Alunos: a cara da instituição!

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Estou corrigindo as provas que foram aplicadas na semana passada. Tenho turmas com cerca de 80/90 alunos e mesmo assim insisto em dar prova dissertativa (e individual) para avaliar os conhecimentos adquiridos na matéria de psicologia. Dizem que eu invento moda, que uma prova em testes seria mais fácil, para os alunos (que não sabem) e para mim (que perco menos tempo em corrigí-las). A maioria dos professores, colegas meus, por conta disso, avaliam com testes. Por enquanto eu não concordo. Acho que a função do professor é fazer o aluno pensar, criticar o mundo à sua volta e não apenas passá-lo de semestre. Encontro muitas provas que refletem meus pensamentos, exatamente como os escrevi na apostila. São as colas. E sei que os alunos sequer sabem o que escreveram, o que aquelas palavras significam. As marionetes do sistema.
Hoje eu acabei por confirmar uma suspeita de muito tempo. Os alunos (e professores) não sabem como a instituição funciona, até pertencerem a ela. E depois sim, passam a agir margeando suas regras. Eu tenho turmas de 1º e 2º semestres na mesma sala. É a lei do capitalismo: paga-se o professor por uma aula enquanto ele atende duas turmas. Eu não concordo, mas por outras razões participo do sistema, como os alunos. Na prova que foi aplicada a uma destas salas, alunos de 1ª semestre tiveram as notas mais altas, equanto os de 2º semestre, a porcentagem mais baixa. Eu medi pra ver e acho que não se trata de uma conincidência. Acredito que alunos de 2º semestre já identificaram as falhas do sistema e se acomodaram a ele. Sabem que, independente de qualquer coisa, terminarão seu curso, fazendo DP ou não.

1 comentários:

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