A Banca

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... ou talvez, apenas mais uma história sobre cartas marcadas ...



Banca Examinadora - Parte 01

Está escrito no manual de ingresso ao programa de doutorado que as etapas seletivas constituem-se basicamente de: análise de currículo, análise de dissertação de mestrado, carta de justificativa e entrevista que, teoricamente, deveria ser composta por uma banca. O que seria ético, inclusive. Imagine a confusão se este processo fosse mediado por apenas uma pessoa? Pois é, aconteceu comigo. Uma banca de um. Mas uma banca não pode ser de um. Está no dicionário: "grupo de pessoas incubidas da organização e realização de um exame ou concurso, etc, etc, etc". Comigo, o que aconteceu mesmo, foi só grupo, m.q. mentira. Ou pior, grupo, m.q. a elaboração de um plano de roubo. Pois é, roubaram a pouca crença que eu tinha no sistema. Agora eu tenho certeza: não há carta que não esteja marcada.

Confesso que eu gostaria de ter passado por um processo seletivo criterioso em todas as suas etapas, e de igual valor. Honesto. O primeiro sinal que percebi que algo não sairia conforme o edital foi a data do dia da entrevista, que fora adiantada. Talvez para abafar a banca, suprimí-la. De fato não teve banca, do início ao fim. Levaram a banca à glória. Quebraram-na. E com ela, tudo aquilo que lhe era de direito. Acabou a moral. Acabou o respeito institucional.

Botando Banca - Parte 3

Sobressaiu o poder. Botaram a maior banca, isso sim. Quer dizer, de repente eu estava lá, diminuída porque, politicamente, vangloriaram-se de privilégios (e não de saber o que é uma contradição no meio acadêmico). Alguém poderia me dizer que é assim mesmo, que eu deveria saber. O que? Que a banca seria suprimida? Só se eu já nada acreditasse no sistema, como agora. Já disse isso uma vez: eu lutei imaginando o pior (e sei que me armei com bons argumentos e excelentes propostas, irrefutáveis), eu só não sabia que o pior poderia ser pior do que eu tinha imaginado. As relações de poder, estas, ainda não aceito.

Reconstituindo a Banca - Parte 4

Se você quer ser respeitado, cumpra, no mínimo, com as regras da instituição ao qual representa. Porque é muito fácil trocar de banca no meio do caminho, principalmente em um sistema em que as pessoas não são maduras porque preferem se calar. Porque preferem aceitar ou simplesmente porque não querem queimar seu filme. Como se expor suas idéias e justificá-las coerentemente fosse um crime! Sim, há uma imaturidade porque eu sei, ao me expor publicamente, estou fechando portas. É mais fácil suprimir, eliminar, do que lutar para melhorar, para crescer. Eu prefiro o caminho mais longo e banalmente colocar a cabeça no travesseiro e dormir, não o contrário.

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Anteriormente escrevi no post sobre Hegel (E esse tal de Egél... quem é?), que algumas coisas não são como eu gostaria que fosse e que as acadêmicas me surpreendem a cada dia, ou sou eu que sou muito exigente, exagerada. Repito.

2 comentários:

Dal disse...

Eu, como graduando, tenho visto algumas monografias de final de curso. Nessas apresentações de TCC também tem banca.E que banca, e os TCCs, nossa, meu Deus!

Como eu faço curso de Educação Física, eu tenho visto os TCCs de Educação Física, é óbvio.

Em 2004 e agora em 2005 eu percebi que prá deixar a Banca feliz não precisa fazer pesquisa alguma, não precisa saber falar, o material de apoio não precisa ser bem feito e nem Bibliografia precisa. Ah, é hilário. SE você escolher um tema que fale de deficiente físico, síndrome de Down, Altismo, Cegos... e outros do tipo, a Banca chora e elogia. Basta apresentar um filminho de Paraolímpicos em ação. A Banca vai chorar, elogiar, e você não vai só receber o diploma, vai ser canonizado.

Estamos cursando numa instituição onde o Campus é um prédio de 3 ou 4 andares, não tem rampa prá deficiente subir e descer nem elevadores, e a coordenação se mostra sensibilizada quando os TCCs são sobre PPDs. Você que está lendo essa coisa agora pode não achar nada estranho. Mas eu acho a coisa maluca. Eu não sei quem que é deficiente os PPDs ou a Banca.

Anônimo disse...

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