br /&gt;nesse caso, são tão diferentes quanto os de exames médicos que&lt;br /&gt;orientam tratamentos ou de provas para certificar profissionais e&lt;br /&gt;classificar serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As avaliações mais importantes são as que orientam o ensino,&lt;br /&gt;integradas ao processo de aprendizagem, e não simples provas&lt;br /&gt;periódicas. Ao propor uma gincana em que as crianças escrevam bilhetes&lt;br /&gt;anônimos e numerados, com instruções para ações dos colegas, a&lt;br /&gt;professora que acaba de assumir uma turma desenvolve uma boa&lt;br /&gt;socialização enquanto verifica as competências de ler e escrever de&lt;br /&gt;cada um. Atividades desse tipo, da Educação Infantil ao Ensino Médio,&lt;br /&gt;revelam mais do que provas. Porém, o uso delas é tão raro quanto o de&lt;br /&gt;diagnósticos iniciais. O resultado disso é que, às vezes, expectativas&lt;br /&gt;de aprendizagem equivocadas somente são percebidas quando já é tarde&lt;br /&gt;demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as turmas são grandes, em vez de levar pilhas de trabalhos para&lt;br /&gt;corrigir (e às pressas, pois a vida é curta), é melhor o professor&lt;br /&gt;instruir os estudantes para que se auto-avaliem em atividades de&lt;br /&gt;classe ou de casa. Sabendo contornar possíveis limitações, a escola&lt;br /&gt;pode orientar as famílias para se tornarem parceiras no processo,&lt;br /&gt;mostrando os objetivos das etapas do ensino e o que será verificado em&lt;br /&gt;provas parciais. As finais ganham a função de confirmar e certificar o&lt;br /&gt;trabalho, mas insucessos põem em questão a própria escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade da Educação deve ser aferida, e as provas gerais têm esse&lt;br /&gt;papel, nem sempre bem interpretado. Classificar escolas lembra "coisa&lt;br /&gt;de mercado" e, como provocação, eu diria que a escola que fazia o&lt;br /&gt;estudante aprender só para tirar boas notas nas provas - como alguém&lt;br /&gt;que cuida da saúde só para passar no exame médico - agora também&lt;br /&gt;ensina para ela mesma ser aprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliações como a Prova Brasil permitem planejar o aperfeiçoamento de&lt;br /&gt;escolas e redes. Já o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, foi&lt;br /&gt;concebido para que cada jovem, ao fim da Educação Básica, possa&lt;br /&gt;mostrar as competências adquiridas para se expressar, compreender,&lt;br /&gt;intervir, argumentar e propor, mas também pode servir para apontar a&lt;br /&gt;uma escola como está o desempenho médio dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a esses exames orientar, e nunca "carimbar" uma instituição - e é&lt;br /&gt;bom evitar comparações absolutas entre escolas e professores atuando&lt;br /&gt;em situações diversas. A sociedade e o Estado precisam saber que quem&lt;br /&gt;trabalha em condições difíceis e com público carente está na&lt;br /&gt;trincheira da eqüidade social e do desenvolvimento, sendo assim a&lt;br /&gt;vanguarda - não a retaguarda da Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, em quaisquer circunstâncias, avaliações são meio ou&lt;br /&gt;confirmação de nosso trabalho, nunca sua razão de ser. Assim, devem&lt;br /&gt;ser vistas como recursos para aprender e ensinar melhor, nunca temidas&lt;br /&gt;como sentenças, nem pelo aluno nem por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Carlos de Menezes&lt;br /&gt;Físico e educador da Universidade de São Paulo, sabe que a avaliação é&lt;br /&gt;um recurso insubstituível do professor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7562576499654114379?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7562576499654114379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7562576499654114379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7562576499654114379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7562576499654114379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/avaliao-no-ameaa.html' title='Avaliação não é ameaça'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6093023323264845582</id><published>2008-10-21T15:19:00.002-04:00</published><updated>2008-10-21T15:22:14.877-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adoçando a coisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Assim caminha a educação...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SP4rygJ2QOI/AAAAAAAAD8M/SGK6UxAUGqQ/s1600-h/matematica-full.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259689561440010466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SP4rygJ2QOI/AAAAAAAAD8M/SGK6UxAUGqQ/s400/matematica-full.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Relato de uma Professora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que estou contando isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ensino de matemática em 1950:&lt;br /&gt;Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ensino de matemática em 1970:&lt;br /&gt;Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.&lt;br /&gt;Qual é o lucro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ensino de matemática em 1980:&lt;br /&gt;Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ensino de matemática em 1990:&lt;br /&gt;Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:&lt;br /&gt;( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Ensino de matemática em 2000:&lt;br /&gt;Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?&lt;br /&gt;( )SIM ( ) NÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Ensino de matemática nos dias atuais:&lt;br /&gt;Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.&lt;br /&gt;( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6093023323264845582?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6093023323264845582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6093023323264845582' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6093023323264845582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6093023323264845582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/assim-caminha-educao.html' title='Assim caminha a educação...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SP4rygJ2QOI/AAAAAAAAD8M/SGK6UxAUGqQ/s72-c/matematica-full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8661319498665849372</id><published>2008-10-15T11:28:00.004-04:00</published><updated>2008-10-15T11:32:10.666-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Ensinar e aprender...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Demais não é o suficiente:&lt;br /&gt;a arte do essencial&lt;br /&gt;Por uma aprendizagem integral&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arte e texto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Solange Pereira Pinto&lt;br /&gt;Brasília, 30 de junho de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A pós-modernidade é conhecida pelo consumo, pela superficialidade, pela rapidez, pelo “descartável”. É, sem dúvida, uma época marcada pelos excessos. Muitas plásticas, muita obesidade, muita informação, muito trabalho, muito estresse, muitos acessos... Mas como pode uma civilização, como a atual, marcada por tão elevadas quantidades carecer? Podemos indagar: como perceber que o “demais” nem sempre é o suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUvrzEWI/AAAAAAAAD7c/ijwvGhX7JJA/s1600-h/2008_criancas2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257402066027090274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUvrzEWI/AAAAAAAAD7c/ijwvGhX7JJA/s400/2008_criancas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A humanidade ao longo de sua existência tem passado por auges e declínios dos povos, hoje chamados de nações, bem como tem se questionado sobre os motivos pelos quais ora se está em um patamar, ora em outro. Por outro lado, individualmente, interroga-se como encontrar respostas para os sofrimentos e as necessidades. As soluções, nem sempre fáceis de alcançar, em geral, reúnem alguns traços que podem ser comuns àqueles que se superaram, sejam como coletividade ou como cidadãos. Percebe-se que, nos vários tipos de conquistas que se deram, destacam-se: a inteligência, a consciência, o conhecimento e o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perscruta-se que foi necessário ao homem libertar sua inteligência, esforçar-se e buscar o conhecimento para que pudesse ascender graus evolutivos. O pensamento, a ética, a moral, os valores, os princípios, a cultura, o desenvolvimento humano são frutos de seres que se esmeraram, e se esmeram, em manter livre o uso da razão e da consciência para darem a si e aos semelhantes condições dignas para traçar um destino nobre, espiritualmente elevado, favorável ao crescimento e à aprendizagem consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao se ler os jornais e as revistas, ao se ouvir os noticiários da TV e do rádio, as pessoas se deparam com números e atrás deles cegamente correm; sejam eles os números da balança a indicar uns quilos a mais, sejam os números da conta bancária a refletir um gasto extra, sejam os números da última estatística educacional a mostrar a quantidade de escolas com notas superiores ou inferiores ao que se deve ser, ou outra quantidade qualquer. Vão dessa forma se tornando pesos mortos, massas de manobras, com pouca, ou quase nenhuma, atuação sociopolítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envoltas em números, muitas almas são sufocadas e se sentem perdidas nesse mar informacional, que deveria mais servir ao despertar e menos ao aprisionamento dos indivíduos no calabouço da ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUK8cgzI/AAAAAAAAD7M/iLhqHg_YLdY/s1600-h/2008_criancas1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257402056164803378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUK8cgzI/AAAAAAAAD7M/iLhqHg_YLdY/s400/2008_criancas1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Todavia, há solução e se faz premente apresentá-la. Seria tal como apontar saída de emergência em um cinema lotado em caso de incêndio. Lá estão as pessoas vidradas em mais uma cena de aventura e a fumaça lhes corre pelo nariz, e, ainda assim, não a percebem. A porta que se abre não apenas as livra do sufoco; ela as liberta para o ar puro. É necessário que se encontre um rumo, além de que se adentre a sabedoria. Mas como fazê-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcendendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento que adquirimos no mundo deve servir para alcançar a sabedoria e promover transformação. É pelo internalizado “saber” que o homem aperfeiçoar-se-á atuando com percepção moral e juízo elevado de valor. E, ao se desenvolver, com senso crítico, será exemplo inspirador de outros que assim busquem com vontade sobreviver às penúrias que devem suportar na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo estudo, pela leitura, pela palavra, pela escrita, pela educação dirigida que os seres humanos devem se orientar – não somente para aprender a satisfazer às necessidades da vida, mas, também, para resolver o que a vida lhes apresentar – visando atingir uma meta que lhes conduza ao caminho dessa tal Sabedoria .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa virtude tão requisitada e enigmática é deveras uma arte. Bem assim o são os atos de ensinar e aprender. Só se pode ensinar o que se sabe, não é óbvio? Ocorre que, ensinar, no sentido daquilo que transcende e modifica em prol da sabedoria, envolve meandros poucos discutidos pelo senso comum. Ensinar enseja observação, assimilação verdadeira, exemplo, escuta, consciência, humildade, generosidade. É um ato de iluminação real, ilustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de aprender está do mesmo lado da moeda, ainda que aparentemente oposto, expressando as capacidades de bondade, elevação, caráter e vocação, dentre outras características, as quais somos capazes de estabelecer num plano que a natureza prima pelo aperfeiçoamento e evolução espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas inquietudes e necessidades do que se chama “espiritual” se manifestam. Os livros vêm e vão na tentativa de encontrar as chaves libertadoras das saídas. Em consonância, ensinar exige sabedoria, paciência, abnegação, novamente vocação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte, é pelo autoconhecimento, é pelo adentrar em umbrais da vida e das próprias sombras, é pelo movimento de auto-superação, é pelo descobrimento consciente dos agentes causais, é pelo entendimento das nuanças da alma, é pela transcendência da esfera comum, é pela &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUecFxRI/AAAAAAAAD7U/w9oUwSq_-Tw/s1600-h/2008_criancas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257402061397804306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUecFxRI/AAAAAAAAD7U/w9oUwSq_-Tw/s400/2008_criancas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;consciência de si e do outro, é pelo conhecimento da mecânica do pensamento, é pela evolução consciente, é pelo discernimento, enfim é pela arte de aprender e pela arte de ensinar por “todo” que o nosso espírito se tempera e segue um novo e elevado destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é pelo essencial que o homem deve se guiar, pois muitas vezes há demais e não é suficiente. É preciso propagar a vontade de aprender. Ou, de outra maneira, haverá muita gente sufocada de “informações”, entretanto carente de conhecimento, porque é por meio da capacidade de estudo estimulado e consciente que se engrandecem os seres e se transformam as civilizações. É mediante a superação intrínseca que nos tornamos mais aptos a chegar ao pensamento supremo que encarna a vida universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, vale ressaltar que “a arte de ensinar encontra sua máxima expressão na alma daqueles cuja vontade de aprender se faz possível. Assim como o bem que recebem e os saberes com os quais se instruem se completam e efetivam a realidade para o seu aperfeiçoamento integral”. É na busca incessante do essencial que se desperta para a consciência, e estando sempre alerta que: demais nem sempre é suficiente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8661319498665849372?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8661319498665849372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8661319498665849372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8661319498665849372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8661319498665849372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/10/ensinar-e-aprender.html' title='Ensinar e aprender...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUvrzEWI/AAAAAAAAD7c/ijwvGhX7JJA/s72-c/2008_criancas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-560072725768780510</id><published>2008-09-22T14:17:00.006-04:00</published><updated>2008-09-22T16:37:04.672-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grãoduação'/><title type='text'>Deu na Veja, só falta dar no ensino...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;a href="http://solangepereirapinto.blogspot.com/"&gt;Solange Pereira Pinto&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para grande parte da população urbana, domingo é dia de igreja, Veja, TV e futebol, não necessariamente nesta ordem. Ontem (21/09/2008), junto às notícias da crise americana, veio na revista uma matéria especial sobre o instigante escritor Machado de Assis que não freqüentou universidade, mas é ícone da nossa literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a Veja é a revista semanal mais lida no Brasil. É falada e comentada, quase como centro do universo, nas escolas do país, principalmente faculdades. É tida como um meio de comunicação para se ler antes de fazer provas de concurso na área de conhecimentos gerais (!?). Ou seja, a Veja é para a maioria dos brasileiros “letrados” a maior fonte de informações.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNgBBYWpWOI/AAAAAAAADrA/qRQEQVeHLWg/s1600-h/capa380.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248946488929245410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNgBBYWpWOI/AAAAAAAADrA/qRQEQVeHLWg/s400/capa380.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Então, quando eu li na Veja o texto “Quem entendeu a nova avaliação do ensino?”, pensei: finalmente alguém para falar diretamente dos insumos e outras quantidades absurdas que têm virado moda por aqui. Cláudio Moura e Castro foi no x (certo da questão) e apropriadamente mostrou como índices podem não fazer qualquer sentido, principalmente quando se fala em educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certa altura ele disse: “finalmente, há o terceiro elemento, o Índice de Insumos. Trata-se de uma lista de descrições do processo de ensino, incluindo o número de doutores, docentes em tempo integral e outros. Pensemos no famoso Guia Michelin, que dá estrelas aos restaurantes franceses. O visitador vai anônimo ao restaurante e atribui estrelas se a comida e o ambiente forem muito bons. Jamais ocorreria pôr ou tirar estrelas por conta da marca do fogão, dos horários dos cozinheiros ou do número de livros de culinária disponíveis. Depois que a comida foi provada, nada disso interessa - exceto para algum consultor da área. Para escolher um restaurante, só interessam as estrelas, refletindo a qualidade da sua mesa. A avaliação da excelência de um curso é como as estrelas do Michelin. Para o público, conhecidos os resultados, os meios ou processos se tornam irrelevantes. Se o aluno aprendeu, não interessa como nem com quem - a não ser aos especialistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer mais nada... Agora me resta a esperança... Se deu na Veja, ainda que em apenas um artigo (muito bom por sinal), que dê agora também na cabeça dos brasileiros a reflexão: nem todo número informa, esclarece ou representa de fato a realidade. Qualidade não é quantidade. Veja abaixo o artigo comentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quem entendeu a nova avaliação do ensino?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Louvemos a coragem do MEC de gerar e divulgar avaliações. Mas parece inapropriado entregar ao público uma medida tão confusa"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um médico que ficasse sabendo que seu paciente tem 88 batidas cardíacas por minuto, 39 graus de febre e um índice de 380 de colesterol teria os elementos iniciais para fazer um diagnóstico. Imaginemos agora que somássemos esses três índices e mostrássemos apenas o total. Seria um número sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tal espécie de soma que o MEC acaba de fazer, com o seu novo indicador de qualidade dos cursos superiores, o&lt;strong&gt; Conceito Preliminar de Avaliação&lt;/strong&gt;. Ao somar três indicadores, deixa o público igualzinho ao médico do parágrafo acima. Pior, junta conceitos individualmente pouco conhecidos. Como o professor Simon Schwartzman havia partido antes na empreitada de entender essa química, juntei-me a ele na preparação do presente ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro número levantado pelo MEC é baseado em prova aplicada a uma amostra de alunos de cada curso. É o Enade (a nova versão do Provão), que mede quanto os alunos sabem ao se formar. É um conceito tão simples e poderoso quanto o resultado de um jogo de futebol. Só que não podemos comparar profissões, como faz o MEC, pois a dificuldade das provas não é a mesma. Se o Grêmio ganhou do Cruzeiro, isso não significa que é melhor do que o Real Madrid que perdeu do Chelsea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, o MEC introduziu um complicador. Soma aos resultados da prova aplicada aos formandos a nota dos calouros na mesma prova. Ou seja, premia o curso superior que atrai os melhores alunos (a maioria deles oriunda de escolas médias privadas). Portanto, soma a contribuição do curso superior à do médio. Em uma pesquisa de que participei, 80% do resultado do Provão se devia à qualidade dos alunos aprovados no vestibular. Assim sendo, ele favorece as universidades públicas, pois sendo gratuitas atraem os melhores candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ingrediente do teste é o &lt;strong&gt;Índice de Diferença de Desempenho (IDD).&lt;/strong&gt; O Enade mostra quais cursos produzem os melhores alunos. Contudo, um desempenho excelente pode resultar apenas de haver recebido alunos mais bem preparados. Em contraste, o IDD mede a contribuição líquida do curso superior. A idéia é boa. Em termos simplificados, calouros e formandos fazem a mesma prova. Subtraindo das notas dos formandos a nota dos calouros, captura-se o conhecimento que o curso "adicionou" aos alunos. Portanto, mede a capacidade do curso para puxar os alunos para cima, ainda que não consigam atingir níveis altos. É o que faltava na avaliação. Exemplo: na Farmácia temos uma escola com 5 no Enade e 2 no IDD. Temos outra com 2 no Enade e 5 no IDD. Embora a média seja a mesma, esconde mundos diferentes. A primeira forma os melhores profissionais, porque recruta bem, mas ensina pouco. A segunda produz alunos medíocres, mas oferece muito a eles. Cada indicador tem seu uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, há o terceiro elemento, &lt;strong&gt;o Índice de Insumos.&lt;/strong&gt; Trata-se de uma lista de descrições do processo de ensino, incluindo o número de doutores, docentes em tempo integral e outros. Pensemos no famoso Guia Michelin, que dá estrelas aos restaurantes franceses. O&lt;strong&gt; visitador vai anônimo ao restaurante e atribui estrelas se a comida e o ambiente forem muito bons. Jamais ocorreria pôr ou tirar estrelas por conta da marca do fogão, dos horários dos cozinheiros ou do número de livros de culinária disponíveis. Depois que a comida foi provada, nada disso interessa - exceto para algum consultor da área.&lt;/strong&gt; Para escolher um restaurante, só interessam as estrelas, refletindo a qualidade da sua mesa. A avaliação da excelência de um curso é como as estrelas do Michelin. Para o público, conhecidos os resultados, os meios ou processos se tornam irrelevantes. Se o aluno aprendeu, não interessa como nem com quem - a não ser aos especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas há outras tolices. Um curso de filosofia em que todos os professores são doutores em tempo integral pode ser ótimo. Mas seria medíocre um curso de engenharia, arquitetura ou direito em que isso acontecesse, pois as profissões estariam sendo ensinadas por quem não as pratica. Esse curso ganha pontos pelo perfil dos docentes, justamente quando deveria perdê-los.&lt;/strong&gt; Há outros desacertos técnicos que não cabe aqui comentar. Mas, como dito, a falha mais lastimável é a decisão de somar três indicadores que mal sabemos como interpretar individualmente. Louvemos a coragem do MEC de gerar e divulgar avaliações. Mas nos parece inapropriado entregar ao público uma medida tão confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio de Moura Castro é economista (&lt;a href="mailto:claudio&amp;amp;moura&amp;amp;castro@cmcastro.com.br"&gt;claudio&amp;amp;moura&amp;amp;castro@cmcastro.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/09/2008&lt;br /&gt;Veículo: VEJA&lt;br /&gt;Editoria: SEÇÕES&lt;br /&gt;Assunto principal: ENSINO SUPERIOR MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-560072725768780510?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/560072725768780510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=560072725768780510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/560072725768780510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/560072725768780510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/09/deu-na-veja-s-falta-dar-no-ensino.html' title='Deu na Veja, só falta dar no ensino...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNgBBYWpWOI/AAAAAAAADrA/qRQEQVeHLWg/s72-c/capa380.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-3885904181734121393</id><published>2008-09-13T02:27:00.004-04:00</published><updated>2008-09-17T00:18:34.233-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Abaixo o hábito de ler!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Solange Pereira Pinto (escritora, professora e arte-educadora)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SMtdZi37QoI/AAAAAAAADmc/0yTI7z2L_SA/s1600-h/ana_e_ana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245388884442563202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SMtdZi37QoI/AAAAAAAADmc/0yTI7z2L_SA/s400/ana_e_ana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A escola da minha filha tem um programa de leitura chamado ciranda do livro. O objetivo é que cada criança pegue uma obra para ler no fim de semana e faça, na apostila encadernada em espiral, uma atividade pré-determinada (desenhar uma passagem, escolher um personagem favorito, ilustrar a idéia principal, fazer um breve resumo etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que nem todos os alunos façam a tarefa de bom grado. No início a escola tentou uma competição: a criança que pegasse mais livros na biblioteca ganharia um prêmio ao término do período X. Minha filha logo chiou: “mamãe, assim não vale. Tá muito chata essa história de quem lê mais. Tem gente que só pega livrinho fininho e com muita figura pra ler rápido e pegar outro. Eu que escolhi pelo título, por que achei interessante a história, vou perder. O meu livro é muito mais grosso que os outros!”, choramingou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ela razão. Vencer a competição era o objetivo das crianças sob o pretexto da escola de formar o hábito da leitura e quiçá cidadãos do futuro. Nesse meio tempo, crítica daqui, chororô acolá, ficou difícil para a professora lidar com a manobra “pedagógica”, deslindada pela pequena estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto competitivo saiu de cena e a apostila em espiral continuou seu trajeto, às sextas-feiras, mochila adentro; só que agora sem a pressão de se ser o primeiro lugar no ranking de “leituras lidas”. Algumas crianças ficaram aliviadas. Alguns pais também. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o dia de mais uma escolha, minha menina, que se chama Ana (Luísa) optou por pegar um livro chamado Ana e Ana, segundo as palavras dela “achei pela capa que podia ser interessante”. E era. Aliás, é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Célia Godoy, ilustrado divinamente por Fé, narra a história das gêmeas Ana Carolina e Ana Beatriz, que idênticas na aparência tentavam se distinguir por cores, roupas, adereços, ainda que “por dentro” fossem bem diferentes nos gostos e afinidades com o mundo. Cresceram e cada uma tomou um rumo, até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que eu parei para pensar se a leitura é um “hábito-ato” possível de se formar em alguém. Sendo professora há algum tempo e exatamente na área de produção de textos, leitura e interpretação, recordei das principais dificuldades e justificativas dos meus alunos quando perguntados sobre o tal, difundido, alardeado: hábito de ler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, se apontam desconcentração, sono, preguiça, falta de exemplos familiares, ausência de livros em casa, dificuldade de entendimento, cansaço, visão embaralhada, e, principalmente, falta de tempo! Questionados sobre este último item, respondem: “ah, professora tem muita coisa melhor a fazer do que ler, como ver TV, praticar esportes, sexo, passear, navegar pela internet...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Mas céus! Vocês não gostam de ler nada?”, re-interrogo.&lt;br /&gt;“– Também não é assim. A gente lê sobre o que gosta ou sobre o que precisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tempo é uma questão de prioridade, e nele a gente ocupa primeiro o que dá prazer ou necessita, aonde entra o esforço pedagógico de formar o hábito de ler? Creio que na vala comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o companheiro Houaiss que hábito é “maneira usual de ser, fazer, sentir, individual ou coletivamente; costume, regra, modo, maneira permanente ou freqüente, regular ou esperada de agir, sentir, comportar-se; mania”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, formar o hábito de ler para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certa medida, quem tem uma formação escolar considerada razoável (sei lá o que isso significa) lê o que lhe atrai. Jornais, almanaques, cadernos de esporte, revistas semanais, publicações de fofocas etc, estão pelas esquinas e bem amassadas, indicando que mãos e olhos passaram por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hábito de ler, melhor formulando, a prática de ler não significa em essência nada. O costume de ler pode ser um desábito de adquirir conhecimento. Entrar no piloto automático da leitura não traz por si só transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ler é um dos caminhos para se chegar ao conhecimento de determinado fenômeno, idéia, verdade, ler por ler é no máximo chegar à aquisição de dados brutos e informações superficiais, massificadas, deglutidas por seus autores para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje deveríamos por em pauta, conclamar, não o desgastado hábito de ler, mas sim o hábito de pensar, o hábito de querer saber, o hábito de ser curioso. Se os próprios considerados – pelos professores – não-leitores admitem ler o que lhes interessa, óbvio seria despertar antes a vontade de conhecer. Ler, por hábito, deveria deixar de ser regra de conduta apregoada pelas escolas. Transformar o pensamento e ampliá-lo por desejo, deveria ser a etiqueta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler é mera conseqüência. A causa é querer sair do lugar-comum, voar sem tirar o pé do chão, pensar para existir... Meu hábito maior é “Ser” e por isso eu leio muito. Dessa forma, vou me desabituando de mim para me habituar às minhas releituras... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNCBnqdLx7I/AAAAAAAADoI/Q6296hwLNeU/s1600-h/tirinhahabito_da_leitura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246836084298205106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNCBnqdLx7I/AAAAAAAADoI/Q6296hwLNeU/s400/tirinhahabito_da_leitura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (Tirinha criada especialmente para este texto por minha amiga Creisi - &lt;a href="http://creisigirl.wordpress.com/2008/09/16/incentivo-a-leitura/"&gt;veja outras tirinhas aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-3885904181734121393?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/3885904181734121393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=3885904181734121393' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3885904181734121393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/3885904181734121393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/09/abaixo-o-hbito-de-ler.html' title='Abaixo o hábito de ler!'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SMtdZi37QoI/AAAAAAAADmc/0yTI7z2L_SA/s72-c/ana_e_ana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2341005055414069226</id><published>2008-08-25T10:32:00.000-04:00</published><updated>2008-08-25T10:34:33.544-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='granulado e encorpado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só no cafezinho'/><title type='text'>Estudos sobre Educação Superior</title><content type='html'>&lt;div class="lista_item"&gt;   &lt;h2&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/63"&gt;O Discurso Liberal e a Expansão do Ensino Superior no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A política oficial para a Educação Superior dos últimos anos caracterizou-se pela expressiva expansão do número de alunos, por meio do aumento do número de instituições particulares de ensino e das vagas por elas ofertadas. Este crescimento resultou da produção e "marketing" de um discurso liberal, em economia e política, para a educação superior, durante o período FHC. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este artigo, publicado em 2003, na Revista de Conjuntura do Conselho Regional de Economia do DF, estuda a expansão do ensino superior privado e as ideologias que a legitimaram.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/63"&gt;Leia mais &gt;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;     &lt;div class="lista_item"&gt;   &lt;h2&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/156"&gt;Avaliação da Pesquisa e da Pós-graduação no Plano Nacional de Educação (PNE) - 2006&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(71, 71, 71);"&gt;Em 2004 George Zarur realizou a avaliação da pesquisa e da pós-graduação frente aos objetivos e metas traçados pelo PNE.&lt;/span&gt;m 2006&lt;span style="color: rgb(71, 71, 71);"&gt;realizaoutra avaliação sobre o mesmo tema, com novos dados disponíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/156"&gt;Leia mais &gt;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;     &lt;div class="lista_item"&gt;   &lt;h2&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/81"&gt;Avaliação do Plano Nacional de Educação - Ensino de Graduação&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt; Em 2000 foi aprovado pelo Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE). A lei que o aprovava previa sua avaliação no quarto ano de vigência. Dando conseqüência a este dispositivo legal, o então Presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Deputado Carlos Abicalil fez apresentar na Conferência Nacional de Educação, realizada em fevereiro de 2004, em Brasília, volume de autoria da Área de Educação da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, contendo a avaliação do PNE. Coube ao autor, George de Cerqueira Leite Zarur, então Coordenador da Área de Educação da Consultoria Legislativa, a coordenação do estudo e da publicação do volume, bem como a redação de dois capítulos, na qualidade de Consultor Legislativo encarregado da Educação Superior,Ciência e Tecnologia. Aqui é apresentado o artigo sobre ensino de graduação.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/81"&gt;Leia mais &gt;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;     &lt;div class="lista_item"&gt;   &lt;h2&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/82"&gt;Avaliação do Plano Nacional de Educação - Ensino de Pós-Graduação&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt;Em 2000 foi aprovado pelo Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE). A lei que o aprovavaprevia sua avaliação no quarto ano de vigência do Plano. Dando conseqüência a este dispositivo legal, o então Presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Deputado Carlos Abicalil fez apresentar na Conferência Nacional de Educação, realizada em fevereiro de 2004, em Brasília, volume de autoria da Área de Educação da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, contendo a avaliação do PNE. Coube ao autor, George Zarur, então Coordenador da Área de Educação da Consultoria Legislativa, a coordenação do estudo e da publicação do volume, bem como a redação de dois capítulos, na qualidade de Consultor Legislativo encarregado da Educação Superior,Ciência e Tecnologia. Aqui é apresentado o artigo sobre ensino de pós-graduação&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/82"&gt;Leia mais &gt;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;     &lt;div class="lista_item"&gt;   &lt;h2&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/95"&gt;Autonomia Universitária: Para onde vai a universidade brasileira&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt;Este artigo, publicado em 1999, na revista HUMANIDADES da Universidade de Brasília descreve a luta travada no âmbito do Congresso Nacional em torno da autonomia universitária e das forças políticas nela envolvida. Demonstra como a luta por um significado, no caso, o conceito de autonomia, tem profundas implicações pois vai gerar diferentes conseqüências jurídicas nas ações governamentais, beneficiando determinados interesses em detrimento de outros. Retrata um importante momento da história da universidade brasileira, no período de 1995 a 1999.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.georgezarur.com.br/pagina.php/95"&gt;Leia mais &gt;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2341005055414069226?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2341005055414069226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2341005055414069226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2341005055414069226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2341005055414069226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/08/estudos-sobre-educao-superior.html' title='Estudos sobre Educação Superior'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-1302017359792218829</id><published>2008-08-23T16:53:00.002-04:00</published><updated>2008-08-23T16:58:37.902-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação filtrada à distância'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ead.pt/blog/wp-content/uploads/EAD_recomenda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.ead.pt/blog/wp-content/uploads/EAD_recomenda.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tem algum tempo, pouco, que passei a me interessar pelo ensino à distância. Escolhi a palavra ensino em detrimento da palavra educação. Ainda elaboro pensamentos a cerca das múltiplas possibilidades educacionais ou “educadoras”. Vai entre aspas porque, de acordo com algumas pesquisas, o significante é dado em aspecto restrito, destinado à capacitação. Esta distinção é, de fato, uma particularidade minha. Sei que outros autores já navegaram tentando ponderar o assunto, mas eu ainda tenho dúvidas, visto que minha tendência, em relação ao ensino, está, junto com outros fatores, em associá-lo ao acumulo de informações, que eu acho, corresponde ao papel social do saber levado à distância. Sei que esta é uma discussão ampla, que não terá fim com estas linhas e, talvez, apresente uma opção funcional, em termos de alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos tópicos discutidos nos fóruns, onde percebo que muitas mensagens foram postadas a esmo, as dúvidas que me inquietam até o presente momento estão em relação à objetividade e praticidade do ensino à distância. Acho que com este aperto do curso, em uma semana, muitos assuntos de ordem prática acabaram ficando para segundo plano. Nem eu tive tempo de debater sobre a estrutura do ambiente virtual, sobre a questão dos tutores, dos atores e das personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algum tempo que freqüento cursos a distancia, participando de diversos tipos de ambientes e de concepções. Fiz cursos desde mecânica de automóveis até cursos de negócios, estes últimos pelo ambiente do Sebrae. Ainda tive oportunidade de participar de um curso de especialização e capacitação docente em outra instituição de ensino superior. Dada esta experiência e esta diversidade de cenários e, também, minha busca em colher elementos em que meu próprio espaço virtual se constitua e vá para além da troca de e-mails, percebo, inclusive com este curso, que a questão do ensino à distância gira em torno da informação, e esta gera conhecimento para aqueles que são capazes ou desejam operá-las. Daí que entram minhas considerações a cerca da certificação e do sistema de avaliação. Este, no meu modo de pensar, deve ser rígido mesmo estando suscetível que outra pessoa faça login para um aluno ou que haja o plágio. As formas ainda são questionáveis, mas o risco é válido na medida em que os certificados incluem trabalhadores na sociedade, quando os certificados geram aumento de renda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em relação às novas tecnologias, aos novos métodos de ensino, acredito que serão uma freqüente no ensino à distância como são no ensino presencial. Ambos estão em freqüente mudança ou a mudança é vista sempre como uma possibilidade imediata, dados os diagnósticos anteriores, avaliadas as necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas que a eficiência de um processo de ensino e aprendizagem gira em torno de relações transferências, e foi o que tentei contribuir nos tópicos que participei. Acredito que tanto o ensino à distância quanto o ensino presencial devem deixar o saber emergir do aluno, para que estes se tornem sujeitos do processo, e não objetos, aquele que tudo escuta, mas aquele que também é escutado. O detalhe que considero importante é que esta escuta tem que ser individual. Mensagens jogadas (por colegas, professores, tutores), no sentido de mostrar-se presente não é suficiente neste sentido, porque não foram estabelecidos significantes e o que está sendo escrito se perde por aí além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que em ambos os casos, no ensino presencial e no ensino a distância, o desafio está em estabelecer este processo transferencial em que o professor devolve ao aluno o significado do que ele disse, que é um processo muito diferente do professor dizer/escrever alguma coisa, o aluno escutar/ler, o aluno escrever/falar e o professor escutar/ler. Para isso dou o nome de interação, mas a construção do saber está além é subjetiva, precisa ser, de fato, reconhecida, para que uma folha como esta tenha razão de sua existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-1302017359792218829?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/1302017359792218829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=1302017359792218829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1302017359792218829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1302017359792218829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/08/ntroduo-educao-distncia.html' title='INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-5885941628165020971</id><published>2008-06-23T19:47:00.005-05:00</published><updated>2008-06-24T07:45:28.425-04:00</updated><title type='text'>PROFESSOR CRISPIM</title><content type='html'>O ofício de professar, para mim, veio justo nos vinte e três. Faculdade foi apenas uma escola grande e se vi diferença entre ela e o colégio onde passei dez anos, foi por conta de alguns poucos professores. Eles, sim, colocaram lá no meu dentro toda a idéia do conhecimento, da pesquisa e de como fazer o aprendido fluir de mim, quando eu estivesse frente a alunos, numa sala de aula que não fosse cenário para um estágio qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do grande prédio onde se podia cabular aula sem ser repreendido e logo me enfiei na labuta. Comecei com leveza, poucas aulas, mas em ambiente que exigia um certo molejo, uma boa dose de bom humor e mais de aprender do que de propriamente ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, andava 30 quilômetros numa kombi modelo anos 70, para chegar a um vilarejo da zona rural do município onde moro. Lá, as primeiras experiências com aulas me convidavam a ser falante e correta, em fazer tal e qual o manual da faculdade me ensinara e alunos – alguns mais velhos que eu, longe da escola por anos a fio e outros mais meninos, que freqüentavam o estabelecimento pela merenda e não tanto pelo aprendizado – me olhavam, pensando do que seria capaz aquela criatura cabeluda, carregando uma enorme mochila nas costas e livros e cadernos nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira aula, dividi o quadro, conforme me havia ensinado a professora de Didática e Estrutura do Ensino, escrevi com letra formosa e legível, conforme havia me ensinado a professora de psicologia da educação, falei claro e com boa dicção, conforme havia me ensinado o professor de fonologia e fonética e enchi o quadro de gramática pura conforme havia me ensinado o professor de Língua Portuguesa VIII. Achei tudo de um brilho esplendoroso. Silêncio sepulcral e eu crendo ser isso o indício de um grande sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um moleque pequenino, mas de idade maior que a maioria dos garotos de sua estatura. Uma cabeça em exagero que ostentava um rosto esquelético, de olhos saltados, os lábios grossos e um largo sorriso, por meio do qual se escancarava, sem pudor algum, um único dente superior, alvo e solitário em meio ao oceano de gengivas. O sujeito me chamou a atenção, pois o par de olhos incrustados naquele rosto serelepe, não me abandonou um segundo sequer e pensei mesmo em um aluno brilhante, capaz de repetir toda a leréia sobre o substantivo e sua classificação com a qual eu havia preenchido todas as quatro partes do quadro milimetricamente riscado de giz colorido (Ah, pobres alunos da minha fase inicial! Perdoem-me, se acharem que eu mereço!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a explanação sobre o primeiro assunto – muito interessante e significativo – no meu julgamento e apenas nele, aventei de perguntar se havia dúvida. Não me sentia confortável o bastante para responder a perguntas que porventura brotassem da curiosidade provocada pelo excitante tema por mim apresentado, porém, de acordo com o aprendido no curso de letras, não poderia jamais me esquivar de saber se o que eu havia ensinado fora realmente assimilado. Então, ei-lo levantando-se da carteira e agigantando-se de me meter medo. Quando vi o pequeno, movendo os lábios, logo pensei em desmaiar, sair num arroubo e no outro dia, talvez, explicar com desculpa muito das bem arranjadas, ou simplesmente nunca mais voltar ali. Seus lábios se fecharam na primeira sílaba, veio na seqüência, a próxima e, então, o quadro era irreversível. Ele que tanto me olhara, me dissecara, me colocara indefesa e desprotegida diante de seus fulminantes olhos de jabuticaba bitela, articulou palavra por palavra e eu, suor escorrendo pela testa, pensava se conseguiria responder, pois partindo daquele observador impiedoso, só poderia vir questionamento de muito valor, carga pesada para uma professorinha ainda na casa dos vinte, na sua primeira aula fora do cenário do estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, ele destrinçou e daquele conjunto de lábios carnudos e dente solitário, pensei que ouviria ameaçadora questão, porém:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Fessora, o que a senhora perguntou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uff! Alívio! Pausa para ar novo no pulmão, mas não me deixei enganar. Ele havia ganhado alguns preciosos segundos para dirigir-me pergunta mais escalafobética, aquela que me colocaria frente à minha real ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Como é seu nome? ─ Aproveitei para respirar melhor, ainda que engolisse em seco e fingisse uma tosse totalmente sem procedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Crispim, fessora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Então, Crispim. Perguntei se alguém tinha alguma dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Eu tenho, fessora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Pois não, pode falar! ─ Ai, meu Deus! Agora, tudo ou nada! Que Crispim me glorificasse ou me fizesse entender de vez que aquele não era mesmo o meu caminho. Quem sabe eu largava mão dessa história, parasse de teimar em ser professora, mesmo praticando o ofício desde a ficção vivida ali pelos oito anos, quando – em tardes fagueiras, debaixo do pé de chuchu, do quintal da casa onde morava – em vez de casinha, eu brincava de escola e minhas pobres bonecas tinham que saber de cor as lições e cumprir todas suas tarefas de copiar do quadro verde o que eu escrevia. No fundo, eu só queria que ele pusesse logo um fim àquela agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Fessora, o que é dúvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase escorri pelo chão, ao desmontar-me feito um saco quando lhe tiram as batatas. A pergunta de Crispim nunca saiu da minha cabeça e até hoje penso no quanto, nesse dia, ele me ensinou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-5885941628165020971?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/5885941628165020971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=5885941628165020971' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5885941628165020971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/5885941628165020971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/06/professor-crispim.html' title='PROFESSOR CRISPIM'/><author><name>Iara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_plL9SZwRils/SVtogotHabI/AAAAAAAAAH4/7qOU0Z7KigA/S220/ista.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7004210733132202913</id><published>2008-06-23T15:09:00.000-05:00</published><updated>2008-12-10T16:35:59.193-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trocando o sabor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Escola voluntária</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SGACU4gau6I/AAAAAAAACNc/xklUOUb_9Ro/s1600-h/escola_voluntaria.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215170926284028834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SGACU4gau6I/AAAAAAAACNc/xklUOUb_9Ro/s400/escola_voluntaria.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIA-LA&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7004210733132202913?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7004210733132202913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7004210733132202913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7004210733132202913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7004210733132202913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/06/escola-voluntria.html' title='Escola voluntária'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SGACU4gau6I/AAAAAAAACNc/xklUOUb_9Ro/s72-c/escola_voluntaria.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8869653725938863900</id><published>2008-06-09T14:36:00.004-05:00</published><updated>2008-12-10T16:36:01.323-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um chocolate pra esquentar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><title type='text'>Há possibilidades se vemos as possibilidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2Hta7kgWI/AAAAAAAACMk/jGjQZWCLEno/s1600-h/image0111112.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209969558330573154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2Hta7kgWI/AAAAAAAACMk/jGjQZWCLEno/s400/image0111112.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2HtQpEAyI/AAAAAAAACMs/EVLBYZqDX7o/s1600-h/image0101011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209969555568591650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2HtQpEAyI/AAAAAAAACMs/EVLBYZqDX7o/s400/image0101011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2HtjIuERI/AAAAAAAACM0/SaDPDtdxWS4/s1600-h/image00334.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209969560533209362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2HtjIuERI/AAAAAAAACM0/SaDPDtdxWS4/s400/image00334.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2HtiP6D_I/AAAAAAAACM8/jyS4_AQSpwA/s1600-h/image00445.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209969560294920178" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2GwQxZkLI/AAAAAAAACME/uq_lprfu3UA/s400/image0131314.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2GwtkWvSI/AAAAAAAACMM/o15GyfcWCLM/s1600-h/image0121213.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209968515361455394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2GwtkWvSI/AAAAAAAACMM/o15GyfcWCLM/s400/image0121213.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2Gw7eGZtI/AAAAAAAACMU/5RNmv2Yr2wM/s1600-h/image00667.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209968519093315282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2Gw7eGZtI/AAAAAAAACMU/5RNmv2Yr2wM/s400/image00667.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2GxMfksEI/AAAAAAAACMc/b43fIHnBGQs/s1600-h/image0131314.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Um aula pode ser um café, pode ser o café, pode ser uma mistura de cafés... Como é a sua aula? Rala? Forte demais? Intragável? Doce? Melada demais? Ao ponto? Seu cardápio é variado? Ou sempre o café amarga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8869653725938863900?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8869653725938863900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8869653725938863900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8869653725938863900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8869653725938863900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/06/h-possibilidades-se-vemos-as.html' title='Há possibilidades se vemos as possibilidades'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2Hta7kgWI/AAAAAAAACMk/jGjQZWCLEno/s72-c/image0111112.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-9022523560853366748</id><published>2008-06-09T14:29:00.003-05:00</published><updated>2008-12-10T16:36:01.533-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um chocolate pra esquentar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trocando o sabor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Animação cultural, uma nova metodologia?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2F2fE3MVI/AAAAAAAACL0/kbJdrdQxYaw/s1600-h/mascara_africana.jpg"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209967515038855506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2F2fE3MVI/AAAAAAAACL0/kbJdrdQxYaw/s400/mascara_africana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Máscara africana &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;"Eu sou o espaço onde a Cultura e a Educação são valorizadas em conjunto e vistas como alternativa para a construção de uma autonomia-cidadã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre existi na mente e no coração de quem ama a arte e a VIDA. Não sou a "arte engajada" (!) nem a "arte encastelada" (!). Sou a ARTE e todas suas MISTURAS! Busco ser autêntico ... mas o q é isso? Acho q busco apenas a honestidade em minha arte, q ela expresse sentimentos, que ela promova a auto-estima, que ela mostre q cada pessoa é singular e, ao mesmo tempo, q ela seja capaz de ligar, costurar, criar "pontes", AGREGAR ... nas diferenças, claro! A arte como "ferramenta" na construção da esfera pública, de cidadãos, pessoas q acreditam q fazem a diferença no mundo, q não são&lt;br /&gt;apenas número, entende? Sei lá ... número ... um a + na fila ... pessoas q acreditam q são pessoas e não topam tudo ... "mesmo qd. o mundo diz não ...". Mas, às vezes, esqueço ... queria q pudessem me lembrar ... esqueço quem sou ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha maior preocupação é a infância e a juventude ... (não só, claro ...). Mas, aqui no Brasil, eu nasci "colado" à escola ... quero dizer, com esse nome, desse modo, nasci no início dos anos 1980 ... num projeto maior de Educação em Tempo Integral, de Darcy Ribeiro, nos CIEPs, no Estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah ... não nego minhas raízes!&lt;br /&gt;Mas ... eu amadureci ... meu "pai" já se foi, né? Não quero julgar ... quero ser EU. Nem conto ... já apanhei muiiiiito! Mas não gosto de ser "vítima" na vida! Li Sartre (Qual é? Eu leio o q tiver q ler ... sou do povo sim! Mas quem disse q isso eu posso e aquilo eu não posso?). Mas é por aí q o cara fala: q o q importa não é o q a vida fez com vc, mas o q vc fez com a VIDA! Então, eu estou me reinventando aqui, nesse espaço ... quem sabe consigo ... porque ninguém se reinventa sozinho ... quero + é encontrar meus irmãos ... meus primos ... meus amigos ... meus adversários. Sim ... a crítica é necessária para a mudança ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O q eu acho da escola de um modo geral? Pergunta para uma criança ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho q está faltando essa junção: educação e cultura ... tem q fazer "ponte" com a vida real ... dar aos alunos o direito à criatividade ... sem q algum deles ache q é "burro" ... ah ... na ARTE não dá mesmo para falar em pessoas inteligentes e pessoas "burras" (aliás, nunca entendi pq. esse adjetivo ... quem disse q o burro é "burro"???). Eu acho q os profissionais de educação devem incentivar + seus alunos a perguntar, a se expressar ... e se isso é mais fácil qd. começa com a pintura, com o grafite, com a música, com o teatro, com a mímica, então, a arte é para isso! Vai ajudar tudo ... qd. o menino e a menina forem aprender matemática, português, geografia ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças e jovens com auto-estima e que sabem se expressar na escola não precisarão fazer uso da violência ... nem vão querer abandonar a escola ... apesar da vida ser dura, muito dura ... para a maioria deles ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, eu estou lutando por mim ( e pelo q amo)! Pq. poucas pessoas me conhecem ou sabem do meu potencial para somar à educação de qualidade em nosso país. São poucos os animadores culturais hoje ... vcs sabem, nunca chegamos existir como "profissão" e queremos isto! Tb. tenho q ter meus direitos respeitados. Luto por dignidade! Mas, repito, tb. luto pela minha IDENTIDADE. Eu tenho uma história ... não é assim não ... eu sou um artista e sou um educador. Eu estou estudando ... eu não acho q nasci sabendo ... mas eu não quero esquecer as minhas origens não ... eu nasci da cultura popular ... das manifestações artísticas locais ... isso é muito sério para mim. Como me reinventar hoje? Ah ... isso eu ainda não sei bem ... pq. são muitos os desafios ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu? Como VC me vê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é ... sejam todos bem vindos a esse verdadeiro espaço de Cultura, Educação, Luta, Sonhos e Realizações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura é auto-estima!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auto-estima é condição cidadã!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: este espaço é de quem valoriza a cultura e a educação, de quem é cidadão ... é da gente ..."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite a &lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4552189075687892537"&gt;página no orkut&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-9022523560853366748?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/9022523560853366748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=9022523560853366748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/9022523560853366748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/9022523560853366748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/06/animao-cultural-uma-nova-metodologia.html' title='Animação cultural, uma nova metodologia?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SE2F2fE3MVI/AAAAAAAACL0/kbJdrdQxYaw/s72-c/mascara_africana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2537370537989187889</id><published>2008-06-04T12:23:00.003-05:00</published><updated>2008-06-04T12:34:44.955-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prática de bandeja'/><title type='text'>E agora, José?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://gallery.photo.net/photo/2047813-lg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://gallery.photo.net/photo/2047813-lg.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que a festa acabou para o grupo de estudos? &lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/entre-autoria-e-culpa.html"&gt;Aquele&lt;/a&gt; que negocia autoria em trabalhos acadêmicos? A onda por e-mail continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mail 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;Olá! Estou enviando 2 resumos ampliados para o congresso. Caso aceitos, qual a indexação na publicação no livro digital do evento? Obrigado!&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mail 2&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prezado, seus trabalhos são bem-vindos. No entanto, a organização do evento gostaria de informar que, conforme  os critérios atualmente vigentes da CAPES, trabalhos em eventos não são avaliados pelo sistema Qualis, sejam eles publicados em formato de resumo,  resumo ampliado ou na íntegra. Att.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José? E agora, José?&lt;br /&gt;Infelizmente os Pesquisadores de Chocolate não entenderam o que é ciência e para quê se faz. Blá!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2537370537989187889?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2537370537989187889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2537370537989187889' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2537370537989187889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2537370537989187889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/06/e-agora-jos.html' title='E agora, José?'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6244539626561343102</id><published>2008-05-25T19:19:00.004-05:00</published><updated>2008-12-10T16:36:01.780-04:00</updated><title type='text'>Anunciada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_plL9SZwRils/SDoHrrOzFgI/AAAAAAAAACU/Mvevx7wep9w/s1600-h/381252006_331756a03b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204480766300591618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_plL9SZwRils/SDoHrrOzFgI/AAAAAAAAACU/Mvevx7wep9w/s320/381252006_331756a03b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Em breve eu chego, pessoal!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Atendendo o mui honroso convite de Fernanda, postarei por aqui alguns cafés quentinhos com quitanda da boa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pera só um poquim que a mineira já evem co os trem!!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;beijim procês&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flicker.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://farm1.static.flicker.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6244539626561343102?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6244539626561343102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6244539626561343102' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6244539626561343102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6244539626561343102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/anunciada.html' title='Anunciada'/><author><name>Iara</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_plL9SZwRils/SVtogotHabI/AAAAAAAAAH4/7qOU0Z7KigA/S220/ista.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_plL9SZwRils/SDoHrrOzFgI/AAAAAAAAACU/Mvevx7wep9w/s72-c/381252006_331756a03b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7642255187017302084</id><published>2008-05-23T23:39:00.003-05:00</published><updated>2008-05-24T00:04:24.693-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grãoduação'/><title type='text'>AACC's: Boas ou Ruins?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.aacclinics.org/images/aacc_logo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.aacclinics.org/images/aacc_logo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As AACC ou Atividades Acadêmicas Culturais Complementares, de acordo com a legislação vigente:  LDB 1996, Resoluções 18 e 19 de fevereiro de 2002, Pareceres do Ministério  da Educação e do Conselho Nacional de Educação de 2004 e 2005, constituem aquelas que propiciam conhecimento relevante para o processo de ensino/aprendizagem na área específica do curso, com base nos critérios de interdisciplinaridade e de flexibilização curricular, contribuindo para a formação complementar profissional e cidadã do aluno. A carga horária mínima é de 200 horas (em 5 módulos de 40 horas cada) e valem atividades extra-curriculares como idas ao cinema, teatros, palestras, congressos, eventos relacionados e por ai vai. Cada curso de ensino superior determina como estas horas serão creditadas. E o tipo de comprovação aceita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* ingressos, fotografias, certificados ou declarações de participação, presença, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois o aluno entrega um listamento destas atividades e uma breve ata, ou resumo. Bom ou ruim? Tudo parece mesmo ser uma faca de dois gumes. A proposta é interessante, faz o aluno sair em busca do conehcimento e o torna mais participativo. Ruim é a parte do eu finjo que aprendo enquanto você finge que ensina. Aí não dá. Gera medidas como esta, do Centro Cultural São Paulo, notificada recentemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;AVISO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A partir de 1º de junho de 2008 não será mais fornecido o carimbo e o comprovante de visita a estudantes nos espaços expositivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde março de 2007 o Centro Cultural São Paulo fornece para o público comprovantes de visita às exposições. No entanto, este procedimento não atestou uma participação efetiva em atividades culturais. Considerando que o comprovante de uma visita pode valer por até cinco horas de estágio e que, na grande maioria das vezes, a duração da visita não chega a cinco minutos, decidimos abolir os certificados e carimbos por acreditar que essa prática atua na contramão dos objetivos de uma ação educativa responsável. Portanto, o CCSP informa que a Ação Cultural e Educativa, a partir de 1º de junho de 2008, não fornecerá mais a estudantes o carimbo e o comprovante de visita aos espaços expositivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em contrapartida, informamos que continuará sendo fornecido o comprovante aos estudantes que o solicitarem quando participarem de visitas monitoradas previamente agendadas. Também serão oferecidos certificados de participação em cursos e workshops, com inscrições prévias. Clique aqui para mais informações sobre as visitas monitoradas.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me engana que eu gosto? Não no Centro Cultural. Louvável!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7642255187017302084?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7642255187017302084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7642255187017302084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7642255187017302084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7642255187017302084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/aaccs-boas-ou-ruins.html' title='AACC&apos;s: Boas ou Ruins?'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6376027489770520426</id><published>2008-05-15T13:41:00.005-05:00</published><updated>2008-05-15T14:11:02.745-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do reitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prática de bandeja'/><title type='text'>uma palestra em Labúmbia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UMA PALESTRA EM LABÚMBIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ricardo Régener&lt;/span&gt;, estudante de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo ECA/USP [meu amigo, um cara do qual sou fã!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora depois do tempo marcado para o início do evento, o digníssimo orador toma o microfone e anuncia o principiar da palestra da noite na Universidade de Labúmbia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.arikah.net/enciclopedia-portuguese/images/8/84/Rainha_D._Beatriz_de_Portugal_filha_Rei_D._Fernando_I_%281%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.arikah.net/enciclopedia-portuguese/images/8/84/Rainha_D._Beatriz_de_Portugal_filha_Rei_D._Fernando_I_%281%29.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Toluste Macabonde, Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Emérito Lombardis Zenon, Excelentíssima Senhora Professora Doutora Emérita iupi-iupi-é-pique-é-pique-é-pique Fulgura Falontis (fogos de artifício são soltos no exterior do prédio), Excelentíssimo-e-Resplandecente Professor Doutor Emérito Fundador da Ciência Ludwig Avestrusi. Caros senhores, senhoras, senhoritas e outros ainda menos dignos presentes neste auditório: Boa Noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunimo-nos nesta noite, sob a magnífica benção do Magnífico Reitor da Magnífica Universidade de Labúmbia, para celebrarmos conjuntamente não nossa humilde comunhão, nem a lua, nem o sol, nem as estrelas do céu, mas as estrelas da terra, com efeito, a Divulgação Cientifíca. Reunimo-nos aqui para reconhecer e reverenciar a labuta árdua de décadas desses titãs que, a preço de horas e horas em seus laboratórios, em ambientes opressores e em conversas inúteis, têm disseminado suas palavras habilidosas e feito a Ciência chegar aos lugares aonde jamais imaginou-se que esta chegaria. Com a autoridade da erudição que me é natural, afirmo-vos que nem mesmo em toda a Grécia Socrática, nem em Tiro e Sidom, nem nas grandes Feiras de Ciências de José Reis, observou-se uma disseminação científica tão eficiente quanto o que temos visto em nossos dias. Levantai vossos olhos para os campos e vede: até mesmo às traças que corroem a madeira é anunciado o conhecimento modificador, e aos ácaros e ratos outrora resignados a posições pouco dignas nessa sociedade científica é dado a conhecer toda a poesia, graça e conhecimento que há em vossas publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/abradic/img/capalivro8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/abradic/img/capalivro8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No demais, antes de passar a palavra ao palestrante da noite - que por estar encarcerado nas hostis vias públicas dessa Pólis, não conseguira chegar até esse exato momento - a saber, o Nobolíssimo-e-digno-de-louvor Professor Doutor Emeritíssimo-Eterno-e-Supremo Julius Crepique, (agora volte no início da oração para procurar o sujeito), gostaria de finalizar dignamente minha participação nessa palestra: que mais importa? Afinal? Se somos bons como somos, reconhecidamente reconhecidos como reconhecidamente somos, em tudo superiores e muito requisitados por toda a Labúmbia, se até mesmo do túmulo a comunidade científica dobra-se à nossa respeitosa obra. Por que não fazermos pleno usufruto daquele espaço que nos foi confiado nessa reconhecida instituição de ensino? Por que não ocupar-nos com todos os nossos interess.., digo, ideais? Merecemos! Já temos feito um trabalho muito útil para essa gloriosa Instituição. A Mãe Labúmbia precisa recompensar de alguma maneira o ego dos filhos que dão a ela a grandeza que tem, nada fazemos além de alimentar-mo-nos nas tetas maternas. Nada mais a nós importa: nem a ética, nem o respeito, nem o cumprimento da promessa, nem a dignidade, nem a justiça, nem o público, nem a racionalidade, nem a escolha inteligente, tampouco nosso objeto de estudo. Apenas a nossa grandeza, apenas a grandeza do nosso conhecimento, apenas a grandeza da Labúmbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soam os aplausos, o orador emocionado passa a palavra ao palestrante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite senhores! Boa palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos sobre Labúmbia (um país fictício criado pelo Prof. José Reis) foram publicados no "Ciência, Poesia e Outros Caminhos", pelo Núcleo José Reis, e podem ser adquiridos por telefone. A Universidade de Labúmbia trata-se de uma sátira ao burocratismo, academicismo e a vaidade na universidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6376027489770520426?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6376027489770520426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6376027489770520426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6376027489770520426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6376027489770520426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/uma-palestra-em-labmbia.html' title='uma palestra em Labúmbia'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-9139210095506782092</id><published>2008-05-13T23:41:00.005-05:00</published><updated>2008-05-14T10:45:38.386-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queimando a língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>a banca</title><content type='html'>A BANCA (dos escritos antigos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.juonline.com.br/manager/ba/arquivos/banca_economia_g01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.juonline.com.br/manager/ba/arquivos/banca_economia_g01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para aqueles que pensam em entrar num mestrado, num doutorado ou prestar um concurso público vai a dica de que nem sempre a competência é a alma do negócio. E se por um acaso você não puder ser o dono da banca (geralmente é ele quem dá as cartas, marcadas?), seja, no mínimo, seu melhor amigo. Prostitua-se academicamente, se assim for necessário. Não é tão cruel se você pensar na perspectiva dos interesses, que sempre são subjetivos e, portanto, inexplicavelmente válidos. Mas, se você não concorda, vire a banca pois, de fato, não se trata de um jogo de azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se presta um concurso o que a gente quer (ou deveria) é abafar a banca, ou seja, causar admiração, e pelo talento. E tem muita gente por aí que, ao contrário, vai botar a maior banca: vão tentar vangloriarem-se por suas qualidades ou bens pessoais, por sua posição, seu status. Ou então preferirão causar admiração pela beleza, as mulheres principalmente, e com o sublime intuito sedutor de levar os homens à banca rota. O inverso também existe, mas o golpe da barriga, este ainda é insuperável, dá às mulheres um certo poder estarrecedor e é bom que se esclareça, o lugar do poder é assim mesmo: autocrático e subjetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se estamos falando de concurso, a democracia, de fato, deveria sobrepor-se. E está representada pela própria idéia de se constituir uma banca de avaliação. Uma banca pressupõe que um grupo de pessoas supostamente qualificadas e eticamente comprometidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, sempre que se quer pensar em democracia, criam-se bancas em nome do compromisso ético. Trata-se de um conjunto de pessoas que têm como função avaliar uma situação ou representá-la considerando outros pontos de vista. Mas a banca examinadora, um grupo de pessoas supostamente qualificadas e eticamente comprometidas, está lá para exercer um papel democrático, pois tratam do conjunto das idéias e opiniões daqueles que a compõem, nem que o parecer final tenha sido pelo voto, representando a maioria. Sem exercer este papel a banca perde respeitabilidade, vide o exemplo do Poder Público. Nestes casos a banca não passa de uma mesa, um tampo sobre cavaletes, grande e de qualidade inferior. Quer dizer, neste caso nem a mesa é uma simples mesa, existem aqueles que a compõem e a mesa volta ao seu lugar de banca.   ele pode ser diferente. Basta que se construa uma outra banca, um conjunto de poderes a tomar decisões de causas discutidas e avaliadas, para que se torne democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garantem a participação de todos, Mas tem gente que não bota banca, mas que também não tem opinião formada ou, pior, não compreende o sistema em que está inserido e as decisões passam a ser subjetivas antes de serem democráticas. Eu também já fiz isso por diversas vezes e sei que vou continuar por mais algumas outras tantas. Não tem como fugir porque a banca ela está sempre lá. Está no jornaleiro, no mobiliário e no jogo de cartas. Eu escolhi o caminho mais difícil, preferi quebrar a banca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-9139210095506782092?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/9139210095506782092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=9139210095506782092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/9139210095506782092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/9139210095506782092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/banca.html' title='a banca'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-2589172783504129151</id><published>2008-05-12T21:43:00.000-05:00</published><updated>2008-05-12T21:45:06.999-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um pires de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do reitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torrados e moídos'/><title type='text'>Universidade pública – o mito do elitismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Universidade pública – o mito do elitismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Carlos Henrique de Brito Cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no Brasil 5,8 milhões pessoas com diploma universitário – 2 milhões a mais que em 1991. São poucas, muito poucas, especialmente numa época em que o conhecimento se tornou o principal motor do desenvolvimento. No documento Gasto Social do Governo Central: 2001 e 2002, o Ministério da Fazenda praticamente deplorava os recursos investidos no ensino superior público. Ali se afirma que “a canalização de grande parte do orçamento da educação para o financiamento das instituições federais de ensino superior reduz o montante de recursos disponível para os demais estágios da educação”. Por fim, o documento condena a universidade pública por servir “aos 10% mais ricos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento tem semelhança com um outro, de abril de 1991, Proposta de uma Nova Política para o EnsinoSuperior. O governo da época buscava dar curso à idéia de que a universidade pública servia basicamente aos ricos; portanto, deveria ser paga pelos alunos durante o curso, ou o governo, seu financiador, ser ressarcido pelos formandos. O que se pretendia então era retirar o Estado do financiamento do ensino superior público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois casos se procura debitar à universidade pública o ônus da desigualdade educacional. Ignorando a contribuição decisiva da universidade pública para o desenvolvimento da Nação – na tecnologia, na ciência, na cultura e nas artes –, os técnicos da Fazenda incluem na conta da educação superior o pagamento das aposentadorias e os elevados dispêndios com os hospitais universitários, essenciais para o funcionamento do sistema público de saúde. É um erro usar tais cifras para estabelecer comparações internacionais, como se fez no referido documento, pois não há país que inclua aposentadorias e gastos com saúde em despesas com  educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É severamente míope o argumento apresentado nesses documentos, ao supor que a função social da universidade seja somente beneficiar aqueles que a freqüentam. Os motivos que têm levado as sociedades, desde o ano 1000, a criar boa educação superior em universidades nada têm que ver com a riqueza ou pobreza dos alunos que as freqüentam. Têm, sim, que ver com a necessidade, essencial para o desenvolvimento das nações, de qualificar pessoas com os níveis mais elevados de educação. Pessoas capazes de trabalhar com o conhecimento humano, que dão lugar a novas descobertas e usam as já feitas para criar bem-estar e desenvolvimento. A universidade não serve “aos 10% mais ricos” – serve ao Brasil. Até hoje não houve nação que alcançasse o status de “desenvolvida” sem contar com lideranças intelectuais assim formadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que boas universidades possam formar as lideranças intelectuais é preciso que garantam um ambiente aberto e acolhedor da diversidade – é assim que os jovens podem aprender mais e melhor e desenvolver ao máximo suas capacidades intelectuais. Por isso é que, do próprio ponto de vista de seu desenvolvimento acadêmico e da educação que se pretende dar aos estudantes, boas universidades devem buscar constantemente mais inclusão e mais diversidade em seus câmpus. Nada a ver com as planilhas da Fazenda e tudo a ver com valor acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que está em questão é inclusão social e diversidade, as universidades públicas demonstram resultados importantes – que poderiam ser ainda mais significativos se o Estado brasileiro lhes desse mais apoio. Levantamentos do Inep e do IBGE permitem verificar que é nas universidades públicas que os porcentuais de estudantes com renda familiar menor são mais expressivos. Nas universidades privadas predominam alunos de renda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) realizada pelo IBGE em 2002,  verifica-se que nas  universidades públicas brasileiras 38% dos alunos vêm de famílias com renda per capita inferior a dois salários mínimos. Nas universidades privadas essa faixa de renda abrange apenas 24% do alunado. Na faixa abaixo de um salário mínimo, a incidência na universidade pública é mais que duas vezes maior do que nas instituições privadas. A situação se inverte na faixa de renda acima de dez salários mínimos: nas instituições privadas se encontram 9,5% dos alunos e nas universidades públicas, apenas 5,4%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro de maior inclusão  nas instituições públicas se repete para a diversidade étnica. Segundo a mesma Pnad, no ensino superior público 28% dos estudantes se declararam pretos ou pardos (categorias do IBGE); no ensino superior privado, o porcentual cai para 15%, praticamente a metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Unicamp, uma das universidades brasileiras mais seletivas do ponto de vista acadêmico, aproximadamente um terço dos estudantes admitidos a cada ano fez toda a sua vida escolar em escolas públicas, proporção muito semelhante à que se encontra entre os inscritos ao vestibular. O vestibular da Unicamp não discrimina o estudante da escola pública, não apenas porque privilegia a capacidade de pensar sobre a capacidade de reter informações, mas também porque essa universidade, nos últimos 15 anos, dobrou o número total de vagas que oferece, em especial pela criação de 19 cursos noturnos. Multiplicou-se por dez a oferta de vagas nesse período de estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer estratégia nacional para aumentar a inclusão e a diversidade no ensino superior precisará privilegiar a expansão do ensino superior público e gratuito. Mais ainda, precisará privilegiar os cursos noturnos, pois é evidente a maior presença, nestes, de pobres, pretos e pardos. Tal estratégia vencerá também na qualidade: o Brasil acostumou-se a ver, ano após ano, no Provão, a presença de melhores indicadores de qualidade no ensino superior público, seja nas notas obtidas pelos estudantes, seja na qualificação do corpo docente ou nas condições de infra-estrutura dos cursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum país é o ensino superior privado com fins lucrativos que atende, com qualidade, um número relevante de estudantes. São as boas universidades públicas, como as do Estado de São Paulo, e várias outras que existem no Brasil, que fazem isso. O governo federal parece achar que boa educação superior custa muito caro. Esperemos que não pretenda levar-nos a experimentar o superior custo da ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Carlos Henrique de Brito Cruz, físico e engenheiro de eletrônica, reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-2589172783504129151?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/2589172783504129151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=2589172783504129151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2589172783504129151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/2589172783504129151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/universidade-pblica-o-mito-do-elitismo.html' title='Universidade pública – o mito do elitismo'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8835536158060858403</id><published>2008-05-09T09:38:00.006-05:00</published><updated>2008-12-10T16:36:02.008-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do reitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Cairá o Rei? Pró-reitor diz que não está nem aí, hein?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4VfhvPw65TY/SCRrCJG1hXI/AAAAAAAACK0/8sFVBUO8GFo/s1600-h/Ocupe%2Ba%2Breitoria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4VfhvPw65TY/SCRrCJG1hXI/AAAAAAAACK0/8sFVBUO8GFo/s320/Ocupe%2Ba%2Breitoria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198397554440897906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pró-reitor da unigranrio disse não se importar com o vestibular. E se pra ele, e outros como ele, tanto faz, quem é responsável pela qualidade do Ensino Superior Particular num sistema onde o MEC dá autonomia para que estas instituições cuidem de si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que serve um reitor? E um pró-reitor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reitor é aquele que rege, governa, administra ou dirige alguma coisa, no caso do Ensino Superior, uma universidade ou certas corporações escolares. Já o pró-reitor é o homem que está antes do reitor e assume algumas legalidades em termos de distribuição de algumas funções. Pode-se dizer que se trata de um filtro ante a reitoria, mas não diminui a legitimidade do cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "&lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/cai-o-rei-de-ouros-cai-o-rei-de-paus-os.html"&gt;Cai o Rei de Ouros, Cai o Rei de Paus: os estudantes chacoalham o sistema&lt;/a&gt;", alertei para o fato de que, nos últimos tempos, alguns estudantes têm derrubado alguns grandes personagens do Ensino Superior atual, geralmente envolvidos em escândalos, corrupção ou por terem dito algo que lhe fugia à competência, fatos caracterizados por menosprezo, preconceito e irresponsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1680126-4005,00.html"&gt;Nesta matéria&lt;/a&gt; do Fantástico, o pró-reitor admite: “Mesmo não estudando para o vestibular, você pode fazer esta prova até no chute. Eu, por exemplo, que estou defasado, posso fazer 25 pontos”, e completa quando o repórter pergunta qual é a nota mínima de corte, por exemplo, num curso como administração: “Eu não me preocupo com isso. Olhando nos seus olhos: eu não me preocupo com isso. Eu não preciso disso. Eu não valorizo isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se pensar nas denúncias da matéria exibida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 5 milhões de candidatos para o Ensino Superior;&lt;br /&gt;- 2, 5 milhões de vagas disponíveis, sendo 300 mil em Universidades Públicas;&lt;br /&gt;- 80% dos universitários estão na rede particular de ensino;&lt;br /&gt;- 100 faculdades, em média, surgem por ano na rede particular, o que aumenta a concorrência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica claro, como diz o educador Zacarias Gama, que  “esse sistema particular se inchou e precisa de alunos como condição de sobrevivência. Ele começa a usar estratégias de mercado no sentido de ter o aluno que ele precisa com o potencial de pagar a mensalidade, com potencial de comprar as coisas que existem dentro dos seus shoppings, menos interessado talvez no seu mérito acadêmico, na reflexão que o aluno é capaz de fazer. Então, é um grande mercado de diplomas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta feita, há uma banalização dos vestibulares o que implica em levar para o Ensino Superior alunos despreparados e descontextualizados. Então eu pergunto: também haverá mobilização destes estudantes, quer dizer, dos estudantes que são alunos da unigranrio e, portanto, submetidos à fala do pró-reitor, para derrubá-lo? Cairá o rei? Tomarão a reitoria? Fica a dúvida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="392" width="480"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie"&gt;&lt;param value="high" name="quality"&gt;&lt;param value="midiaId=823505&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" name="FlashVars"&gt;&lt;embed flashvars="midiaId=823505&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" height="392" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8835536158060858403?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8835536158060858403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8835536158060858403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8835536158060858403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8835536158060858403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/cair-o-rei-pr-reitor-diz-que-no-est-nem.html' title='Cairá o Rei? Pró-reitor diz que não está nem aí, hein?'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4VfhvPw65TY/SCRrCJG1hXI/AAAAAAAACK0/8sFVBUO8GFo/s72-c/Ocupe%2Ba%2Breitoria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6457749984468452524</id><published>2008-05-09T09:19:00.000-05:00</published><updated>2008-05-09T10:23:28.878-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um chocolate pra esquentar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='granulado e encorpado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de ensinar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do professor'/><title type='text'>Em tempo fantástico, o professor!</title><content type='html'>Domingo, 04/05/2008, no Fantástico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor estava no auge da carreira, aos 47 anos e com três filhos ainda crianças. Ele descobriu um câncer maligno e deu uma aula de vida que se tornou um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=823462&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=823462&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"/&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6457749984468452524?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6457749984468452524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6457749984468452524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6457749984468452524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6457749984468452524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/em-tempo-fantstico-o-professor.html' title='Em tempo fantástico, o professor!'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-7558243979154698833</id><published>2008-05-07T14:23:00.002-05:00</published><updated>2008-05-07T14:47:24.778-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;papers&quot; de mel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Entre a autoria e a culpa?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vrya.net/ts/media/img/clothes/paperdolls.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://vrya.net/ts/media/img/clothes/paperdolls.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No &lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/papers-de-mel-e-pesquisadores-de.html"&gt;post abaixo&lt;/a&gt; eu reproduzi alguns e-mails do grupo de estudos. Eticamente questionáveis, inclusive. A questão ainda é esta, sobre a autoria, ou os autores de papers científicos. E se alguém ainda tinha esperanças de que a cabeça no travesseiro e uma noite mal dormida desse conta do recado e os envolvidos esquecessem a idéia de jirico que tiveram, este alguém se enganou. O máximo que uma noite mal dormida conseguiu fazer com esse bando sem noção foi por outra conta, a de justificar a imbecilidade para os organizadores do congresso. Acompanhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 1&lt;/span&gt;: “Olá pessoal! Estou escrevendo o resumo para o Congresso e estou em dúvida e queria a sugestão de vcs. Na introdução escrevi sobre o que se trata o texto, resumidamente, de onde, método, objetivo. Finalizei da seguinte forma: ‘Este estudo faz parte da proposta de dissertação de mestrado em bla bla blá na área de blé blé blé, que está atualmente em fase de finalização, realizada na bló bló bló. Seu conteúdo também é discutido por um grupo de estudos na área blé blé blé e suas relações sociais, mediado pelo professor orientador deste pesquisador e tendo como participantes seus demais orientandos. Desta forma todo texto produzido passa pelo crivo do grupo o que proporciona críticas e sugestões para a sua construção, justificando-se a co-autoria de seus integrantes.’ Vcs acham que é necessário justificar todos os nomes dos co-autores. Achei que sim pq se colocasse apenas como dissertação, caberia na lógica, apenas o meu nome e do orientador, não é? Fico no aguardo de suas sugestões, ok? Fiquem com Deus!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 2&lt;/span&gt;: Nossa bibi, não sei se é a melhor escolha, mas dentro das razões levantadas concordo com o que você fez para não ficar estranho  (mais em cima do muro impossível né?). Eu manteria tal justificativa. Talvez possamos colocar em todos uma menção ao grupo de estudos pelo menos nos painéis (ainda que não estejamos oficializados como um grupo) consulto a opinião de todos também. Abraço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, o orientador, na leva de e-mails anteriores anunciou por uma porta-voz de que, então, o nome dele deveria constar como último da lista em cada um dos trabalhos. Não no meu, bebé! Estou fora, sacou? Quanta vergonha, quanta vergonha!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-7558243979154698833?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/7558243979154698833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=7558243979154698833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7558243979154698833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/7558243979154698833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/entre-autoria-e-culpa.html' title='Entre a autoria e a culpa?'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4014748321976631379</id><published>2008-05-06T11:59:00.002-05:00</published><updated>2008-05-06T12:17:28.538-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;papers&quot; de mel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queimando a língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Papers de Mel e Pesquisadores de Chocolate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.campusfiresafety.com/conference/IMAGES/call4papers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.campusfiresafety.com/conference/IMAGES/call4papers.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ah, pois eu então lhe digo porque tanto me incomoda estar onde estou. Para os desavisados, a idéia de montar este blog foi por conta de um processo seletivo para o ingresso ao doutorado, nos idos de 2005. Então eu escrevi &lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2005/07/banca.html"&gt;A Banca&lt;/a&gt;, e questionei a ética da coisa. A história rendeu, &lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2008/03/para-um-professor-gentil-e-carinhoso.html"&gt;um professor&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2007/05/negociata.html"&gt;em negociata&lt;/a&gt;, tomou as dores, estava certo de que eu deveria passar por cima de todas as desavenças e então fazer doutorado, porque meu lugar era no doutorado e coisa e tal. Em parte eu concordava, eu passei quase três anos tentando encontrar uma vaga de doutorado que fosse a minha cara e não achei. Nem aqui, nem fora do país. É que no doutorado, por mais autonomia que o estudante tenha em relação ao seu orientador, tem muitas coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia. São contratos escusos, e a ética é facilmente confrontada. Seja aqui, seja ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço muito segredo de que, então, não estou onde eu gostaria de estar. O primeiro detalhe é que fiz o projeto de doutorado para ser orientada por um professor, e me restou outro. É aí que os problemas surgem, pelo preço que cada um resolve pagar, seja pela endogamia acadêmica, seja pelas relações das quais se espera ganhar com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já falei aqui sobre a e&lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2006/09/e-na-endogamia-dos-livros.html"&gt;ngodamia dos livros&lt;/a&gt;, criticando as correntes de autores. Já falei dos sustos que levei no grupo de estudos e já passou um bocado de tempo de tudo isso. Mas, então, a coisa se repete, sempre repete (e foi um dos motivos de eu ter &lt;a href="http://cafedocente.blogspot.com/2007/06/o-fim-pois-histria-se-repete.html"&gt;encerrado este blog&lt;/a&gt; em outra ocasião). A coisa se repete e eu fico com vergonha alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo ou não querendo, quando eu disse sim à orientação de doutorado eu aceitei o jogo. Pelo menos o jogo da instituição que me abrigou. E para ir mais além, sou bolsista do CNPq. Mais institucional do que isso, só pegando mais verbas na reitoria de pós, o que não vai acontecer tão cedo porque estou querendo me manter à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que não sou uma pessoa 100% ética, ou apenas já cansei de lutar contra algumas coisas. Mas tem coisa que não dá para não ser ética. O fato é que eu estou passada com a negociação via e-mail que está acontecendo com meu grupo de estudos (do qual faço questão de me ausentar, pela cretinice dos acontecimentos vigentes por lá). Agora resolveram fazer uma lista (exceção feita ao meu nome, ainda bem) de todos participantes. A idéia é simples e não é novidade no meio acadêmico. Para cada resumo que um dos participantes enviar para uns dos congressos de maior prestígio na área – já questionado por mim – acrescenta-se todos os outros nomes do grupo de estudos, criando-se uma rede. Um pesquisador de chocolate acaba fazendo apenas um trabalho e ganhando outros 5, ou 6, ou 7, dependendo do número de integrantes escusos e complacentes do tipo “me add que eu te add”. [Parênteses: esta minha comparação com o mundo internetês é injusta. Na internet, um sistema de redes, há muito mais instrumentos de combater esse tipo de ação para que sites e blogs subam seu page rank do que sonha o mundo acadêmico, uma questão de seriedade].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus ombros suportam o mundo, mas não suportam pesquisadores vagabundos. Por isso não carrego nomes sem sentido, apenas de gente competente e que, de fato, contribuiu para o estudo. Mas nessa corrida papers de mel, promovida pelas instituições regulamentadoras (que eu apoio, já disse em outras ocasiões) têm contribuído para o outro lado da moeda deixando a coisa um pouco à deriva. Talvez seja a hora deste sistema acompanhar os esforços das redes sérias que se criam pela internet. Com ela, os jovens aprendem que sozinho não se ganha o mundo, nem com fraudulências. É que na internet os mecanismos de buscas e ranqueamento de sites e blogs já rastream e punem que faz uso de links como uma rede para ganhar acessos, dentre outras coisinhas a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegando e aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo a troca de e-mails dos Pesquisadores de Chocolate em busca de Papaers de Mel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 1&lt;/span&gt;: Olá pessoal, vcs irão mandar resumos para o congresso em Porto Alegre? O que vcs acham de cada um fazer um e colocar os nomes dos outros no trabalho, pois dessa forma (como fazem em outros institutos) todos terão mais publicações e também, não sei se todos poderão ir até o congresso para apresentar ou expor. Abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 2&lt;/span&gt;: Olá pessoal! Eu concordo plenamente. Pretendo fazer um resumo ampliado. Vamos ver se consigo. Fiquem com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 3&lt;/span&gt;: Concordo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 4&lt;/span&gt;: Bom, se todos estamos de acordo, faremos o seguinte, cada um envie organize um resumo e coloque o nome de todos. Só para confirmar os nomes completos são esses: Beltrano de Tal [este é o orientador dos alunos, inclusive o meu, que vergonha! Me digas com que andas, professor, que te direi quem és], Fulano de Tal, Cicrano de Tal, Lá lá lá de Tal, Li li li, Ló ló ló. Não sei se alguém mais vai mandar (Lê lê lê de Tal? Lu lu lu? Tan tan tan?) Lembrando que cada autor pode ter até 6 trabalhos, Abraço a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-mail 5&lt;/span&gt;: e cada trabalho pode ter 6 autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rá! Fizeram as contas? Em uma tacada só, o pesquisador de chocolate pode, de 6 trabalhos, ter bem uns 30 papers de mel. Rá! Quanta vergonha! Quanta vergonha!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-4014748321976631379?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/4014748321976631379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=4014748321976631379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4014748321976631379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/4014748321976631379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/papers-de-mel-e-pesquisadores-de.html' title='Papers de Mel e Pesquisadores de Chocolate'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-1648024002354547167</id><published>2008-05-06T10:18:00.002-05:00</published><updated>2008-05-06T10:28:54.591-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cafeteria institucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do reitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Cai o Rei de Ouros, Cai o Rei de Paus: os estudantes chacoalham o sistema!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cai o Rei de Ouros, Cai o Rei de Paus: os estudantes chacoalham o sistema!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;por Fernanda Ramirez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.worldofstock.com/slides/PSO1201.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.worldofstock.com/slides/PSO1201.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cai, não fica nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos tem-se visto uma movimentação dos Estudantes do Ensino Superior em franca manifestação país adentro. Primeiro foram os estudantes da USP, em maio do ano passado, que tomaram conta do prédio da reitoria. Estavam contra os decretos do Governador José Serra anunciados em janeiro de 2007 (dentre outras coisas, os decretos proibiam por tempo indeterminado a contratação de professores e funcionários para a instituição; impediam que as universidades usassem a verba sem autorização do secretário da Educação Superior e tiravam a autonomia universitária). Cai, não fica nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi a vez dos brasilienses da UnB que tomaram sua reitoria. Queriam a saída imediata do reitor Thimothy Mulholland, do vice Edgar Mamiya e de todas as fundações envolvidas em processos de corrupção. O estopim, em abril de 2008, foram os gastos superfaturados do reitor e sua lixeira de 1000 reais. Em janeiro deste ano, surgiram diversas denúncias de corrupção envolvendo a atual gestão da reitoria da UnB, envolvendo desvio de verbas por meio da FINATEC para uso privado do reitor. O Ministério Publico abriu inquérito e nas investigações descobriu mais irregularidades envolvendo a FUB e a FUNSAUDE. O grupo que estava à frente da reitoria desde 1998 já esteve envolvido também em outros escândalos como o do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE), o da Casa do Estudante (CEU) e o da própria eleição da atual gestão. Vale lembrar que desde 1996 após o decreto do Governo FHC, a UnB não tinha eleições paritárias para reitor, outra exigência dos estudantes. Cai, não fica nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, os donos da bola foram os estudantes e os professores da Universidade Federal da Bahia. É que o infeliz do coordenador do curso de Medicina, Antônio Dantas, declarou que a baixa no rendimento dos alunos no ENADE (Exame Nacional de Desempenho, do MEC) se deu devido ao fato dos baianos terem QI inferior ao restante do país. Hein? Nos dias de hoje é bom que se proteja ou cai, não fica nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a imprensa distorce fatos e é capaz de dizer grandes mentiras contando apenas verdades e não se sabe ao certo em que contexto o coordenador do curso disse tal blasfêmia. A pesquisa acadêmica e os papers também permitem esta falácia, na medida em que o pesquisador manipula os dados e publica apenas aqueles que lhe interessam. Para os acadêmicos há revisão por pares e coisa e tal dentre os inúmeros indexadores de pesquisa mundo afora. Para os cursos superiores há o ENADE e o fato histórico de que os alunos das universidades públicas têm uma tendência a boicotar o exame, porque não estão de acordo. Esta poderia ser uma das explicações para o baixo desempenho dos alunos da Bahia, segundo Arquimedes Ciloni, presidente da Andifes (associação que representa os reitores das universidades federais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente do acontecido, este fato traz à baila novamente a legalidade de exames como o ENADE e outros instrumentos que regulam os cursos superiores. Há uma tendência da população em rejeitar números e índices, principalmente no tocante à educação. É que então, os números não seriam capazes de dizer como, de fato, a coisa funciona. Números são números, não provariam a qualidade do ensino. Mas trazem deduções lógicas. São indicadores essenciais de repasse financeiro e, convenhamos, deixar a educação ao-deus-dará não faz sentido. Pode ser pouco, pode ser insuficiente, pode ser inadequado, pode um monte de coisas, mas não se pode negar que é necessário haver agentes reguladores, principalmente em se tratando de universidade pública, que deve explicações à nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, eu concordo com Naomar de Almeida, reitor da Universidade Federal da Bahia, que declarou em entrevista para a televisão que, de certa forma, o boicote dos estudantes ao exame nacional é um erro. No entanto, de outro lado há algo de positivo. O boicote é uma das formas dos estudantes se declararem insatisfeitos com o sistema e é o jeito que eles encontraram para “pedir” melhorias, coisa que também é muito válida, como a invasão nas reitorias ou esta última manifestação pública que resultou na renuncia do coordenador do curso de medicina do cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conjunto, o que estes acontecimentos mostram é que os estudantes sempre estiveram com a faca e o queijo na mão. Basta que façam uso deles, pelas razões certas ou pelas razões erradas, para que o sistema chacoalhe. Então, que caiam os reis e que se questione a canção: “nos dias de hoje, não lhes dê motivo, porque na verdade, eu te quero vivo”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-1648024002354547167?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/1648024002354547167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=1648024002354547167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1648024002354547167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/1648024002354547167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/cai-o-rei-de-ouros-cai-o-rei-de-paus-os.html' title='Cai o Rei de Ouros, Cai o Rei de Paus: os estudantes chacoalham o sistema!'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-444547602496102228</id><published>2008-05-01T09:50:00.003-05:00</published><updated>2008-05-01T10:05:22.393-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá também ferve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no coador do brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação café com leite'/><title type='text'>Gravidez e Drogas nas Avaliações Britânicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ogintonico.weblog.com.pt/arquivo/REUTERS%20Rupak%20De%20Chowdhuri.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://ogintonico.weblog.com.pt/arquivo/REUTERS%20Rupak%20De%20Chowdhuri.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto aqui no Brasil a luta é pela diminuição da evasão escolar e do trabalho infantil, dentre outras coisas, na Inglaterra, caso seja aprovado, as escolas serão avaliadas pela taxa de gravidez e pelo consumo de drogas. Além disso, essas instituições britânicas terão que guardar os registros criminais e os níveis de obesidade dos estudantes. Lá eles acreditam que as escolas britanicas deveriam ser responsabilizadas por o que acontece com os estudantes quando eles deixam as escolas, aqui o que justifica as ações são os números para inglês ver. É que os países subdesenvolvidos têm que prestar conta para as Nações Unidas, erradicar a taxa de anafalbetismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-444547602496102228?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/444547602496102228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=444547602496102228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/444547602496102228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/444547602496102228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/05/gravidez-e-drogas-nas-avaliaes.html' title='Gravidez e Drogas nas Avaliações Britânicas'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8222658119405174495</id><published>2008-04-25T00:30:00.004-05:00</published><updated>2008-04-25T01:00:48.360-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='café na cama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem café no circo'/><title type='text'>Caiu na orientação, é peixe!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.healthebay.org/assets/images/marinedebris/turtlenet_500x348.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.healthebay.org/assets/images/marinedebris/turtlenet_500x348.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu não sou a melhor aluna, nem a melhor pesquisadora, nem a melhor acadêmica, nem a melhor articulista, nem a melhor professora do mundo. Eu sou uma mulher que se multiplica em várias outras, como tantas que existem. Mas também não sou daquelas que só pensam nos seus esmaltes, nos seus lábios gloss e em alisar os cabelos. Então, tem coisa na endogamia (leia-se putaria) acadêmica que só termina de me descabelar:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(na reunião de orientação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, você não imprimiu?&lt;br /&gt;- Não, vamos ver na tela.&lt;br /&gt;- Você leu? Porque eu prefiro discutir direto.&lt;br /&gt;- Não, quero ler com você.&lt;br /&gt;- Bom, deixa eu por uma cadeira para me sentar mais perto da tela...&lt;br /&gt;- Se quiser sentar no colo do orientador, não tem problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem, tem problema sim senhor. Aliás, isso tá ficando com problemas demais. Ora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8222658119405174495?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8222658119405174495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8222658119405174495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8222658119405174495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8222658119405174495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/04/caiu-na-orientao-peixe.html' title='Caiu na orientação, é peixe!'/><author><name>Fernanda de Aragão e Ramirez</name><uri>https://profiles.google.com/114786395814262396407</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-W2uKrJ5I5xs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/spqOKy3Cqy4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-6629378171502860969</id><published>2008-04-17T16:11:00.005-05:00</published><updated>2008-04-22T00:12:21.154-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tá na xícara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só no cafezinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do professor'/><title type='text'>Professor ensina beijo brasileiro em universidade no Japão</title><content type='html'>Pelo jeito a docência brasileira serve para alguma coisa mais prazerosa, porém ainda existe a dificuldade em aceitar questionamentos...&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daisuke Onuki, que morou 13 anos no Brasil, é professor da universidade Tokai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje os brasileiros 'comemoram' o Dia do Beijo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez por ano o professor Daisuke Onuki dá uma aula inusitada na universidade Tokai, em Kanagawa, perto de Tóquio: ele ensina seus alunos a beijar como os brasileiros. Homem sério, pai de três filhos, Onuki não está para brincadeira. Ela pega as alunas -e os alunos também-, abraça e tasca um beijo no rosto, para demonstrar como fazem os brasileiros para se cumprimentar. Tudo muito profissional. Tudo muito acadêmico. Onuki é professor de relações internacionais da Tokai. Sua especialidade é falar sobre a cooperação entre os países, curso em que ele prepara os estudantes para trabalhar no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Decidi começar o curso mostrando as diferenças culturais entre países tão diversos como o Japão, a Alemanha e o Brasil", afirmou o professor ao G1 em bom português, em entrevista por telefone, na qual ficou em evidência seu forte sotaque, mesmo após 13 anos morando entre São Paulo e Fortaleza. E nada melhor do que testarmos os diferentes tipos de cumprimentos (o beijo brasileiro, a reverência japonesa e o aperto de mão europeu) para começar o mergulho nessas culturas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que você sabe o que faz o professor Onuki, imagine a cena: uma sala de aula com dezenas de jovens japoneses supertímidos e reservados com a missão de se abraçar e se beijar. A brasileira Luciana Trajano já participou desta experiência. "A reação deles é engraçada. Eles ficam dando risadinhas acanhadas e têm dificuldade para se abraçar, como fazemos normalmente no Brasil", conta. Mas a dificuldade aparece dos dois lados, afirma a brasileira. "Na hora de fazer a reverência japonesa eu percebi que isso não é algo natural e fácil como pensava que seria. A falta de jeito deles também era a minha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sabedoria japonesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabedor destas dificuldades comportamentais, mestre Onuki explica o conceito por trás de suas aulas na universidade. "Tento expandir o mundo desses alunos. Mostrar outras formas de pensar, agir e se relacionar." Mas e a vergonha dos japoneses ao beijar e a falta de jeito dos brasileiros ao fazer a reverência? "É justamente isso que torna a atividade gostosa. Todos ficam meio assim, alterados, dão risadas como se estivessem sentindo cócegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beijo coletivo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onuki já deu a aula de beijo, abraço, aperto de mão e reverência para centenas de pessoas, no Brasil, no Japão e na Alemanha. Certa vez tinha 800 alunos na mesma sala. "O número de participantes não interfere. &lt;strong&gt;Mas tive dificuldades com os alemães, que são muito questionadores e ficavam perguntando o motivo da atividade. Isso é ruim porque corta o barato e o dinamismo da aula. Já os japoneses são obedientes e, mesmo envergonhados, abraçam e beijam quando eu peço&lt;/strong&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia da aula surgiu após Onuki morar no Brasil. Entre 1988 e 2006 ele passou três longas temporadas em São Paulo e Fortaleza, interrompidas por idas e voltas ao Japão. Foi aqui que ele se casou, teve filhos e aprendeu a beijar como os nativos. "Em São Paulo se beija uma vez no rosto para cumprimentar. No Rio, duas, porque os jovens solteiros aproveitam para beijar mais", brinca o professor, ressaltando que os hábitos de um país ainda encontram diferenças regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O jeitinho brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onuki explica aos seus alunos que o cumprimento brasileiro estimula o contato físico e o "olho no olho". "Quanto tocamos um no outro, gerando o tal do calor humano, nosso cérebro produz uma substância chamada oxitocina, a mesma que aparece para as mulheres na hora da amamentação.&lt;strong&gt; A oxitocina nos deixa calmos, relaxados e confiantes &lt;/strong&gt;(obs. pelo visto tão confiantes que não precisamos ir atrás de tecnologias e desenvolvimento...) É o oposto da adrenalina, que nos prepara para correr e brigar, por exemplo (e quem já viveu bomba nuclear bem sabe o que é adrenalina...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Japão, conta o professor, "vivemos distantes uns dos outros, e dificilmente tocamos no outro". "Há poucos anos era quase impossível ver jovens se beijando na boca e trocando carícias em público no Japão, mesmo em Tóquio. Hoje em dia ainda é raro, mas já acontece."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A tradição japonesa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reverência feita pelos japoneses ao se cumprimentarem guarda mais complexidade do que um brasileiro pode pensar. "Ao abaixar a cabeça o japonês está demonstrando humildade em relação ao outro, mas também tentando sentir o outro. É apenas um segundo reclinado, mas significa muito." Veja como o professor descreve a reverência em suas palestras: "Este cumprimento, quando é feito com muita atenção no que se passa, traz uma sensação como se algo dentro de si saísse e se entendesse -provavelmente partindo do topo da cabeça- e fosse flutuando na direção do outro, para sentir o outro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em japonês, prossegue Onuki, quando sentimos o outro invisível nós falamos que sentimos o "ki", que ele descreve como "uma função do coração com que percebemos o mundo externo e comprendemos a relação entre o mundo externo e eu -a consciência". E com os olhos fechados fica mais fácil sentir o "ki", diz o professor. Entendeu? Mas para fazer a reverência, na prática, ainda é necessário "reprimir os sentidos comuns", explica Onuki. "Os brasileiros e os alemães não fazem direito: eles levantam a cabeça antes da hora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeitão europeu Por fim, vem o aperto de mão europeu -"firme, muito firme", ensina Onuki. "É uma saudação forte, que demonstra uma espécie de confronto. Olhos nos olhos, um enfrentando e respeitando o outro." Depois de muitas aulas na universidade Tokai, o professor Onuki chegou a uma conclusão: "os japoneses gostam mais do beijo brasileiro do que do aperto de mão alemão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Fabio Schivartche - &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://g1.globo.com/" target="_blank"&gt;http://g1.globo.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicação - Livro: A revolução sexual sobre rodas: conquistando o afeto e a autonomia - de Fabiano Puhlmann&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor, com a intenção de diminuir o medo, a vergonha e o isolamento afetivo e sexual a que muitas pessoas com deficiência física se condenam, esclarece neste livro as principais dúvidas sobre tratamentos, recursos e atitudes a serem mantidas para uma sexualidade livre e prazerosa depois da deficiência física. Tratando também da inclusão social, este livro ajuda a pessoa com deficiência a resgatar a vida, a autonomia, o afeto e o erotismo esquecido. Autor: Fabiano Puhlmann - 128 páginas - Editora Nome da Rosa - R$ 20,00 - A venda nas principais livrarias do país ou pelo site &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.nomedarosa.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.nomedarosa.com.br/&lt;/a&gt; &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.netpsi.com.br/livros/arquivo_livros.htm" target="_blank"&gt;http://www.netpsi.com.br/livros/arquivo_livros.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-6629378171502860969?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/6629378171502860969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=6629378171502860969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6629378171502860969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/6629378171502860969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/04/professor-ensina-beijo-brasileiro-em.html' title='Professor ensina beijo brasileiro em universidade no Japão'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-8749681860523634195</id><published>2008-04-16T21:25:00.004-05:00</published><updated>2008-12-10T16:36:02.173-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='um chocolate pra esquentar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papo de bolacha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expresso do professor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torrados e moídos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aroma de aprender'/><title type='text'>Escrever dá trabalho, trabalhar não dá...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SAay7AiFC0I/AAAAAAAAB7g/KFBqgPlp0NY/s1600-h/olhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190032347416038210" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SAay7AiFC0I/AAAAAAAAB7g/KFBqgPlp0NY/s400/olhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Por &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4238811T6"&gt;Solange Pereira Pinto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha necessidade de escrever me atabalhoa. É que preciso (do verbo necessitar para sobreviver) de fazer outras coisas e me pego pesquisando pra escrever um texto novo ,cujo tema me entope veias e entala a garganta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é como ar para mim. Se o tema vem à baila, tem que bailar. Melhor dizendo, tem que bailar lindamente, de salto alto, traje a rigor, um bom perfume, um brinco adequado, para rodopiar no salão sem tropeço e receber aplausos no final (ainda que seja o auto-reconhecimento). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fico parecendo madame em dia de festa. Corre daqui. Ajeita dali. Sua acolá. Uma trabalheira que só! Praticamente um sofrimento. Aliás, um masoquismo, por que no meio de tudo isso há prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever dá trabalho! É fundamental pesquisar o tema. É essencial usar o dicionário. É recomendado olhar a gramática. É aconselhável pedir alguém que leia para ver se o dito está de fato dito como deve ser dito (traduzindo: se a mensagem está do jeito que você quer). É indispensável revisar, revisar, revisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa ida e vinda de dedos saltitantes pelos teclados, idéias pululantes na cabeça e ponteiros agitados numa pressa que não compreendo o motivo (hahahaah), vou me perdendo do senso de realidade (?) e obrigações (!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a dona responsabilidade fica se metendo entre cada parágrafo, obrigando-me a correr com o texto, pois é hora de outros afazeres mais importantes (?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou uma driblada nela. Peço um minutinho a mais, emendo mais um parágrafo. Mas o alarme está ali "bléimmmmmmmmm, pára! Chega! Tá passando da hora!". Estou quase na conclusão do texto quando se faz urgente me levantar e sair para mais um compromisso remunerado (ainda que insuficiente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa toada vou me frustrando e tentando compreender por que escrever dá trabalho e não é reconhecidamente um trabalho, e por que trabalhar nem dá tanto trabalho, na maioria das vezes mais aporrinhação. Ou por que não pode ser este o meu trabalho diário remunerado (já que o faço diariamente). Ou por que tenho a incontrolável necessidade de me ocupar com algo que não me sustenta o corpo, porém indescritivelmente me alimenta o ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não entendo esse mundo vou me perdendo entre as linhas de mais um pensamento para alinhavar outro argumento. Se a existência é mesmo incompreensível, gastar mais uns minutos a traçar novos períodos não deve ser crime ou objeto de castigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumo as penalidades e vou para o grande final, pois o baile já vai começar. Quer dançar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16952189-8749681860523634195?l=cafedocente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafedocente.blogspot.com/feeds/8749681860523634195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16952189&amp;postID=8749681860523634195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8749681860523634195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16952189/posts/default/8749681860523634195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafedocente.blogspot.com/2008/04/escrever-d-trabalho-trabalhar-no-d.html' title='Escrever dá trabalho, trabalhar não dá...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SAay7AiFC0I/AAAAAAAAB7g/KFBqgPlp0NY/s72-c/olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16952189.post-4207257298083678752</id><published>2008-04-15T11:15:00.004-05:00</published><updated>2008-04-20T00:12:04.651-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;papers&quot; de mel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='queimando a língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisadores de chocolate'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chá-teação acadêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-grãoduação'/><title type='text'>Orientação Acadêmica</title><content type='html'>Tudo que o seu orientador quer (a maioria deles) é que você produza um texto, de preferência Qualis A Internacional, porque ele, com muitas outras atividades provenientes do seu cargo acumulativo disso e daquilo outro (que lhe rende uma bela grana extra), está sempre precisando de artigos, capítulos, livros para aumentar sua produção intelectual. Produção de quem mesmo?&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E com a desculpa de que ele é muito e você é pouco (eita hipocrisia da porra!), e com a velha questão ética vinda do fato dele ter lhe dado a vaga (do verbo dar mesmo, lembre-se que nunca foi você que a conquistou), o que obriga, de fato, que você coloque o nome dele no seu trabalho pelo nada que ele fez, você nem terá a chance de colocá-lo à prova. É que existe uma regra na pós-graduação que diz que se o orientando 
