INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

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Tem algum tempo, pouco, que passei a me interessar pelo ensino à distância. Escolhi a palavra ensino em detrimento da palavra educação. Ainda elaboro pensamentos a cerca das múltiplas possibilidades educacionais ou “educadoras”. Vai entre aspas porque, de acordo com algumas pesquisas, o significante é dado em aspecto restrito, destinado à capacitação. Esta distinção é, de fato, uma particularidade minha. Sei que outros autores já navegaram tentando ponderar o assunto, mas eu ainda tenho dúvidas, visto que minha tendência, em relação ao ensino, está, junto com outros fatores, em associá-lo ao acumulo de informações, que eu acho, corresponde ao papel social do saber levado à distância. Sei que esta é uma discussão ampla, que não terá fim com estas linhas e, talvez, apresente uma opção funcional, em termos de alcance.

Dos tópicos discutidos nos fóruns, onde percebo que muitas mensagens foram postadas a esmo, as dúvidas que me inquietam até o presente momento estão em relação à objetividade e praticidade do ensino à distância. Acho que com este aperto do curso, em uma semana, muitos assuntos de ordem prática acabaram ficando para segundo plano. Nem eu tive tempo de debater sobre a estrutura do ambiente virtual, sobre a questão dos tutores, dos atores e das personagens.

Tem algum tempo que freqüento cursos a distancia, participando de diversos tipos de ambientes e de concepções. Fiz cursos desde mecânica de automóveis até cursos de negócios, estes últimos pelo ambiente do Sebrae. Ainda tive oportunidade de participar de um curso de especialização e capacitação docente em outra instituição de ensino superior. Dada esta experiência e esta diversidade de cenários e, também, minha busca em colher elementos em que meu próprio espaço virtual se constitua e vá para além da troca de e-mails, percebo, inclusive com este curso, que a questão do ensino à distância gira em torno da informação, e esta gera conhecimento para aqueles que são capazes ou desejam operá-las. Daí que entram minhas considerações a cerca da certificação e do sistema de avaliação. Este, no meu modo de pensar, deve ser rígido mesmo estando suscetível que outra pessoa faça login para um aluno ou que haja o plágio. As formas ainda são questionáveis, mas o risco é válido na medida em que os certificados incluem trabalhadores na sociedade, quando os certificados geram aumento de renda.

Já em relação às novas tecnologias, aos novos métodos de ensino, acredito que serão uma freqüente no ensino à distância como são no ensino presencial. Ambos estão em freqüente mudança ou a mudança é vista sempre como uma possibilidade imediata, dados os diagnósticos anteriores, avaliadas as necessidades.

Não tenho dúvidas que a eficiência de um processo de ensino e aprendizagem gira em torno de relações transferências, e foi o que tentei contribuir nos tópicos que participei. Acredito que tanto o ensino à distância quanto o ensino presencial devem deixar o saber emergir do aluno, para que estes se tornem sujeitos do processo, e não objetos, aquele que tudo escuta, mas aquele que também é escutado. O detalhe que considero importante é que esta escuta tem que ser individual. Mensagens jogadas (por colegas, professores, tutores), no sentido de mostrar-se presente não é suficiente neste sentido, porque não foram estabelecidos significantes e o que está sendo escrito se perde por aí além.

Acho que em ambos os casos, no ensino presencial e no ensino a distância, o desafio está em estabelecer este processo transferencial em que o professor devolve ao aluno o significado do que ele disse, que é um processo muito diferente do professor dizer/escrever alguma coisa, o aluno escutar/ler, o aluno escrever/falar e o professor escutar/ler. Para isso dou o nome de interação, mas a construção do saber está além é subjetiva, precisa ser, de fato, reconhecida, para que uma folha como esta tenha razão de sua existência.

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