Mostrando postagens com marcador adoçando a coisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adoçando a coisa. Mostrar todas as postagens

Carta à Prefeitura

Prezadas Marias





Ontem tivemos um encontro muito acolhedor, agradecemos o carinho (se bem que faltou um cafezinho, biscoitos e água ou um suco, mas tudo bem, a gente se virou sem essa porque entendemos que se trata de uma prefeitura. Não, não entendemos não. Não entendemos nada, isso não tem nada a ver, foi falta de tino mesmo, e mesmo para encontro de última hora. Por hora compreendemos a urgência, mas para uma próxima...).

Agradecemos e colocamo-nos à disposição para o que for possível (e como é claro que isso também se trata de um embuste, corrijo: para o que for possível de se fazer naquilo que a gente tiver vontade, e só). Já estamos nos organizando (eu sei, eu sei. Porque tudo ainda está só em pensamento, o mais honesto seria dizer que estamos nos concentrando, mas vocês sabem bem como as coisas são, a gente não pode, aqui, usar verbos contra a nossa pró-atividade porque não nos cairia bem em se tratando de uma mensagem como essa para fino trato, ops, tratado, ops, parceria, ops, negócio, ops, sei lá o quê).

Já estamos nos concentrando para realizarmos as nossas propostas e coisa e tal (para que não haja dúvidas, vou desenhar um pouco este coisa e tal: estamos usando nossos esforços com o foco para o nosso próprio lucro, a nossa marca e coisa e tal. E por falar nisso, lembram-se da atividade que oferecemos em troca? Pois então, este é o verdadeiro motivo de estarmos vos escrevendo, mas como não podemos ser, assim, tão diretas, não encontrei meios mais adequados para terminar este escrito senão o que está por vir). Para as outras (entenda-se nossas) atividades, projetos e idéias, esperamos as coordenadas. (Sinceramente, espero que as senhoras captem este “entre-linhas” que está gritando bem na frente de vossos olhos, e em letras garrafais: ATIVIDADE! ATIVIDADE! NOSSA! NOSSA!)

Atenciosamente (que aqui vai no lugar de “aguardamos um retorno imediatamente, principalmente naquilo que diz respeito à NOSSA ATIVIDADE”),
R&R Sociedade Anônima.

(Ps: também não podemos deixar de registrar que é uma heresia pedir que façamos isso ou aquilo outro com um “mas infelizmente não temos verbas”. Nós sabemos que quando uma prefeitura quer alguma coisa, ela consegue e também sabemos que o mundo não é tão insano tanto quanto parece. E que a política é para os dois lados. Só para esclarecer, nós não temos nada a ver com esse contrato de cavalheiros que diz que prefeitura, e professor, e coisa e tal devam trabalhar em troca de projeção e currículo, apenas. Nós trabalhamos para comer, beber, dormir e trepar num motel de luxo sempre quando quisermos. Por isso, providenciem nossas atividades com máxima urgência, caso queiram que, na próxima, vos agradecemos de maneira mais cordial, e verdadeira).

________________
Texto produzido para o Letra Corrida. Laboratório de Escrita Criativa.

Prezadas Tu e Ti
Ontem tivemos um encontro muito acolhedor, agradecemos e colocamo-nos à disposição para o que for possível. Já estamos nos concentrando para realizarmos as propostas conversadas. Para outras atividades, projetos e idéias, esperamos as coordenadas.

Atenciosamente
Eu e Ela

Tese de Doutorado: A História

Tese de doutorado: A História

Ele veio sem muita conversa, sem muito esperar
Eu só sei que falava de bolsa e artigos a publicar
Sei que ela tinha perfume no rosto e no peito um brilhante
Trazia seu corpo num vestido branco, meio estonteante

Ele veio assim, como o relatório, apressado em acabar
E com tudo por entender a bolsa continuou a rolar
Ela esperando, na sala, sentada em cima de um banco
Com seu belo vestido novo cada dia mais branco

Como vão seu pai e sua mãe, perguntou o pobre galante
E a orientanda sorriu por dentro, ainda que distante
Mas ela não tinha saco praquilo tudo, preferia um café
E ele ainda achava que dava aulas num cabaré

Já o protocolo não tardou alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava um nobre doutor pagando fiança
Depois que ele, não sei bem se por nota ou se por conceito
Resolveu chamá-la de “aluna bonita” sem muito respeito

Então a história deste doutorado ela carrega nos braços
Embalando virtudes, não assina quaisquer tratados
E colegas de estudo, famintos por lattes e suas amantes
A conhecem só pelo seu jeito de aluna de diamantes

Laiá Laiá
Laiá Laiá

____________________
Produzido em 4 mãos:
- Fernanda = duas
- Soll = duas

A aula eterna

Eu queria escrever uma narrativa aqui. Eu queria escrever uma mônada beijaminiana, um fragmento que se tornasse completo, mesmo que para adiante continuasse apenas sendo um pedaço de coisa.

Um pedaço de aula, para sempre. É sobre isso que eu quero dizer. Sobre a diferença, sobre o professor que faz cada minuto de sua aula parecer a hora do cafezinho. Aquela hora que passa e ninguém vê, que gera susto quando chega ao fim.

Ontem a frustração foi evidente. Ficou estampada no rosto de todos os alunos quando a professora sentenciou: já são cinco horas. Naquele momento eu quis gritar a tamanha saudade que se instalava em mim, e eu sabia que seria para sempre. Talvez a saudade tenha se instalado nos meus colegas também, porque ninguém fez aquilo que aluno sempre faz quando toca o sinal, que é jogar-se em sua bolsa, mala ou mochila e ir-se embora em busca de um tempo perdido.

E aluno é mesmo assim, quando percebe que o horário de ir está chegando, começa logo a guardar o caderno, a caneta, o bloco de anotações, as folhas, os livros, os textos xerocados, e faz tudo isso bem na cara do professor, de preferência, como se para ele dissesse: se liga, cara, tenho coisa melhor para fazer!

Mas ontem nenhum aluno se lançou fora da aula, após seu término. Coisas da pós-graduação? Pode ser. Ninguém se levantou, nem acreditávamos. Em nós, apenas uma sensação de vazio e a vontade de que, enfim, o tempo pudesse parar. Alguém quebrou o silêncio provocado pelo choque. Foi um alívio saber que a aula continuaria mesmo depois do seu fim. Quarenta minutos a mais, até chegar o ponto final.

Enquanto guardávamos nossas coisas, falávamos, falávamos e falávamos. Como se pudéssemos fazer daquele um momento para sempre, como se tivéssemos acabado de nos encontrar na hora do cafezinho, convite extendido também para a professora. Que delícia de professora (no bom sentido, claro!), viva no meio das rodinhas, das conversas paralelas, diminuindo a sensação da perda do tempo que estava se indo.

Conseguimos nos despedir quase uma hora depois. Indo para casa, apenas a certeza de que uma aula pode fazer a diferença, pode ser para sempre.

A parte legal

Todo Congresso tem a parte chata, e a parte legal.




Que bons ventos, estes que me deixaram cara a cara com o Prof. Laércio. Que prazer em conhecê-lo e que excelente oportunidade ele está me dando (sim, eu vou correr atrás!). No primeiro dia fomos juntos ao Congresso, depois de uma breve reunião aqui em casa. E lá foi ele me apresentando - aqui e acolá - para uma gente boa demais.

Eu até cheguei a gozar (no sentido psicanalítico do termo) quando o Prof. Antonio, uma simpatia, disse que a psicanálise é diferente da psicologia. E outro cara prazeroso de se conhecer, foi o Puga. O Prof. Puga, um lobista tão pé-de-chinelo quanto eu. Tá, vai. Ele é bem melhor do que eu, devo admitir. E foi gostoso demais andarmos de lá pra cá, de cá pra lá. De vento em popa. Daí apareceu o Guilherme, carioca. Divertido. E fomos para o SESC Pinheiros assistir o Antonio Nobrega. Puxa, que dia maravilhoso este de ontem, obrigada! E ainda teve a Melina, com seu toque especial, com sua vontade de fazer as coisas sairem do lugar. Empolgante!

Teve também meu orientador de mestrado, que delícia reencontrá-lo, que abraço gostoso. De repente eu percebi o quanto eu teria aproveitado melhor o mestrado se o estivesse fazendo hoje, que estou mais madura e um dedinho menos selvagem. Um dedinho só, mas já é um bruta diferença. Daí eu achei que o cara deveria saber disso, então contei. E sei que ele entendeu o tamanho deste agradecimento. Um cara bom demais, que tem uma filhinha linda. E que me ensinou muito com sua paciência e generosidade. Do tamanho de um bonde, a generosidade. Eu fiquei extremamente feliz, primeiro por ele levar ao Congresso o tema da psicanálise e, depois, por ter me citado em sua palestra. Que honra! Pedro, você está no meu coração e eu estou sem palavras. Obrigada por fazer parte da minha vida, por acreditar em mim academicamente (e na importância que isso traz).

Laércio, obrigada por ter dito meu nome no microfone, durante sua fala. Duas vezes num mesmo Congresso? Eba!!! Eu tô ficando famosa, seja lá o que isso represente (meus 5 minutos de fama). Mas que faz um bem danado pro ego, ah, isso faz!

Andando pra trás?



De cara eu caí na pós-graduação. Antes eu só havia ministrado um curso de extensão. Com um ano de formada, eu não era nada, eu não tinha título, nem especialização nem mestrado, apenas muita coragem. Foi com esta coragem que eu segui em frente. Outros cursos vieram, mas eu sentia que me faltava traquejo, que era hora de eu ser mais pé no chão e ir lecionar na graduação.

Isso já tem 3 anos. Tem 3 anos que o capitalismo do ensino superior me tem feito andar para trás. E foi uma opção minha, que eu não lamento mas que penso em abandonar, seriamente. Se já tem um ano que não dou mais aulas na pós, estou andando para trás.

Estou andando para trás porque - em uma das faculdades que leciono - o professor é um número. Se ele tem mestrado, é um número alto. Se tem doutorado, é um número absurdo. A coordenação não quer saber, nem dos professores, nem dos alunos. Neste semestre me assassinaram, acabaram com a seqüência do meu projeto educacional quando me tiraram de uma turma, da minha turma. Mas me precisavam para tapar buracos, que não estou a fim. Tem 3 anos que eu estou tapando buracos e tem 3 anos que eu estou andando para trás.

Mas eu cansei de ser palhaço neste mundo acadêmico. Cansei de andar para trás. Então eu liguei pro coordenador e lhe disse que ficaria muito agradecida se ele me mandasse embora no fim do ano. Eu quero andar para frente, fazer doutorado (e estou apostando nele!). Então me disseram que era bobagem, que as universidades não contratam doutores, por causa dos números.

Bah! Tudo bem, que fechem as cortinas porque eu não quero mais ser um número, eu não quero mais andar para trás!

Mais um semestre...



É, o veranico acabou. E com ele, as férias. Um pouco frustrante passar as férias de inverno longe do vinho, do fondue, da sopa na casca do pão italiano, do chocolate quente no alto da Serra da Cantareira ou do filminho debaixo das cobertas.

Na segunda-feira o inverno bateu, chegou com tudo, com chuva inclusive. Bom pro filminho! Mas que nada, sai da frente que as aulas também chegaram, e com tudo. É uma tal de grade horária, dividir turma, quadra, aluno e uma vontade louca de clonar professor porque a instituição, coitada, anda sem verba para contratar gente nova. Telefone, telefone, telefone! No meio da tarde desliguei o celular e no começo da noite lá estava eu no trânsito maluco da av. Ibirapuera, questionando-me se seria melhor eu estar a caminho da Serra, pro chocolate quente e um bom papo de inverno. Encontro programado pro sábado e estão todos convidados!

Antes, porém, eu queria dizer a todos, Benvindos! E vamos em frente, com textos novos, gente nova, gente velha, gente boa de mais! Todos vocês que participam, que escrevem, que comentam, que passam rapidinho só para dar uma olhadinha, todos vocês, gente boa de mais! Só tenho a agradecer e dizer sorrindo, junto a minha taça de vinho, um até breve!

Entre um e outro, entre professor e aluno...

Aprendi com a psicanálise que o jogo se joga no entre, e não do professor para o aluno. Entre eles. É a tal da transferência, uma coisa maluca que pega direto no inconsciente, tanto do professor quanto do aluno. Em uma época em que a informação está em todos os lugares e que chovem trabalhos "ctrl/c -ctrl/v", resolvi apostar minhas fichas no entre mesmo, apoiando, mostrando novas possibilidades, falando da vida. Daí um aluno veio de mansinho, queria que eu indicasse caminhos para a carreira acadêmica etc e tal. Vai lá, pouco tempo depois, estou aqui para brindar seu primeiro pôster em congresso científico.

Parabéns Renato!

Memorial

Lembram daquela coisa que eu sempre digo, dos alunos deixarem de ser a piada do dia? Ou então quando eu prefiro que eles sejam sujeitos e não objetos? Na matéria de Metodologia de Pesquisa eu solicitei que eles escrevessem seus memoriais acadêmicos, para se tornarem sujeitos. E não era tarefa obrigatória. Transcrevo abaixo uma frase de cada memorial que recebi, na certeza de que estes alunos deixarão de serem a piada do dia.

"A profissão de marceneiro exerço até hoje em uma escola de menores carentes. Chegando nesta escola a diretora pediu para eu ficar com as crianças na entrada e na saída dos alunos e recreação. Percebi que tenho muito jeito para lidar com crianças, mas jamais me passou pela cabeça entrar em uma universidade (...)."

"Como minha irmã também havia decidido fazer Educação Física, então iniciamos juntos o curso."

"Alguns dias antes do começo das aulas me ligaram da faculdade dizendo que não haviam aberto o curso de turismo por alguns motivos, e perguntaram se eu queria mudar de unidade ou de curso. Sem pensar duas vezes eu mudei para Educação Física para ver no que ia dar, e deu que hoje, em 2006, eu trabalho na área. sou professor de natação, adoro meu curso, não me vejo fazendo outra coisa (...), acho que desde o começo tudo me levava à Educação Física, mas foi preciso algo maior para me fazer enxergar isso."

"No meu primeiro dia de aula quando entrei pela primeira vez em uma faculdade fiquei maravilhado com o tamanho da instalação do lugar, me sentia a menor pessoa do mundo e o relógio neste dia passou muito rápido."

"Quando começou o curso eu não estava muito animado porque fiquei um bom tempo sem estudar, mas hoje posso dizer que estou muito satisfeito com o curso e não me arrependo nada de ter entrado na faculdade."

"Hoje a única coisa que eu lamento é não ter começado mais cedo a fazer o curso, e assim adiquirir experiência profissional, e ter vivenciado mais (...). Vendo professores com minha idade, hj tenho muita vontade de trabalhar na área."

"Estou gostando do curso, podendo utilizá-lo futuramente dentro da minha profissão e podendo me trazer melhores benefícios na carreira."

"Agora em um futuro próximo, assim eu espero, eu pretendo ser um profissional bem conceituado no mercado, não sendo que nem meu professor de natação [ou] que nem o técnico de futebol que tive, mas sim, sendo que nem meu professor de Educação Física na escola, que me incentivava e me colocava de exemplo para os outros alunos. Hoje eu entendo o porque disso: era uma forma de me mostrar que era capaz de ensinar outros sem saber que estava fazendo isso."

"Os professores que tive no colegial não eram muito interessados em dar aula não. No meu ponto de vista só queriam ganhar seu dinheiro no final do mês, mas agora na faculdade tive a convicção que seria e vou ser profissional porque comecei a estudar mais sobre a área e a me interessar mais."

"Diante destes fatos estou (...) levando o estudo mais à sério, realizando meu desejo profissional e o da minha mãe, que é ver o filho dela formado em uma universidade."

"Como faço dança há quase 10 anos, todos falavam que eu deveria fazer algo ligado à essa atividade que tanto amo."

"Gosto muito da faculdade, tirando que ainda tem alunos que acham que estão na 8ª série, que só sabem atrapalhar os outros, que não se comportam como pessoas normais."

"Vinda de uma família simples tive uma boa educação e acredito que isso foi primordial para minha formação e para ser o que sou hoje."

"Na escola em que trabalho fui reconhecida e aumentaram meu salário, tudo que eu precisava para ficar tranquila, pois sabia que com o salário que ganhava não iria resistir por muito tempo e ia chegar o momento de desistir (...)."

"(...) quando estou dando aula me sinto bem, pois vejo a alegria dos alunos e como faz bem para saúde e pro psicológico das pessoas a atividade física."

"O meu futuro profissional será muito promissor, pois tudo que me proponho a realizar faço com todo carinho e dedicação e quando já não estou mais satisfeita com algo procuro não atrapalhar a quem tenta se empenhar para mostrar seu melhor."

"Enfim, minhas expectativas futuras é de me tornar um bom profissional e com isso fazer valer todos esses anos de estudos, lembrando sempre que o tempo não pára e devemos aproveitar todas as oportunidades que nos são concebidas, por isso faço sempre o que gosto."

"E quando se completarem 10 anos eu quero estar completamente satisfeita com minha vida profissional, para assim poder fazer mestrado e ter a oportunidade de ensinar outras pessoas que tenham a mesma vontade que eu, de poder ajudar o desenvolvimeto de quem precisa e poder capacitá-los no seu início de carreira como eu estou hoje."

A saber...



Eu entrei na graduação porque eu queria mudar algumas coisas. Mais do que fazer diferente, eu sempre quis ir além. Além da própria graduação, do mestrado e até mesmo de um doutorado. Tudo que faça o mundo girar. Eu quero ser referência porque eu quero ser a diferença e não a piada do dia. Quero ser debatida, confrontada, questionada. Eu preciso ser vaiada quando for o caso porque eu quero ser sujeito, estar no centro, ou como dizem meus alunos, eu quero causar. Não busco um título por ser um título ou porque paga mais. Eu quero abrir a porta e quero a idéia no seu sentido absoluto, douto e não doutoral.

Sim, tem coisas boas!

Basta procurar que as coisas boas, os 5%, aparecem. No último post divulguei uma história que recebi por e-mail, dos 5% que são bons. Foi um aluno que me enviou, o mesmo que comentou o post, logo abaixo. No seu comentário ele pede para que eu conte as coisas boas de ser professora. Fiquei pensando, porque eu sei, elas existem. Então pensei nos 5%. E antes de achar uma história, ou algumas, me passou pela cabeça que um garçon ganha 10% pra servir mesas, que os números são injustos. Pensei que isto deveria ser diferente. Mas como este não é um post para criticar, desabafar, vou contar sobre uma aluna, atleta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Um dia ela chegou pra mim e disse:

- Professora, adoro sua aula. Acho que tem tudo a ver com o que a gente passa no esporte.

Eu fiquei feliz porque entender minha aula de psicologia não é coisa assim, tão fácil. E eu sou exigente, monto uma prova complicada. Então, passado um tempo ela me manda um e-mail, falando sobre os problemas do time, que ela tinha dado algumas sugestões, que ela passou a entender melhor algumas coisas depois das aulas, que ela pretendia levar estes conhecimentos para a equipe. É gostoso saber que a gente influencia, faz diferença na vida das pessoas. Não fosse coisas deste tipo eu já estaria em outro lugar, com certeza!